Em comunicado, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) informou que “O GLP é produzido na mesma corrente de refino que a gasolina, cuja produção vem sendo reduzida pela Petrobrás devido à queda da demanda provocada pelas medidas de isolamento social na pandemia da Covid-19. Assim, o Brasil fica mais dependente da importação do gás de cozinha, e portanto, sujeito à oferta e às flutuações do preço do produto no mercado internacional, assim como à cotação do dólar. Soma-se a isso a estratégia equivocada da atual gestão da empresa de vender ativos como a BR Distribuidora, distribuidora de combustíveis, e a Liquigás, de gás de cozinha, que davam à Petrobrás posição de liderança no mercado de derivados e a possibilidade de beneficiar o consumidor.”
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Há uma preocupação dos petroleiros e seus sindicatos com a falta de gás de cozinha e também com a subida de preços do produto. Eles reforçaram a alta na procura pelo gás de botijão, que vem provocando desabastecimento pontuais e aumento dos preços.
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“A gestão da Petrobrás anunciou que aumentou a importação do produto para suprir a demanda crescente, mas continua reduzindo a carga de suas refinarias. Entretanto, com estoques elevados de gasolina, a tendência da empresa é diminuir ainda mais a produção de GLP, ficando ainda mais à mercê do mercado internacional e da cotação do dólar,” diz o comunicado.
José Maria Rangel, coordenador geral da FUP, diz que “Falta transparência à atual gestão da Petrobrás em mostrar o que de fato está acontecendo. A empresa vem hibernando plataformas de petróleo, reduzindo a carga das refinarias, mas não diz quais são as unidades que vão ser paradas, o que afeta também os trabalhadores da empresa. Com isso, não sabemos sequer qual vai ser o impacto sobre a produção de combustíveis, incluindo o gás de cozinha. O gás de cozinha é produto essencial, ainda mais para a população de baixa renda. E neste momento tão difícil para todos, a atual gestão da Petrobrás, em vez de exercer a função social que a empresa tem desde sua criação, ameaça a segurança do abastecimento por causa de uma disputa tributária com o setor de etanol. Continua a preocupação de privilegiar apenas os acionistas da empresa”.
