De acordo com estudo, a produção de baterias não acompanha a expansão do mercado de carros elétrico, com produção insuficiente de células
Estudo encomendado pela ABB prevê que os planos para a produção de baterias dos carros elétricos são insuficientes e destaca o papel da automação no atendimento à demanda, pois a quantidade de veículos movidos a eletricidade deve ser maior do que a de veículos movidos a combustão. Essa transformação desperta grande preocupação com o fornecimento de baterias, conforme o estudo ‘Análise da cadeia de suprimentos de baterias de veículos elétricos’. Veja ainda: Ford e BMW fecham parceria para criar a Solid Power, empresa que desenvolverá baterias de estado sólido para carros elétricos
- Rio de Janeiro tem projetos para que toda frota de ônibus da cidade seja movida por energia solar, até 2050
- Subsea 7 abre centenas de vagas de emprego no Rio de Janeiro para ensino médio, técnico e superior
- Empresa fabrica geradores movidos a energia solar que extraem água potável da atmosfera no deserto
- Queda na produção de veículos provoca mudanças na indústria automobilística brasileira e investimentos se distanciam
Demanda de baterias na produção de carros elétricos
Essas preocupações com o fornecimento de baterias para carros elétricos para atender à escalada na demanda representam, desde já, um sério risco para o crescimento da eletricidade como combustível de propulsão limpo, apesar dos planos para 80 novas gigafábricas globais de baterias. O estuda destaca que, embora a Ásia lidere a produção de baterias para carros elétricos, a Europa ocupará um espaço vital nos próximos anos, enquanto os fabricantes dos EUA também planejam aumentos de capacidade.
Veja detalhes do estudo: “Com velocidade de produção e flexibilidade, que são essenciais para o aumento de escala bem-sucedido da indústria de baterias de carros elétricos, nossa arquitetura de produção celular permite que os fabricantes validem rapidamente um projeto de célula e, em seguida, implementem células de produção globalmente, seguindo padrões uniformes de qualidade, segurança e produtividade. As implementações podem ser dimensionadas de acordo com a demanda, havendo flexibilidade de ajustar a capacidade em tempo real.”
-
Coca-Cola fecha fábrica, afeta 85 trabalhadores e encerra operação de mais de 100 anos em decisão que mexe com uma cidade inteira, envolve realocações, logística e um impacto histórico que vai além dos refrigerantes nos EUA
-
Após romper com o sócio que faturava milhões, Bianca Andrade pôs R$ 30 milhões do próprio bolso na Boca Rosa, lançou mais de 100 produtos sozinha em um ano e agora mira R$ 400 milhões em 2026, rumo ao bilhão
-
Belo Horizonte vira a primeira cidade do país a pagar aluguel, água e luz para tirar 100 famílias da rua pelo método Moradia Primeiro, com R$ 4,5 milhões para o recomeço
-
Brasileiro entra no consórcio sonhando com a casa própria, mas pode passar anos pagando parcela e aluguel ao mesmo tempo; simulação mostra que custo chega a R$ 707 mil após uma década de espera e supera financiamento de R$ 704 mil
Outros fatores citados pela pesquisa encomendada pela ABB
Os pesquisadores envolvidos no estudo apontam para a importância da montagem da bateria estar localizada perto ou dentro das instalações de montagem de automóveis: “A co-localização do conjunto da bateria não só aumenta a sustentabilidade, reduzindo o custo com transporte, mas aumenta a flexibilidade. A abordagem celular na produção é facilmente integrada às linhas existentes.”
Tanja Vainio, diretor-executivo da linha de negócios Auto Tier 1 da ABB Robotics, disse que se a curva de demanda se mover, as células podem ser adicionadas ou removidas rapidamente para manter uma escala de produção precisa. Segundo Vainio, os robôs são projetados para serem rapidamente reaproveitados conforme necessário, aumentando a flexibilidade e se somando à abordagem sustentável, maximizando a vida útil de cada robô que constroem.
Veja ainda: Porsche vai desenvolver e produzir baterias para carros elétricos capazes de completar recarga em menos de 15 minutos
A fabricante de carros esportivos e de luxo, Porsche pretende produzir e desenvolver baterias para carros elétricos. As baterias são menores, mais eficientes e mais fortes, se comparadas com as baterias atuais. O carro mais barato da marca no Brasil é ofertado a partir de R$ 339 mil. E mesmo sendo a opção “de entrada”, se é que podemos escrever assim, por esse valor a expectativa é alta.
Com o novo produto para carros elétricos que será desenvolvido, a Porsche pretende cumprir a sua promessa feita em 2018 durante a apresentação do elétrico Taycan, de recarga em menos de 15 minutos. De acordo com o presidente-executivo Oliver Blume, atualmente, as baterias do tipo Performance Plus e carregadores rápidos da montadora permitem carregar o Taycan em 22,5 minutos.
