1. Início
  2. Ciência e Tecnologia
  3. Estados Unidos começam a sugar 1,61 milhão de metros cúbicos de areia do fundo do Atlântico para reconstruir praias de Nova Jersey em uma operação de US$ 73,5 milhões contra o avanço do mar que ameaça cidades costeiras inteiras
7 comentários 6 min de leitura

Estados Unidos começam a sugar 1,61 milhão de metros cúbicos de areia do fundo do Atlântico para reconstruir praias de Nova Jersey em uma operação de US$ 73,5 milhões contra o avanço do mar que ameaça cidades costeiras inteiras

Foto de perfil do autor Valdemar Medeiros
Escrito por Valdemar Medeiros Publicado em 05/05/2026 às 05:40 Atualizado em 06/05/2026 às 12:05
Assista o vídeoEstados Unidos começam a sugar 2,1 milhões de jardas cúbicas de areia do fundo do Atlântico para reconstruir praias de Nova Jersey em uma operação de US$ 73,5 milhões contra o avanço do mar que ameaça cidades costeiras inteiras
EUA vão bombear 2,1 milhões de jardas cúbicas de areia
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
225 pessoas reagiram a isso.
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

EUA vão bombear 2,1 milhões de jardas cúbicas de areia em Nova Jersey em 2026 para conter erosão e proteger cidades.

Em 2025, os Estados Unidos iniciaram uma nova fase de uma das estratégias mais recorrentes de defesa costeira no Atlântico: recompor praias inteiras com areia retirada do fundo do mar. Segundo atualização publicada pelo U.S. Army Corps of Engineers em 13 de dezembro de 2024, o projeto Manasquan Inlet to Barnegat Inlet, em Northern Ocean County, Nova Jersey, prevê dragar e despejar 2,1 milhões de jardas cúbicas de areia, o equivalente a aproximadamente 1,6 milhão de metros cúbicos, em trechos vulneráveis do litoral entre Seaside Heights, Toms River, Lavallette, Bay Head, Point Pleasant Beach, Mantoloking e Brick Township.

A operação, contratada por US$ 73,5 milhões com a Great Lakes Dredge & Dock Company, não é apenas uma obra de manutenção de praia. O próprio U.S. Army Corps of Engineers informa que a areia será retirada de três áreas offshore aprovadas no Oceano Atlântico, bombeada até a costa e moldada em um modelo de engenharia projetado para reduzir danos provocados por tempestades costeiras. Na prática, os Estados Unidos estão reconstruindo uma barreira natural de defesa com areia, ampliando praias erodidas, reparando dunas, acessos, cercas de areia e vegetação costeira em uma das regiões mais expostas do litoral de Nova Jersey

Projeto prevê bombeamento de 2,1 milhões de jardas cúbicas de areia ao longo da costa

O plano envolve a retirada de grandes volumes de areia do fundo do oceano por meio de dragas especializadas, que transportam o material até a costa e o bombeiam diretamente para as praias.

Esse processo permite reconstruir trechos inteiros de litoral que foram erodidos ao longo do tempo. As 2,1 milhões de jardas cúbicas representam um volume massivo, suficiente para elevar e alargar a faixa de areia em vários quilômetros de extensão.

Essa nova camada funciona como uma zona de amortecimento entre o mar e as áreas urbanas.

Engorda de praias é usada como barreira natural contra tempestades e avanço do mar

A técnica utilizada é conhecida como “engorda de praia”. Em vez de construir muros ou diques, a estratégia consiste em reforçar a própria praia para que ela absorva a energia das ondas.

Quando tempestades atingem a costa, a areia é deslocada e redistribuída, dissipando a força do impacto antes que ele alcance estruturas urbanas.

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

Esse tipo de solução é considerado mais adaptativo, pois trabalha com os processos naturais em vez de tentar bloqueá-los completamente.

Projeto de US$ 73,5 milhões protege cidades densamente ocupadas de Nova Jersey

A região de Ocean County não é uma área isolada. Ela abriga comunidades costeiras com casas, comércios, estradas e infraestrutura crítica.

Sem intervenção, a erosão poderia reduzir a largura das praias a ponto de deixar essas áreas expostas diretamente ao mar.

O investimento de US$ 73,5 milhões reflete o valor econômico e estratégico da região, onde danos causados por tempestades podem gerar prejuízos muito superiores ao custo da obra.

Operação começa entre maio e julho de 2026 e pode durar vários meses

O cronograma do projeto segue o padrão operacional do Army Corps. A mobilização de equipamentos e o início do bombeamento devem ocorrer entre o fim da primavera e o início do verão no hemisfério norte, normalmente entre maio e julho.

A execução não acontece em um único momento. Ela se estende por meses, dependendo de condições climáticas, maré e logística.

Esse tipo de obra exige uma janela operacional controlada, já que envolve atividades offshore e impacto direto na linha de costa.

Areia é retirada de áreas específicas do fundo do mar para evitar impactos ambientais

A escolha de onde retirar a areia não é aleatória. As dragagens são feitas em áreas previamente estudadas para garantir que o material tenha características adequadas e que a remoção não cause danos ambientais significativos.

Esse processo envolve análises de granulometria, impacto em ecossistemas marinhos e estabilidade do fundo oceânico.

A engenharia costeira moderna tenta equilibrar proteção e impacto ambiental, embora esse seja um ponto de constante debate.

Erosão costeira nos EUA avança há décadas e exige intervenções periódicas

O litoral de Nova Jersey, assim como outras regiões dos Estados Unidos, enfrenta erosão contínua.

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

Fatores como:

  • tempestades mais intensas,
  • elevação do nível do mar,
  • alterações nas correntes oceânicas

contribuem para a perda gradual de areia.

Por isso, projetos como esse não são eventos isolados. Eles fazem parte de um ciclo contínuo de manutenção, no qual a areia precisa ser reposta periodicamente.

Furacões e tempestades aceleram perda de areia e aumentam risco para cidades

Eventos extremos são um dos principais motores dessas intervenções. Tempestades como o furacão Sandy, em 2012, mostraram o impacto devastador que o mar pode ter sobre áreas urbanas.

Ondas de tempestade podem remover grandes volumes de areia em poucas horas, deixando cidades expostas. A engorda de praias funciona como primeira linha de defesa, reduzindo o impacto dessas ocorrências.

Historicamente, a defesa costeira era feita com estruturas rígidas, como muros de concreto e quebra-mares. No entanto, essas soluções podem causar efeitos colaterais, como intensificação da erosão em áreas vizinhas.

A abordagem atual prioriza soluções mais flexíveis, como a reposição de areia. A ideia é criar um sistema que possa se adaptar ao comportamento do mar, em vez de tentar contê-lo de forma fixa.

Areia se torna recurso estratégico em projetos de engenharia costeira

Um dos pontos mais interessantes é o papel da areia. O material, que parece abundante, se torna um recurso estratégico quando utilizado em grande escala.

Mover milhões de metros cúbicos exige planejamento, logística e investimento significativo. A areia deixa de ser apenas um elemento natural e passa a ser parte de uma infraestrutura planejada.

A elevação do nível do mar e o aumento da intensidade de eventos climáticos extremos colocam mais pressão sobre regiões costeiras.

Isso torna intervenções como a de Nova Jersey cada vez mais comuns. Diversos países já adotam estratégias semelhantes para proteger cidades e infraestrutura.

Engenharia costeira entra em nova fase de adaptação contínua

O projeto dos Estados Unidos mostra uma mudança de paradigma. A defesa costeira deixa de ser uma solução permanente e passa a ser um processo contínuo de adaptação.

Em vez de construir uma estrutura definitiva, os países passam a gerenciar a linha de costa ao longo do tempo. Essa abordagem reconhece que o litoral é dinâmico e exige intervenções constantes.

Agora a pergunta que fica é direta: se até países com bilhões de dólares estão movendo milhões de toneladas de areia todos os anos para conter o avanço do mar, até que ponto essa estratégia será suficiente diante de um oceano que continua subindo e redesenhando o litoral em escala global?

Inscreva-se
Notificar de
guest
7 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
José Carlos
José Carlos
13/05/2026 20:05

Que roubada, ha ha ha, pensei que os “engenheiros de lá” eram mais inteligentes! Com certeza não assistem vídeos sobre Brasil no you tube …se vissem a grana jogada fora em santa Catarina, não fariam projetos mirabolantes sem considerar causas naturais como o crescente avanço do mar sobre cidades litorâneas…Japão pensou melhor, mesmo sabendo que não há garantias…

Luciano Valente
Luciano Valente
06/05/2026 18:47

Dinheiro jogado fora, depois acontece o mesmo que aconteceu às ilhas de Dubai que estão sumindo. O mar vai subir não importa o que eles façam e uma hora certas cidades à beira do mar vâo ter que ser evacuadas pouco a pouco

Marco Antônio
Marco Antônio
06/05/2026 16:26

Se e no Brasil os ambientalista , Midea e Youtubes já estariam fazendo bagunça em defesa da fauna marinha, mais como e os americanos ficam quietos .

Fonte
Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
Ir para o vídeo em destaque
7
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x