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Deixar o carregador na tomada sem celular gasta energia ou é mito? Especialistas chamam o fenômeno de “consumo fantasma” e alertam que dezenas de aparelhos em espera podem pesar na conta ao longo do ano

Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 22/06/2026 às 09:09
Atualizado em 22/06/2026 às 09:12
Assista o vídeoCarregadores e aparelhos em standby consomem energia. Entenda o que é consumo fantasma, quanto isso pesa e quando vale tirar da tomada.
Deixar o carregador na tomada sem celular gasta energia ou é mito
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Carregadores e aparelhos em standby consomem energia. Entenda o que é consumo fantasma, quanto isso pesa e quando vale tirar da tomada.

Carregadores e aparelhos em standby continuam consumindo energia mesmo quando parecem desligados, e isso não é mito. O que muda de um caso para outro é o tamanho desse gasto invisível. Segundo o Lawrence Berkeley National Laboratory, o chamado consumo fantasma é a eletricidade usada por dispositivos que estão desligados ou em modos de baixo consumo, mas continuam conectados à tomada.

No caso de um carregador moderno de celular, o impacto isolado costuma ser pequeno. A Stanford Magazine, citando testes do Berkeley Lab, informa que carregadores de celular em modo sem carga consomem cerca de 0,26 watt. O problema aparece quando esse consumo discreto se repete em dezenas de aparelhos espalhados pela casa, funcionando 24 horas por dia sem chamar atenção.

O que é consumo fantasma e por que ele continua existindo mesmo com o aparelho “desligado”

O consumo fantasma, também chamado de standby power, phantom power ou vampire power, acontece porque muitos equipamentos seguem alimentando circuitos internos mesmo fora de uso.

De acordo com o Lawrence Berkeley National Laboratory, isso ocorre para manter funções como relógios digitais, sensores, memória de configurações, receptores de controle remoto e outros sistemas que ficam prontos para responder imediatamente quando o aparelho volta a ser acionado.

standby power, phantom power ou vampire power
standby power, phantom power ou vampire power

O laboratório afirma que esse consumo nem sempre é sinal de defeito. Em muitos casos, ele existe porque o equipamento precisa manter uma função útil em segundo plano.

Em outros, é resultado de projeto pouco eficiente. A diferença é que, hoje, os produtos mais novos costumam desperdiçar menos energia do que os modelos de décadas atrás.

Segundo o mesmo centro de pesquisa, há cerca de vinte anos o consumo em espera de produtos típicos ficava entre 1 e 3 watts. Hoje, muitos aparelhos já operam perto de 0,5 watt ou menos. Isso ajuda a explicar por que o alerta sobre “tirar tudo da tomada” continua tecnicamente correto, mas precisa ser interpretado com mais precisão do que no passado.

Carregador de celular consome energia sem uso, mas o gasto isolado costuma ser muito pequeno

Sim, deixar o carregador conectado à tomada continua gerando consumo, mesmo sem celular plugado. A Stanford Magazine informa, com base em testes do Berkeley Lab, que carregadores modernos de celular em modo sem carga ficam em torno de 0,26 watt, um nível muito baixo para produzir grande impacto sozinho na conta de luz.

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O contraste aparece quando se olha para outras fontes externas. Na mesma referência, carregadores de notebook em modo sem carga chegaram a 4,42 watts, mostrando que nem toda fonte conectada desperdiça a mesma quantidade de energia.

Isso significa que o tamanho do problema depende do tipo de equipamento, da idade do produto e da eficiência do projeto eletrônico.

Na prática, um único carregador moderno de celular dificilmente será o responsável por elevar de forma perceptível a conta de luz.

O erro está em transformar esse caso específico em regra para toda a casa, porque o consumo fantasma relevante raramente nasce de um só aparelho. Ele cresce quando vários equipamentos permanecem conectados o tempo inteiro.

O peso real está na soma de TVs, videogames, roteadores, caixas de som e dezenas de eletrônicos em standby

O Lawrence Berkeley National Laboratory destaca que a maior parte dos produtos modernos em espera consome menos de 0,5 watt, mas eles ainda se acumulam. O laboratório afirma que uma casa típica pode ter muitos itens puxando energia continuamente e que, juntos, esses equipamentos respondem por cerca de 5% a 10% do uso residencial de eletricidade.

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É justamente por isso que o consumo fantasma costuma passar despercebido. Televisores, videogames, caixas de TV, micro-ondas com relógio, impressoras, monitores, caixas de som, assistentes inteligentes e roteadores podem manter pequenos consumos permanentes. Separadamente, parecem irrelevantes; somados durante dias, meses e anos, viram gasto fixo.

A lógica, portanto, é simples: o carregador vazio consome, mas a conta de luz sente mais a casa inteira em modo de espera do que um único adaptador esquecido na tomada. É essa soma silenciosa que transforma um gasto invisível em desperdício contínuo.

Regulamentações reduziram o desperdício, mas não eliminaram o problema do standby

A pressão internacional para reduzir o desperdício em modo de espera não é nova. A Agência Internacional de Energia registra políticas baseadas no padrão de 1 watt para equipamentos em standby, adotadas em diferentes mercados como forma de forçar a melhoria da eficiência dos produtos.

Essas medidas ajudaram a derrubar o consumo de muitos aparelhos modernos e explicam por que o impacto individual de um carregador atual costuma ser bem menor do que no passado. Ainda assim, a existência de limites regulatórios não significa consumo zero. O equipamento continua gastando alguma energia, apenas em nível mais baixo.

Por isso, a discussão deixou de ser apenas “carregador consome ou não consome” e passou a ser “quanto consome e em que contexto isso pesa”. Em produtos novos e eficientes, o desperdício caiu. O problema é que as residências passaram a concentrar cada vez mais aparelhos eletrônicos conectados ao mesmo tempo.

Quando vale tirar da tomada e quais aparelhos merecem mais atenção dentro de casa

Tirar o carregador da tomada continua sendo uma medida correta, mas o ganho financeiro isolado costuma ser pequeno quando se trata de um modelo moderno de celular.

O melhor resultado aparece quando a casa reduz conjuntos inteiros de equipamentos que ficam permanentemente em espera, especialmente nas áreas de entretenimento e informática.

Em vez de focar apenas no adaptador do celular, faz mais sentido observar quais produtos ficam ligados sem necessidade durante longos períodos. Roteadores, caixas de TV, videogames, monitores, impressoras e fontes antigas tendem a merecer mais atenção do que um único carregador eficiente.

Em muitos casos, desligar grupos de aparelhos por meio de uma régua com interruptor pode ser mais efetivo do que caçar um adaptador por vez.

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No fim, a resposta é objetiva: carregadores e aparelhos em standby consomem energia, sim. Só que o verdadeiro impacto na conta de luz não costuma vir de um único carregador moderno esquecido na tomada, e sim do conjunto de eletrônicos que permanecem consumindo pequenas parcelas de energia o tempo todo, sem que quase ninguém perceba.

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Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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