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Famoso fotógrafo brasileiro transforma área devastada em floresta da Mata Atlântica com 2,5 milhões de árvores e mais de 600 hectares recuperados

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 09/01/2026 às 13:34 Atualizado em 09/01/2026 às 17:39
Assista o vídeoSebastião Salgado, Floresta
A fazenda em 1998 (à esquerda) e atualmente (à direita) — Foto: Instagram / @institutoterraoficial / Reprodução
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Após décadas de degradação em Aimorés, iniciativa de Sebastião Salgado e Lélia Wanick transforma fazenda em reserva da Mata Atlântica, com reflorestamento científico, recuperação, retorno da biodiversidade e reconhecimento oficial

O trabalho de recuperação ambiental liderado por Sebastião Salgado e Lélia Deluiz Wanick Salgado transformou uma fazenda degradada em Aimorés, Minas Gerais, em referência nacional e internacional, ao restaurar mais de 600 hectares da Mata Atlântica ao longo de mais de 25 anos.

Origem da iniciativa ambiental

A iniciativa começou no fim da década de 1990, quando Sebastião Salgado decidiu recuperar uma antiga fazenda familiar em Aimorés, no leste mineiro, então severamente degradada.

A área apresentava solo empobrecido, erosão intensa e quase nenhuma vegetação nativa, após décadas de uso para pecuária extensiva na região do Vale do Rio Doce.

O cenário refletia um histórico regional marcado por desmatamento, perda de cobertura florestal e comprometimento dos recursos hídricos associados à Mata Atlântica.

Diante da degradação, Sebastião e Lélia fundaram o Instituto Terra, organização sem fins lucrativos dedicada à restauração ambiental, educação ecológica e desenvolvimento sustentável.

O instituto estruturou um modelo técnico baseado em critérios científicos, utilizando exclusivamente espécies nativas da Mata Atlântica e respeitando a sucessão ecológica natural.

O reflorestamento adotado priorizou diversidade biológica, recuperação do solo e recomposição gradual dos ecossistemas originais da área.

Floresta, Sebastião Salgado
Imagem: Reprodução / Instagram

Metodologia de recuperação

O trabalho inicia com coleta sistemática de sementes na própria região, garantindo adaptação genética e maior taxa de sobrevivência das plantas.

As sementes passam por seleção e catalogação antes de serem cultivadas em viveiros próprios, responsáveis pela produção de centenas de milhares de mudas anuais.

Somente após atingirem desenvolvimento adequado, as mudas são levadas ao campo, em áreas previamente preparadas para evitar erosão.

As técnicas incluem manejo do solo, proteção das encostas e cuidados contínuos nos primeiros estágios de crescimento das plantas.

Resultados alcançados

Ao longo de mais de duas décadas, o projeto resultou no plantio de mais de 2,5 milhões de árvores nativas na área recuperada.

A antiga pastagem degradada deu lugar a uma floresta contínua com mais de 600 hectares, hoje reconhecida legalmente.

O território tornou-se a primeira Reserva Particular do Patrimônio Natural em processo de recuperação no Brasil.

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Impactos ambientais observados

A regeneração florestal permitiu o retorno espontâneo de espécies da fauna e da flora antes ausentes da região.

Foram observados novamente aves, mamíferos, insetos polinizadores e árvores típicas da Mata Atlântica local.

A recomposição vegetal contribuiu para recuperação de nascentes, melhoria da qualidade da água e equilíbrio do microclima.

Esses efeitos demonstram impactos diretos sobre o ambienteal regional e os sistemas naturais associados.

Educação e disseminação do modelo

Além da restauração física, o Instituto Terra atua em educação ambiental e capacitação técnica de diferentes públicos.

Pesquisadores, estudantes e gestores visitam o local para conhecer práticas aplicáveis a outras regiões degradadas.

O projeto é citado como exemplo de viabilidade da recuperação ambiental em larga escala com planejamento e continuidade.

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Contexto e legado

A experiência consolidou-se como referência brasileira em restauração de ecossistemas degradados ao longo do tempo.

O caso demonstra que iniciativas privadas, aliadas ao conhecimento técnico, podem gerar benefícios ambientais duradouros.

O trabalho permanece como exemplo de resposta concreta aos desafios históricos de degradação da Mata Atlântica.

Com informações de Casa e Jardim.

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Juliana
Juliana
10/01/2026 08:00

A história é legal e respeito muito o trabalho de Salgado, porém o título deveria ser que ele revitaliza área degradada pela própria família, afinal em documentários ele mesmo conta a história.

Romário Pereira de Carvalho

Já publiquei milhares de matérias em portais reconhecidos, sempre com foco em conteúdo informativo, direto e com valor para o leitor. Fique à vontade para enviar sugestões ou perguntas

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