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Família prepara casa do início dos anos 1900 para reforma e encontra no porão mais de 1 milhão de moedas de cobre guardadas em sacos de bancos que já nem existem, com US$ 10 mil em valor de face e possíveis raridades

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Escrito por Geovane Souza Publicado em 13/07/2026 às 16:42 Atualizado em 13/07/2026 às 16:45
Família encontra mais de 1 milhão de centavos de cobre durante reforma de casa antiga na Califórnia
Família encontra mais de 1 milhão de centavos de cobre durante reforma de casa antiga na Califórnia
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O que parecia ser apenas a limpeza de uma casa antiga na Califórnia revelou caixas, caixotes e sacos bancários cheios de centavos armazenados havia décadas. A família precisou usar um caminhão para retirar as moedas e ainda enfrentou uma pergunta difícil de responder, quanto aquela coleção realmente valia.

Uma família encontrou uma quantidade estimada em mais de 1 milhão de centavos americanos enquanto esvaziava uma casa construída no início do século XX, na região de Los Angeles, nos Estados Unidos. As moedas estavam escondidas em uma área estreita do porão, algumas ainda dentro de sacos lacrados por bancos que deixaram de existir.

O imóvel pertencia a Fritz, sogro do corretor de imóveis John Reyes. Após a morte do proprietário, Reyes, sua esposa Elizabeth e outros familiares começaram a retirar móveis, documentos e objetos acumulados para preparar a residência para uma reforma.

A descoberta começou com pequenos rolos de papel já deteriorados pela umidade e pelo tempo. Quando a família avançou para o fundo do porão, encontrou caixas, caixotes e dezenas de sacos bancários repletos de centavos.

O total divulgado era uma estimativa da própria família, e não o resultado de uma contagem individual das moedas. Mesmo assim, 1 milhão de centavos corresponde a US$ 10 mil em valor de face, sem considerar possíveis exemplares raros ou procurados por colecionadores.

Os primeiros centavos apareceram soltos no fundo de um espaço quase escondido

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Família na Califórnia encontrou mais de um milhão de moedas de um centavo enquanto limpava sua casa. (Foto: John Reyes)

A área onde as moedas estavam guardadas era uma espécie de vão de acesso apertado, localizado na parte mais profunda do porão. Segundo o Sacramento Bee, a família encontrou inicialmente algumas moedas soltas e, ao continuar a busca, começou a retirar caixas inteiras, seguidas por caixotes e sacos bancários antigos.

Alguns sacos estavam fechados com lacres metálicos usados pelas instituições financeiras para controlar o transporte de dinheiro. Em parte deles apareciam nomes conhecidos, enquanto outros pertenciam a bancos dos quais Reyes nunca tinha ouvido falar.

Conforme informou a ABC7, havia sacos ainda selados diretamente pelos bancos, incluindo exemplares do Bank of America e de instituições aparentemente encerradas havia muitos anos. A coleção foi inicialmente anunciada na plataforma OfferUp por US$ 25 mil, mais que o dobro do valor nominal das moedas.

A história da casa ajuda a explicar por que tantas moedas foram acumuladas

A residência teria sido construída no começo dos anos 1900 e, de acordo com informações repassadas à família, funcionou no passado como uma hospedaria. Depois, tornou-se a casa de Fritz e de seu irmão, dois imigrantes alemães que viveram no local durante décadas.

Os irmãos guardavam objetos de diferentes períodos, desde itens domésticos comuns até materiais que consideravam capazes de conservar valor. Quando a limpeza começou, os familiares perceberam que praticamente nada havia sido descartado ao longo dos anos.

Como informou o Guardian, a família acredita que os proprietários passaram a separar os centavos mais antigos por considerarem o cobre uma forma de proteção de valor. As moedas permaneceram armazenadas no porão durante décadas, sem sinais de que tivessem sido examinadas uma a uma.

A mudança na composição dos centavos americanos pode ter reforçado esse hábito. Durante grande parte do século XX, as moedas eram produzidas com uma liga formada principalmente por cobre, material mais valioso que o núcleo de zinco utilizado posteriormente.

Se 1 milhão de moedas antigas pesassem aproximadamente 3,11 gramas cada, a coleção poderia passar de 3 toneladas. Isso explica por que a retirada não foi simples e exigiu várias etapas de transporte até Ontario, cidade californiana mais próxima da casa de Reyes.

Nem todo centavo antigo vale mais do que um centavo

A data da moeda, a casa da moeda responsável pela fabricação, o estado de conservação e possíveis erros de cunhagem determinam o valor numismático. Uma coleção volumosa pode conter peças interessantes, mas a quantidade, sozinha, não transforma centavos comuns em uma fortuna.

A Casa da Moeda dos Estados Unidos registra que, em 1943, o cobre foi substituído temporariamente por aço revestido de zinco devido à demanda do metal durante a Segunda Guerra Mundial. A produção voltou depois à liga rica em cobre e, em 1982, passou a utilizar moedas formadas principalmente por zinco, com apenas 2,5% de cobre na parte externa.

Essa cronologia corrige uma confusão comum. Os centavos americanos não deixaram definitivamente de ser feitos com liga de cobre durante a guerra; a substituição permanente por uma estrutura predominantemente de zinco ocorreu somente em 1982.

Entre as peças mais procuradas está justamente o centavo de 1943 fabricado por engano em um disco de bronze, material usado nas moedas anteriores. A PCGS, empresa especializada em autenticação numismática, registrou em 2010 a venda de um exemplar produzido em Denver por US$ 1,7 milhão, mas menos de duas dezenas de peças semelhantes são conhecidas.

Não havia comprovação pública de que algum desses centavos raríssimos estivesse nos sacos encontrados pela família. Para determinar isso, seria necessário separar as moedas por ano, marca de fabricação, peso e características visuais, além de enviar os exemplares suspeitos para autenticação profissional.

O cobre das moedas não poderia simplesmente ser retirado e vendido

Mesmo que o valor do metal presente nos centavos antigos ultrapassasse o valor estampado nas moedas, derretê-las não seria uma saída legal comum. As regras americanas proíbem, com exceções limitadas, o derretimento, o tratamento e a exportação em grande escala de moedas de 1 e 5 centavos.

A restrição foi criada para impedir que grandes quantidades desaparecessem de circulação quando o preço do cobre, do níquel e do zinco subisse. Dessa forma, a eventual valorização da coleção dependia principalmente do interesse de colecionadores e da existência de moedas raras, e não apenas do peso do cobre.

O desafio prático também era enorme. Examinar 1 milhão de moedas individualmente, a uma média de três segundos por peça, consumiria mais de 830 horas de trabalho contínuo, sem contar catalogação, limpeza adequada, avaliação e armazenamento.

A coleção acabou vendida, mas o preço permaneceu em segredo

Inicialmente, a família preferia vender todo o conjunto de uma só vez, sem passar meses procurando raridades. As primeiras propostas recebidas, porém, envolviam apenas pequenas partes do acervo ou valores abaixo do que os proprietários esperavam.

Em 23 de junho de 2023, poucas semanas depois de a história ganhar repercussão, a ABC7 News informou que as moedas haviam sido vendidas. A identidade do comprador, o valor pago e as condições da negociação não foram divulgados.

Também não foi informado se os sacos foram abertos antes da venda ou se algum exemplar raro chegou a ser identificado. O comprador pode ter adquirido desde um enorme lote de centavos comuns até uma coleção com peças capazes de pagar, sozinhas, uma parcela considerável do negócio.

Você teria vendido todos os centavos de uma vez ou examinaria cada moeda em busca de uma raridade? Conte nos comentários quanto tempo estaria disposto a dedicar à procura. E diga o que faria ao encontrar toneladas de moedas escondidas no porão de uma casa antiga.

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Geovane Souza

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