Uma descoberta impressionante acaba de mudar a forma como cientistas observam o universo. Astrônomos divulgaram um mapa inédito da chamada “teia cósmica”, estrutura gigantesca que organiza galáxias, gás e matéria escura ao longo de bilhões de anos-luz.
A informação foi divulgada por “VEJA”, com base em um estudo internacional publicado no periódico científico The Astrophysical Journal no dia 6 deste mês. Além disso, pesquisadores de diversos países participaram da investigação científica que utilizou o telescópio James Webb para revelar detalhes nunca observados anteriormente.
Os cientistas catalogaram 164 mil galáxias durante o levantamento. Ao mesmo tempo, a equipe conseguiu analisar fragmentos do universo referentes a uma época em que o cosmos possuía apenas 1 bilhão de anos.
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Na prática, os pesquisadores observaram o “passado” do universo. Isso acontece porque a luz emitida por galáxias extremamente distantes leva bilhões de anos para chegar à Terra. Portanto, ao analisar essas estruturas atualmente, os astrônomos enxergam como elas existiam há muito tempo.
James Webb revela estruturas invisíveis da teia cósmica
A Universidade da Califórnia em Riverside (UCR), nos Estados Unidos, liderou o estudo. Além disso, cientistas da Alemanha, Chile, Dinamarca, França e Japão também participaram da pesquisa.
O principal destaque envolve o nível de detalhamento obtido pelo telescópio James Webb. Diferentemente de tecnologias anteriores, o equipamento conseguiu identificar estruturas invisíveis em observações antigas.
A teia cósmica representa a forma como a matéria se distribui no universo. As galáxias não ficam espalhadas aleatoriamente pelo espaço. Pelo contrário, elas seguem enormes estruturas tridimensionais compostas por gás e matéria escura.
Essas estruturas gigantescas atravessam bilhões de anos-luz e formam uma espécie de rede cósmica. Além disso, o James Webb conseguiu identificar arranjos menores escondidos dentro dessas formações.
Consequentemente, os pesquisadores descobriram galáxias que antes passavam despercebidas. Isso ampliou significativamente o entendimento sobre a organização do universo.
Segundo a Nasa, o telescópio James Webb foi criado para estudar todas as fases da história cósmica. A agência espacial lançou o equipamento em 25 de dezembro de 2021. Depois disso, o telescópio iniciou oficialmente suas operações em 2022.
Agora, o levantamento divulgado em 2026 já representa o maior conjunto de dados produzido pelo James Webb desde o início de sua missão.
Cientistas conseguem observar o universo quando ele ainda era jovem
O novo mapa chamou atenção porque mostra o universo extremamente jovem. Os fragmentos analisados pertencem a um período em que o cosmos tinha apenas 1 bilhão de anos.
Atualmente, cientistas estimam que o universo tenha aproximadamente 13,8 bilhões de anos. Portanto, o estudo funciona como uma verdadeira viagem ao passado cósmico.
Quanto mais distante uma galáxia está da Terra, mais antiga é a luz captada pelos telescópios. Dessa forma, os pesquisadores conseguem analisar períodos extremamente remotos da história do universo.
Além disso, o James Webb possui uma tecnologia capaz de captar imagens em infravermelho. Por causa disso, o equipamento atravessa nuvens de poeira cósmica que impediam análises mais profundas anteriormente.
Consequentemente, os cientistas conseguem identificar galáxias antigas que outros telescópios não conseguiam detectar.
Os pesquisadores explicam que imagens antigas mostravam regiões aparentemente simples e isoladas. Porém, o novo levantamento revelou estruturas menores escondidas nessas áreas, além de diversas galáxias desconhecidas.
Assim, o estudo amplia o conhecimento sobre a formação das galáxias e sobre a evolução do universo ao longo de bilhões de anos.
Descoberta pode transformar estudos sobre matéria escura e origem do cosmos
A nova pesquisa já aparece entre os levantamentos mais importantes realizados com o telescópio James Webb. Além de ampliar o número de galáxias conhecidas, o estudo ajuda cientistas a entenderem melhor o papel da matéria escura no universo.
Embora ninguém consiga observar diretamente a matéria escura, ela exerce enorme influência gravitacional sobre galáxias e estruturas cósmicas. Por isso, analisar a teia cósmica ajuda especialistas a compreenderem como o universo se organizou após o Big Bang.
Além disso, o estudo reforça a importância do James Webb para a astronomia moderna. O telescópio já revolucionou pesquisas relacionadas à origem das estrelas, evolução das galáxias e comportamento do espaço profundo.
Os especialistas acreditam que novos levantamentos ainda mais detalhados deverão surgir nos próximos anos. Afinal, a evolução da tecnologia espacial continua permitindo descobertas que pareciam impossíveis há pouco tempo.
Agora, com o mapa cósmico disponível gratuitamente na internet, pesquisadores do mundo inteiro poderão aprofundar investigações sobre a origem e a estrutura do universo.
Você acredita que um dia a humanidade conseguirá descobrir completamente como o universo surgiu?

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