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1 comentário 3 min de leitura

Família que produz 4000 kg de queijo por mês investe em seleção genética inédita e se torna referência nacional ao identificar búfalas com o gene que turbina a fabricação de muçarela

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 23/11/2025 às 08:50
Laticínio genotipa todo o rebanho para identificar búfalas com alelo B e elevar rendimento e qualidade do legítimo queijo muçarela
Laticínio genotipa todo o rebanho para identificar búfalas com alelo B e elevar rendimento e qualidade do legítimo queijo muçarela
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A primeira propriedade do país a genotipar 100% do rebanho investe na identificação de búfalas com o alelo B da kappa caseína, buscando elevar o rendimento e a qualidade da muçarela produzida na própria fazenda

De olho no avanço produtivo e na expansão econômica da atividade, o Laticínio Família Rossato se tornou a primeira propriedade do Brasil a genotipar todo o rebanho com foco na identificação de animais com genética favorável ao maior rendimento de queijo de búfala, o legítimo queijo muçarela.

A técnica utilizada foi desenvolvida no Instituto de Zootecnia, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, e possibilita detectar um dos genes ligados ao aumento do rendimento do leite para queijo, a kappa caseína.

O laticínio é especializado na fabricação de derivados do leite de búfala e mantém uma linha completa de produtos, entre eles iogurte, doce de leite, muçarela, frescal, curado e defumado.

Com premiações regionais e nacionais, a Família Rossato consolidou sua atuação na produção artesanal e agora busca fortalecer ainda mais a qualidade dos queijos.

Seleção genética para elevar o rendimento

O produtor Caio Rossato explica que o rebanho é formado por 150 animais e que a meta é genotipar todos eles para ampliar a seleção de exemplares com o genótipo BB, relacionado ao leite mais adequado para a produção de muçarela.

Ele afirma que a família está ansiosa para avançar nessa seleção e, futuramente, elevar tanto o rendimento quanto a qualidade dos produtos.

Atualmente, com 60 búfalas em lactação, a propriedade alcança uma produção diária de 550 litros de leite. Segundo Caio, esse volume resulta em 16.000 litros por mês e, consequentemente, 4000 kg de queijo mensalmente. A expectativa é de que a produção aumente cerca de 10% nos próximos anos apenas com a seleção dos animais portadores da kappa caseína.

Expansão genética e novas perspectivas

O produtor ressalta ainda que deseja ver o trabalho replicado em outras propriedades, por meio da genética comprovada de genes fundamentais para a fabricação de derivados. Ele destaca que já possui dois touros selecionados em coleta na Central de Sêmen de Búfalos Novagen, destinados à comercialização de sêmen e embriões.

Para Caio, os resultados são motivo de comemoração e reforçam a parceria com o Instituto de Zootecnia e a equipe do pesquisador Aníbal, considerados pioneiros no estudo da kappa caseína.

Pesquisa amplia o melhoramento de bubalinos

De acordo com o pesquisador Anibal Vercesi Filho, diretor da Divisão de Pesquisa e Desenvolvimento em Genética e Biotecnologia do IZ, a metodologia criada contribui diretamente para o melhoramento genético de bubalinos.

Ele relata que, com o início do Programa de Avaliação Genética em Búfalos conduzido pela ABCB, surgiu a demanda pelo estudo de genes capazes de interferir na qualidade e no processo de fabricação de queijos.

O pesquisador afirma que foram analisados 600 bubalinos pertencentes a criadores associados da ABCB, permitindo o desenvolvimento e a padronização da metodologia para genotipar o gene CSN3 da kappa caseína. Ele explica que animais portadores do alelo B apresentam maior rendimento na produção de queijo, reforçando a importância do trabalho para toda a cadeia produtiva.

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Francisco José Sousa
Francisco José Sousa
25/11/2025 11:09

As pesquisas deverão nortear sempre o trabalho dos criadores, incentivando e mantendo esses pesquisadores no Brasil.
Parabéns a todos !

Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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