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Mulher transforma apartamento em depósito com 158 pares de calçados, 140 calças e roupas nunca usadas após compulsão gerar dívida de R$241 mil

Foto de perfil do autor Caio Aviz
Escrito por Caio Aviz Publicado em 23/06/2026 às 11:28 Atualizado em 23/06/2026 às 11:31
Assista o vídeoMulher sentada diante de roupas, óculos, carteiras e joias acumuladas devido à compulsão por compras.
Cercada por roupas, óculos, carteiras e joias, mulher enfrenta as consequências do consumo compulsivo e tenta reorganizar a própria vida.
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Conheça a história de Camila, que transformou a própria casa em um depósito de roupas, cosméticos e objetos nunca usados devido à onomania

Uma realidade marcada pelo excesso de compras transformou completamente a vida de Camila. Aos 40 anos, ela tenta controlar uma compulsão iniciada ainda na infância, responsável por abalar relações familiares, prejudicar sua carreira e gerar dívidas superiores a R$ 241 mil.

A casa de Camila passou a abrigar roupas com etiquetas, peças repetidas, cosméticos vencidos, livros nunca lidos e inúmeros objetos adquiridos por impulso.

Inicialmente, os cabides deixaram de comportar tantas roupas. Em seguida, dois guarda-roupas ficaram pequenos, levando Camila a comprar araras para distribuir as peças pelo apartamento.

Ao todo, foram contabilizadas cerca de 140 calças, mais de 100 conjuntos de lingerie e aproximadamente 158 pares de calçados. Mesmo assim, grande parte dos produtos nunca chegou a ser utilizada.

Conheça a história de Camila

Desde a infância, Camila compra por impulso. Com o passar dos anos, no entanto, o comportamento ganhou proporções maiores e começou a interferir diretamente em sua rotina.

As roupas acumuladas apresentam diferentes numerações, variando do tamanho 34 ao 44. Isso aconteceu porque a compulsão também passou a influenciar sua alimentação e suas mudanças de peso.

Em determinados períodos, ao tentar controlar as compras, Camila passou a comer compulsivamente. Dessa forma, o comportamento era transferido de uma atividade para outra.

O estoque doméstico também reuniu quatro óculos iguais de cores diferentes, dezenas de livros e diversas maquiagens. Muitos cosméticos venceram antes mesmo de serem abertos.

Algumas maquiagens sem condições de venda foram doadas a uma funerária. A sugestão partiu de uma seguidora, que indicou o uso dos produtos na preparação de pessoas falecidas.

Camila também adquiriu livros que prometiam ajudá-la a parar de comprar. Entretanto, nenhum deles foi lido, pois sua atenção permanecia direcionada à próxima aquisição.

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Como a compra compulsiva afetou a vida financeira

O prazer proporcionado pelas compras durava pouco. Durante a aquisição, Camila sentia euforia e uma sensação momentânea de poder.

Logo após receber o produto, porém, aquela satisfação desaparecia. Consequentemente, ela buscava uma nova compra para repetir a experiência.

As lojas também funcionavam como gatilhos. Ambientes perfumados, vitrines organizadas e estímulos visuais incentivavam ainda mais o comportamento impulsivo.

Esse quadro é conhecido como onomania, termo utilizado para definir a compulsão por compras. Conforme explicado na reportagem, seus sintomas podem se aproximar dos padrões observados em outras dependências.

Com o avanço do problema, Camila deixou de ser apenas uma compradora compulsiva e passou a acumular dívidas. O valor das contas e dos cartões ultrapassou R$ 241 mil.

A necessidade de continuar comprando também provocou mentiras. O próprio vestido de casamento foi adquirido com a ajuda de uma amiga e escondido de seu futuro marido.

Além disso, as relações pessoais foram prejudicadas. Camila reconhece que conviver com alguém dependente é desgastante tanto para quem compra quanto para familiares e amigos.

Brechós ajudam no pagamento das dívidas

Camila trabalhou como funcionária pública do estado de Goiás. Contudo, deixou a carreira para buscar tratamento e tentar reorganizar a própria vida.

Atualmente, ela promove brechós para vender parte dos objetos acumulados. Cerca de 60 vestidos já foram comercializados, embora muitas peças ainda permaneçam dentro da residência.

As compras pela internet continuam sendo um desafio. Em uma das entregas apresentadas pela reportagem, Camila recebeu uma capinha de celular em formato de frigideira.

O acesso imediato às lojas digitais ampliou a tentação. Além disso, segundo Camila, o excesso passou a ser normalizado nas redes sociais e no consumo cotidiano.

Jornalismo representa um novo começo

Como parte do processo de recuperação, Camila começou a compartilhar sua história nas redes sociais. Nos vídeos, ela utiliza o bom humor para mostrar os efeitos da compulsão.

A exposição também funciona como uma forma de conscientização. Ao apresentar produtos repetidos e nunca utilizados, ela demonstra como o impulso pode ultrapassar a simples vontade de comprar.

Posteriormente, Camila voltou a estudar no campus cinco da Pontifícia Universidade Católica de Goiás e escolheu o curso de jornalismo.

A nova formação revelou uma estudante dedicada, capaz de alcançar notas altas e reconstruir a própria autoestima.

Assim, depois de anos marcada pelas compras, Camila passou a reconhecer que sua identidade não depende dos objetos adquiridos. O jornalismo tornou-se um novo propósito e uma possibilidade concreta de recomeço.

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Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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