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Países considerados estáveis começam a enfrentar crises climáticas, divisões internas e pressões políticas que se acumulam, enfraquecem governos, redesenham fronteiras e levantam a possibilidade real de nações desaparecerem até 2100

Escrito por Noel Budeguer
Publicado em 09/02/2026 às 08:43
Atualizado em 09/02/2026 às 08:44
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Tensões internas, pressão climática e divisões históricas colocam fronteiras nacionais sob ameaça crescente
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Tensões internas, pressão climática e divisões históricas colocam fronteiras nacionais sob ameaça crescente

Falar que países podem desaparecer parece exagero à primeira vista, mas não é teoria distante nem roteiro de filme. Existe um conjunto de fatores bem reais colocando nações inteiras em risco nas próximas décadas. E não estamos falando só de impacto ambiental. Divisões políticas, crises internas e disputas territoriais também entram nessa conta que projeta um futuro incerto para vários territórios.

Quando se observa o cenário global com mais atenção, dá para perceber um padrão. Regiões ricas querendo independência, ilhas sendo pressionadas pelo mar e governos centrais perdendo força para manter tudo unido. A soma desses elementos cria um ambiente onde países podem desaparecer ou simplesmente deixar de existir como conhecemos hoje.

E isso importa muito mais do que parece. O possível ato de desaparecer do mapa mexe com economia global, rotas comerciais, defesa e até fluxos migratórios em massa.

Espanha entra na lista de países que podem desaparecer por pressão separatista

A Espanha está unificada há séculos, mas enfrenta um desgaste interno que não é de agora. Regiões como Catalunha e País Basco mantêm identidade cultural própria, idioma próprio e estruturas políticas regionais bem consolidadas.

Nos últimos anos, manifestações, bandeiras separatistas e votações regionais passaram a fazer parte da paisagem política. Barcelona, que é um dos centros econômicos mais fortes do território, virou peça chave nesse movimento por autonomia.

O risco aqui não é ambiental, mas político. Se essas regiões avançarem para independência formal, o país pode perder partes estratégicas e iniciar um processo de fragmentação territorial.

Bélgica pode desaparecer por divisão cultural e linguística histórica

A Bélgica é praticamente um país dividido ao meio. De um lado Flandres, do outro Valônia. Cada região fala um idioma diferente, possui cultura distinta e interesses econômicos próprios.

Essa divisão aparece na política, no parlamento e até na forma como investimentos são discutidos. Governar esse equilíbrio virou um desafio permanente.

O problema é que ambos os lados defendem autonomia maior. Se uma ruptura acontecer, o país pode simplesmente deixar de existir como Estado unificado no futuro.

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Holanda enfrenta risco de desaparecer fisicamente com avanço do mar

Aqui o perigo é territorial mesmo. Boa parte da Holanda está abaixo do nível do mar. O país construiu ao longo de décadas uma rede gigantesca de diques, barreiras e sistemas de drenagem para conter a água.

São estruturas de concreto, comportas móveis e canais que funcionam em tempo integral. Uma engenharia impressionante que mantém cidades e áreas agrícolas protegidas.

Mas o aumento contínuo do nível oceânico coloca tudo isso sob pressão. Se essas barreiras perderem eficiência, grandes áreas podem ser inundadas, colocando o país na lista de países que podem desaparecer fisicamente.

China pode desaparecer como unidade política por crise ambiental

A China é uma das civilizações mais antigas ainda existentes, mas enfrenta um desafio interno pesado ligado ao meio ambiente.

Rios contaminados, água imprópria para consumo e poluição em larga escala mostram um desgaste ambiental visível. Metade dos cursos d água apresenta níveis críticos de contaminação.

Esse cenário pode gerar instabilidade social. Protestos ambientais já foram registrados em diferentes regiões. Caso a pressão interna cresça, existe o risco de fragmentação política semelhante ao que ocorreu com grandes blocos do passado.

Iraque vive fragmentação territorial que pode levar o país a desaparecer

No Iraque, a divisão não é hipótese distante, é realidade no terreno. Regiões são controladas por grupos diferentes com base em religião e etnia.

Curdos ao norte, sunitas em áreas específicas e xiitas ao sul formam zonas de influência separadas. Postos armados e fronteiras informais já delimitam territórios.

Essa divisão pode evoluir para três países distintos. A dificuldade de manter governança unificada coloca o território entre os que correm maior risco de desaparecer como nação única.

Maldivas estão entre os países que podem desaparecer por causa do mar

As Maldivas são formadas por ilhas baixas cercadas por água em todas as direções. Em muitos pontos, a altitude é mínima em relação ao nível do oceano.

O avanço do mar já provocou perda de áreas e redução de faixas habitáveis. Estruturas próximas à costa sofrem impacto direto de marés e erosão.

O ex presidente Mohamed Nasheed chegou a alertar em fóruns internacionais:
“A mudança climática é uma ameaça existencial ao nosso país”.
A fala reforça o cenário onde o território pode literalmente desaparecer.

Coreia do Norte pode desaparecer por colapso do regime

O isolamento econômico cobra preço alto. A limitação de comércio, tecnologia e recursos naturais cria pressão estrutural sobre o país.

Infraestrutura industrial limitada e escassez de insumos afetam produção e abastecimento. A abertura econômica surge como necessidade inevitável.

Caso isso aconteça, o regime atual pode não resistir. O cenário abre caminho para uma possível reunificação da península, fazendo o país deixar de existir de forma independente no futuro.

Kiribati corre risco real de desaparecer do mapa

Kiribati enfrenta um problema parecido com o das Maldivas, mas em escala ainda mais vulnerável.

As ilhas são baixas, estreitas e cercadas por água. O avanço do mar provoca infiltração salina no solo e perda de áreas habitáveis.

O presidente Anote Tong já declarou que a população pode precisar migrar permanentemente. O país, na prática, pode desaparecer fisicamente nas próximas décadas.

Reino Unido pode desaparecer por saída de nações integrantes

O Reino Unido é formado por diferentes países dentro de uma mesma estrutura estatal. Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte possuem parlamentos próprios.

Movimentos independentistas ganharam força recente. Referendos e campanhas separatistas passaram a fazer parte do cenário político.

Se qualquer uma dessas nações sair, a configuração atual deixa de existir. O bloco pode se fragmentar, entrando na lista de países que podem desaparecer como união política.

Estados Unidos também enfrentam risco de fragmentação no futuro

Mesmo sendo uma potência global, os Estados Unidos apresentam divisões internas profundas entre estados e regiões.

Diferenças políticas, econômicas e culturais alimentam movimentos separatistas locais. Texas, Alasca e Califórnia aparecem com frequência nesses debates.

Se algum desses territórios avançar para independência, o impacto seria direto na unidade federativa, criando um cenário onde o país poderia se fragmentar.

O futuro das fronteiras pode mudar mais rápido do que parece

Quando se junta crise ambiental, divisão política e pressão econômica, o resultado é um mapa global instável. Não é um único fator, mas a soma deles que coloca tantos países em risco.

O ponto mais decisivo é a capacidade de adaptação. Nações que não conseguirem equilibrar território, governança e recursos podem acabar seguindo o caminho de desaparecer ou se dividir.

E você, acha que algum desses países realmente pode desaparecer até 2100? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe a matéria com quem também se interessa por geopolítica e futuro do planeta.

Este artigo foi elaborado com base em informações de instituições e veículos de referência internacional, como ONU, NASA, Carnegie Endowment, Instituto Real Elcano e Exame Brasil.

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Noel Budeguer

Sou jornalista argentino baseado no Rio de Janeiro, com foco em energia e geopolítica, além de tecnologia e assuntos militares. Produzo análises e reportagens com linguagem acessível, dados, contexto e visão estratégica sobre os movimentos que impactam o Brasil e o mundo. 📩 Contato: noelbudeguer@gmail.com

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