Antiga fábrica da Cecrisa, no bairro Próspera, deve ter pavilhões demolidos nos próximos meses para dar lugar ao Parque Empresarial de Inovação Leonardo da Vinci, em Criciúma. O projeto estimado em R$ 200 milhões marca transição de símbolo cerâmico exportador para novo polo tecnológico em Santa Catarina no Sul catarinense.
Uma fábrica que ajudou Criciúma, no Sul de Santa Catarina, a ganhar projeção internacional no setor cerâmico será demolida para dar lugar a um novo parque de inovação. A estrutura pertence aos antigos pavilhões da Cecrisa, no bairro Próspera, e a mudança foi divulgada em 29 de maio de 2026.
Segundo o portal ND Mais, o projeto prevê a implantação do Parque Empresarial de Inovação Leonardo da Vinci, um empreendimento estimado em R$ 200 milhões. A área, que durante décadas esteve ligada à produção de revestimentos exportados para mais de 50 países, deve iniciar nos próximos meses uma nova fase urbana, econômica e simbólica para Criciúma.
Antiga fábrica da Cecrisa marcou a história industrial de Criciúma

Durante décadas, a antiga fábrica da Cecrisa foi uma das estruturas mais representativas da indústria cerâmica catarinense. Dos pavilhões localizados no bairro Próspera saíram revestimentos que chegaram a mercados internacionais e ajudaram a consolidar Criciúma como uma referência nacional no setor.
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A força da unidade também se conectou à expansão de marcas conhecidas, como Cecrisa e Portinari. Mais do que um endereço industrial, o complexo virou parte da memória econômica da cidade, associado a empregos, produção, exportação e ao período em que a cerâmica colocou o Sul de Santa Catarina em evidência.
Pavilhões serão demolidos para abrir caminho a novo parque de inovação
Os antigos pavilhões devem começar a ser demolidos nos próximos meses. A demolição encerra fisicamente uma etapa importante da indústria local, mas também abre espaço para um projeto que busca reposicionar a área dentro de uma economia mais voltada à inovação, tecnologia e novos negócios.
O futuro Parque Empresarial de Inovação Leonardo da Vinci é estimado em R$ 200 milhões. A proposta é transformar um espaço antes ocupado por uma fábrica tradicional em uma estrutura voltada a empresas, serviços e atividades ligadas a um novo ciclo de desenvolvimento urbano e econômico.
Mudança simboliza transição entre indústria tradicional e economia inovadora
A transformação da área mostra uma mudança comum em cidades que cresceram com base em grandes estruturas industriais. Quando uma fábrica deixa de operar ou perde sua função original, o desafio passa a ser decidir se o espaço ficará abandonado, será preservado ou ganhará uma nova vocação.
Em Criciúma, o caminho escolhido é a substituição dos pavilhões por um parque empresarial. A troca não apaga a história da cerâmica, mas muda o papel do terreno na cidade, deixando de representar apenas produção industrial para se tornar um ponto de atração de investimentos e projetos futuros.
Cecrisa ajudou a projetar Criciúma para o mercado internacional
A antiga fábrica teve papel relevante na internacionalização da indústria cerâmica de Criciúma. A produção associada ao complexo alcançou mais de 50 países nos cinco continentes, número que demonstra a dimensão do alcance conquistado pelo setor catarinense.
Essa presença global ajudou a construir a imagem de Criciúma como polo cerâmico. Em muitos casos, cidades industriais se tornam conhecidas fora do país não por campanhas institucionais, mas pela força de seus produtos. Foi essa lógica que fez a cerâmica catarinense atravessar fronteiras e chegar a diferentes mercados.
Demolição também mexe com memória, trabalho e identidade urbana
A derrubada de uma fábrica histórica costuma gerar sentimentos mistos. Para parte da população, os pavilhões representam passado, emprego e identidade. Para outros, a demolição pode ser vista como oportunidade de reocupar uma área estratégica com uma função mais compatível com as demandas atuais.
Esse tipo de mudança urbana exige equilíbrio. A cidade precisa avançar, mas também preservar a memória do que a tornou relevante. No caso da antiga Cecrisa, o peso simbólico está justamente no fato de a estrutura ter participado da formação econômica de Criciúma e da consolidação da região como polo cerâmico.
Parque de R$ 200 milhões pode criar novo eixo econômico

O investimento estimado em R$ 200 milhões indica que o novo parque não será apenas uma substituição física dos pavilhões. A proposta aponta para uma tentativa de criar um ambiente empresarial mais moderno, capaz de atrair atividades ligadas à inovação e à diversificação econômica.
Esse movimento pode ampliar o papel de Criciúma além da indústria tradicional. A cidade que cresceu com carvão, cerâmica e produção fabril agora tenta abrir espaço para tecnologia, serviços qualificados e negócios de maior valor agregado, sem abandonar completamente sua base histórica.
Bairro Próspera entra em nova etapa de ocupação urbana
O bairro Próspera, onde ficam os antigos pavilhões, também será impactado pela mudança. Áreas industriais desse porte influenciam fluxo de pessoas, trânsito, comércio local, valorização imobiliária e dinâmica urbana ao redor.
Com a chegada do parque de inovação, a região pode ganhar uma nova circulação de profissionais, empresas e serviços. Ao mesmo tempo, moradores e comerciantes devem acompanhar de perto como a transformação será executada e quais efeitos práticos ela terá no cotidiano do bairro.
Agora fica a pergunta: demolir uma estrutura histórica para criar um parque de inovação é o caminho certo para renovar Criciúma, ou parte desses pavilhões deveria ser preservada como memória da indústria cerâmica catarinense? Deixe sua opinião nos comentários.

O emprego não precisa de ruínas materiais.
E a fábrica da Cecrisa foi para onde???
Toda cidade tem sua história,seu DNA e sua memória.Evitem que caia no esquecimento esse merecimento que Criciúma adquiriu em sua trajetória.