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Família corta o chassi de carro de Elon Musk, encaixa motor, bateria, câmeras e tela em um Mustang 1966 e faz o clássico rodar em silêncio, receber atualizações e até dirigir com assistência eletrônica

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 10/07/2026 às 23:00 Atualizado em 10/07/2026 às 23:09
Mustang 1966 recebe motor, bateria, tela e câmeras de Tesla Model 3 em conversão elétrica rara feita por família nos EUA.
Mustang 1966 recebe motor, bateria, tela e câmeras de Tesla Model 3 em conversão elétrica rara feita por família nos EUA.
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Clássico americano dos anos 1960 ganhou uma transformação rara ao combinar carroceria antiga, peças de carro elétrico moderno e recursos digitais normalmente vistos em modelos atuais, criando um projeto que mistura restauração, adaptação mecânica e tecnologia de assistência ao motorista.

Um Ford Mustang 1966 ganhou motor elétrico, bateria, câmeras, tela central e parte da estrutura de um Tesla Model 3, marca de Elon Musk, em uma conversão incomum feita por uma família ligada ao mercado de peças automotivas nos Estados Unidos.

Mantida a carroceria clássica do cupê, o projeto substituiu boa parte do funcionamento original por componentes modernos, incluindo recursos eletrônicos de assistência ao motorista e sistemas normalmente associados a veículos elétricos atuais.

Mustang 1966 elétrico usa componentes de Tesla Model 3

À frente da adaptação esteve Yaro Shcherbanyuk, dono da Calimotive, empresa especializada em peças de Tesla na região de Sacramento, na Califórnia, que conduziu o trabalho ao lado do pai, Viktor, e do irmão, Daniel.

Segundo reportagem do Business Insider, a base do projeto foi um Mustang encontrado em anúncio online, enquanto os principais componentes elétricos e eletrônicos vieram de um Tesla Model 3 de 2024.

Mais do que trocar o motor a combustão por um conjunto elétrico, a família aproveitou partes do chassi, a bateria, a porta de recarga, os bancos, a central multimídia, o sistema de direção e o conjunto de câmeras do sedã elétrico.

No ponto mais delicado da montagem, a arquitetura do Model 3 precisou ser encaixada em um carro projetado quase seis décadas antes, com proporções, estrutura e lógica mecânica completamente diferentes das de um Tesla moderno.

De acordo com Shcherbanyuk, a estrutura do Tesla foi cortada em três seções para caber dentro da distância entre-eixos do Mustang, formando uma base elétrica moderna adaptada à carroceria antiga.

Chassi cortado, bateria adaptada e visual clássico preservado

Mustang 1966 recebe motor, bateria, tela e câmeras de Tesla Model 3 em conversão elétrica rara feita por família nos EUA.
Mustang 1966 recebe motor, bateria, tela e câmeras de Tesla Model 3 em conversão elétrica rara feita por família nos EUA.

Depois da desmontagem do Mustang, a família chegou a considerar o uso de componentes de um Tesla Model S, mas percebeu que a bateria do Model 3 tinha encaixe mais favorável ao projeto.

Para que o conjunto elétrico ocupasse o espaço originalmente pensado para mecânica a combustão, a adaptação exigiu cortes, soldas e fabricação de partes específicas, aproximando restauração automotiva e engenharia de conversão.

Por fora, a aparência continua sendo a de um Mustang clássico vermelho, com linhas longas, capô baixo e proporções típicas dos cupês americanos dos anos 1960, preservando o impacto visual do modelo original.

Dentro da cabine, o contraste aparece de forma ainda mais clara, já que elementos antigos convivem com peças de carro elétrico moderno em uma combinação pouco comum para um veículo dessa idade.

As janelas seguem acionadas por manivela, enquanto os bancos vieram do Tesla e contam com aquecimento e ventilação, criando uma mistura direta entre comandos analógicos e conforto típico de modelos elétricos recentes.

Instalada no painel, a tela central de 15 polegadas do Model 3 passou a concentrar funções do veículo e reforçou a presença da eletrônica moderna dentro da cabine de um clássico dos anos 1960.

Também houve uma mudança simbólica na traseira do carro, onde a antiga tampa do tanque de combustível passou a esconder o conector usado para carregar a bateria do sistema elétrico.

Esse detalhe reforça a nova proposta sem alterar de forma agressiva a aparência externa, mantendo a leitura visual de um Mustang antigo mesmo depois da substituição do conjunto mecânico original.

Câmeras do Tesla e assistência eletrônica no Mustang antigo

Além da bateria e da tela central, o Mustang elétrico recebeu câmeras do Tesla, necessárias para recursos como visão traseira, modo sentinela e sistemas de assistência ao motorista incorporados ao projeto.

Entre os pontos mais incomuns da conversão está a tentativa de fazer funcionar o Full Self-Driving Supervisionado, tecnologia da Tesla que exige monitoramento constante do condutor e não torna o veículo autônomo.

Mustang 1966 recebe motor, bateria, tela e câmeras de Tesla Model 3 em conversão elétrica rara feita por família nos EUA.
Mustang 1966 recebe motor, bateria, tela e câmeras de Tesla Model 3 em conversão elétrica rara feita por família nos EUA.

Em entrevista ao Business Insider, Shcherbanyuk afirmou que a ativação do sistema de assistência exigiu testes com posicionamento e ângulo das câmeras, etapa fundamental para o funcionamento dos recursos eletrônicos.

Segundo ele, o carro precisou rodar cerca de 2 mil milhas para que as câmeras fossem calibradas corretamente, em uma fase descrita como uma das mais trabalhosas de todo o projeto.

Mesmo depois da calibração, o sistema não atua como em um Tesla original, já que o Mustang recebeu uma adaptação complexa, construída sobre uma carroceria antiga e com limitações técnicas próprias.

Durante o teste acompanhado pela reportagem, Shcherbanyuk precisou assumir o controle do volante em alguns momentos, demonstrando que o recurso permanece dependente da supervisão humana durante o uso.

Outro limite relatado por ele envolve a condução noturna, pois o recurso não operava à noite por causa de questões técnicas relacionadas aos faróis, ainda pendentes de solução no carro convertido.

Conversão custou US$ 40 mil e levou quase dois anos

A reportagem registrou que o projeto custou cerca de US$ 40 mil, valor informado por Shcherbanyuk ao considerar a compra do Mustang, os componentes do Model 3, peças de reposição e pintura.

Ao todo, a conversão levou quase dois anos para ser concluída, embora o trabalho efetivo no veículo tenha somado cerca de oito meses, conforme relatado pelo responsável ao Business Insider.

Durante um teste, a tela do carro indicava 194 milhas de autonomia restante com aproximadamente 80% de bateria, número exibido pelo próprio sistema instalado no Mustang convertido.

Shcherbanyuk também relatou consumo de 258 Wh por milha, índice apresentado por ele como comparável ao de um Tesla em uso normal, apesar da carroceria antiga e da adaptação estrutural.

Na prática, a conversão colocou dentro de uma carroceria clássica boa parte do que se espera de um carro elétrico moderno, incluindo bateria, componentes eletrônicos, tela central e sistemas digitais.

Sob o capô, em vez do conjunto original do Mustang, aparecem módulos e componentes associados ao Model 3, reforçando a distância entre a aparência externa preservada e a nova base técnica do veículo.

Já na cabine, a central digital divide espaço com detalhes analógicos que continuam lembrando a idade real do carro, como os comandos simples e a presença das janelas manuais.

Mustang 1966 recebe motor, bateria, tela e câmeras de Tesla Model 3 em conversão elétrica rara feita por família nos EUA.
Mustang 1966 recebe motor, bateria, tela e câmeras de Tesla Model 3 em conversão elétrica rara feita por família nos EUA.

Carro clássico com tecnologia de sedã elétrico moderno

O contraste entre aparência clássica e funcionamento elétrico é um dos pontos mais chamativos do projeto, porque o carro mantém a imagem de um Mustang antigo enquanto opera com tecnologia de um Tesla recente.

A transformação não buscou apenas fazer o cupê rodar em silêncio, mas incorporar parte do ecossistema tecnológico da Tesla, incluindo comandos pela tela, câmeras externas e assistência eletrônica ao motorista.

Entre entusiastas de carros clássicos, a adaptação gerou reações diferentes, segundo Shcherbanyuk, que relatou críticas de puristas e também interesse de pessoas atraídas por conversões semelhantes.

Para ele, muita gente não percebe a quantidade de trabalho necessária para executar um projeto desse tipo, especialmente quando a conversão envolve estrutura, bateria, direção, câmeras e software.

A origem do próprio Mustang reforça o caráter de recuperação técnica da transformação, já que o carro foi encontrado em condição pior do que as imagens do anúncio sugeriam.

Em vez de acabar desmontado ou abandonado, o cupê se tornou uma vitrine de compatibilidade improvável entre uma carroceria dos anos 1960 e a eletrônica de um sedã elétrico recente.

Também fica evidente que a conversão elétrica pode ir além da substituição de motor, especialmente quando envolve sistemas digitais integrados e exige que diferentes partes do veículo funcionem como um conjunto coerente.

Bateria, estrutura, tela, câmeras, direção e software passaram a fazer parte da mesma adaptação, criando um Mustang que preserva a aparência original enquanto carrega por baixo quase toda a tecnologia de um Tesla.

Até que ponto um carro clássico continua sendo o mesmo quando mantém a carroceria original, mas passa a carregar por baixo quase toda a tecnologia de um Tesla?

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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