Farmácias não podem exigir o CPF antes de mostrar os descontos. Essa prática é ilegal e pode ser denunciada imediatamente ao Procon, pois o consumidor tem direito de conhecer os preços promocionais antes de decidir se participa do programa de fidelidade.
De acordo com o portal es360, diversas farmácias do Brasil, tornou-se comum o atendente solicitar o CPF do cliente antes de informar os preços com desconto. Embora justificada como requisito para gerar cupons em programas de fidelidade, essa prática é ilegal e pode ser denunciada imediatamente ao Procon. O consumidor tem direito de saber, de forma clara e antecipada, os valores originais e os promocionais sem precisar fornecer dados pessoais.
Segundo o gerente do Procon de Vitória, Breno Panetto, o cliente deve primeiro conhecer os preços para só depois decidir se deseja fornecer o CPF e aderir ao programa de descontos.
A exigência prévia viola o Código de Defesa do Consumidor e abre margem para multas e sanções contra as empresas.
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Por que as farmácias pedem o CPF?
As redes alegam que a informação é necessária para incluir o cliente em clubes de fidelidade, prática já comum em supermercados.
Nesses programas, o CPF é vinculado a uma base de dados que permite a liberação de descontos em produtos específicos, além do envio de promoções personalizadas.
Contudo, a legislação é clara: os estabelecimentos devem exibir nas etiquetas de preço tanto o valor original quanto o valor promocional, de forma visível e legível.
Isso garante ao consumidor a possibilidade de comparar e decidir se vale a pena aderir ao programa. Condicionar o acesso ao desconto à apresentação do CPF fere a transparência exigida em lei.
O que o consumidor pode fazer em caso de abuso
Se uma farmácia se recusar a informar o preço promocional sem o CPF, o cliente pode registrar denúncia junto ao Procon.
O procedimento pode ser feito presencialmente, pelo site oficial ou via aplicativo. As empresas flagradas em descumprimento ficam sujeitas a multas e processos administrativos.
Além disso, o consumidor pode exigir, no ato da compra, que o preço promocional esteja visível e acessível a todos, independentemente de cadastro.
Caso isso não ocorra, a empresa estará em desacordo com o Código de Defesa do Consumidor.
Outros problemas de atendimento também estão na mira
O Procon alerta que a mesma lógica se aplica a canais de atendimento ao cliente. Empresas que utilizam robôs para suporte inicial precisam garantir a opção de atendimento humano 24 horas por dia em serviços essenciais.
Além disso, os menus de SAC devem oferecer já na primeira tela a opção de cancelamento imediato.
Se o consumidor não encontrar essa alternativa ou não conseguir contato humano para tratar de demandas mais complexas, a empresa também estará violando a legislação.
Transparência e direitos do consumidor
O recado dos órgãos de defesa é direto: farmácias não podem exigir CPF antes de mostrar os descontos.
O consumidor tem direito à informação clara e deve ficar atento para não ser induzido a fornecer dados pessoais sem necessidade.
Qualquer prática abusiva deve ser denunciada, fortalecendo a fiscalização e garantindo que o mercado funcione de maneira justa.
E você, já passou por uma situação em que uma farmácia só mostrou o preço com desconto após pedir seu CPF? Acha correto condicionar essa informação ao cadastro?
Deixe sua opinião nos comentários sua experiência pode ajudar outros consumidores a entenderem melhor seus direitos.

Todo lugar que vc chega a primeira pergunta é: qual seu CPF esse procon é hipócrita porque quando vc vai reclamar na maioria das vezes nada acontece, nenhuma empresa quando vc entra no atendimento ao cliente tem opção de cancelar ou falar com algum humano, agora é tudo no chat que na maioria das vezes não reconhece a sua reclamação e finaliza o atendimento, isso é Brasil, é o dito pelo não dito!
Atualmente, Drogasil, São Paulo, pague menos e outras não pedem mais o CPF, perguntam se tem cadastro, que dá na mesma, mudaram o termo da a pergunta e se disser que não tem, cadastram na hora, se não quiser paga o preço cheio. Aconteceu comigo, inclusive eu falo que é proibido, a cara dos atendentes mudam e fazem cara **** como se eu tivesse obrigação de informar.
Tomei ” uma volta” das lojas Americanas de $ $ 349,00 em produtos que devolvi e eles não fizeram o ressarcimento.