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Especialistas dizem que China e Europa devem unir forças para reconfigurar a ordem global, reforçar o multilateralismo centrado na ONU e ampliar cooperação em comércio, tecnologia e clima diante da retirada dos EUA e do avanço de um mundo multipolar

Escrito por Carla Teles
Publicado em 24/04/2026 às 23:56
Especialistas dizem que China e Europa devem unir forças para reconfigurar a ordem global, reforçar o multilateralismo centrado na ONU e ampliar cooperação em comércio, tecnologia e
China e Europa debatem ordem global, governança e multilateralismo com foco na ONU em meio à nova disputa por influência global.
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Especialistas reunidos no Fórum de Xangai 2026 afirmam que China e Europa têm responsabilidade direta na reconfiguração da ordem global, na defesa de uma governança baseada em regras e no fortalecimento da ONU diante do aumento dos riscos geopolíticos, do protecionismo e da transição para uma estrutura internacional menos centrada nos Estados Unidos

A ordem global entrou no centro do debate internacional após especialistas defenderem que China e Europa atuem juntas para reorganizar a governança mundial. A avaliação foi apresentada no Fórum de Xangai 2026, realizado em Xangai e sediado, entre outras instituições, pela Universidade de Fudan, em um momento marcado por tensões geopolíticas, conflitos regionais e questionamentos sobre o papel dos Estados Unidos na condução da agenda internacional.

O peso da discussão está no alcance político e econômico dessa proposta. Segundo os participantes, a cooperação entre China e Europa pode influenciar comércio, economia, novas tecnologias, clima e governança global, justamente quando cresce a leitura de que o sistema internacional caminha para uma configuração mais multipolar e menos concentrada em Washington.

Ordem global vira eixo da aproximação entre China e Europa

Os especialistas ouvidos no fórum afirmaram que China e Europa compartilham visões importantes sobre multilateralismo e governança global. Nesse cenário, a reconfiguração da ordem global foi apresentada como uma necessidade concreta, não como uma hipótese distante, com os dois lados sendo vistos como atores centrais para sustentar uma estrutura internacional de cogovernança.

A ideia central é defender uma ordem internacional baseada em regras e frear a lógica de que a força define o direito. No debate, esse ponto apareceu como resposta direta a um ambiente internacional mais instável, no qual países menores e mais frágeis tendem a sofrer mais quando o multilateralismo perde espaço.

O que isso significa na prática para a ONU e o multilateralismo

Uma das mensagens mais diretas do encontro foi a defesa de um sistema multilateral centrado na ONU. Enrico Letta afirmou que China e Europa veem essa estrutura como a única solução para problemas ligados a comércio, economia, novas tecnologias e geopolítica, além de defenderem planos conjuntos para fortalecer o papel das Nações Unidas.

Wu Xinbo, da Universidade de Fudan, reforçou essa leitura ao dizer que os dois lados compartilham posições sobre uma arquitetura internacional centrada na ONU e sobre a cooperação diante de desafios globais, como as mudanças climáticas. Na prática, isso coloca a ONU no centro da proposta de reorganização institucional defendida no fórum.

Por que os EUA aparecem no centro da discussão sobre a nova ordem global

O debate ocorreu sob a avaliação de que o governo dos Estados Unidos tem ampliado a pressão sobre a prosperidade e a paz globais, ao mesmo tempo em que conflitos regionais elevam os riscos geopolíticos. Nesse contexto, Letta afirmou que o mundo atravessa um terremoto geopolítico e que essa mudança exige novas formas de coordenação internacional.

Thomas Fingar acrescentou que a retirada dos EUA de certas frentes de liderança cria um vazio difícil de preencher. Segundo ele, convencer outros países a assumir custos, riscos e responsabilidades da governança conjunta será um dos maiores desafios desta era, ainda que Washington continue sendo um ator crucial em qualquer esforço de integração.

Comércio, tecnologia e clima entram como áreas decisivas de cooperação

Além do plano diplomático, os especialistas destacaram que China e Europa podem ampliar a cooperação em governança global, comércio e intercâmbios culturais e educacionais. Wu Xinbo afirmou que existe grande potencial de melhoria nessa relação, sobretudo porque os dois lados defendem um sistema econômico internacional aberto e se opõem ao protecionismo dos EUA.

A base econômica dessa aproximação também foi destacada. Segundo os especialistas, a Europa passou a enxergar a China cada vez mais como fonte relevante de tecnologia e investimento, além de um mercado importante. Isso amplia o peso da parceria não apenas no discurso político, mas também na disputa por crescimento, competitividade e acesso a setores estratégicos.

Os números que explicam o tamanho do debate em Xangai

China e Europa debatem ordem global, governança e multilateralismo com foco na ONU em meio à nova disputa por influência global.

O Fórum de Xangai 2026 teve duração de três dias e reuniu participantes de centros de pesquisa, universidades e governos de mais de 50 países e regiões. O encontro teve como tema “A era da reconfiguração: inovação e governança global”, com debates voltados a IA, transição verde e desenvolvimento do Sul Global.

Esses números ajudam a mostrar que a discussão não ficou restrita à relação bilateral entre China e Europa. O fórum buscou reunir diferentes visões sobre como reorganizar a governança internacional em áreas consideradas decisivas para o próximo ciclo global.

O que muda com a transição para um mundo multipolar

Wu Xinbo afirmou que a relação entre China, Europa e Estados Unidos tende a se tornar mais simétrica no futuro, se afastando de um modelo centrado nos EUA e caminhando para um mundo multipolar. Essa leitura resume uma mudança estrutural importante: a reorganização da influência internacional entre polos distintos de poder.

Nesse cenário, China e Europa aparecem como peças relevantes para redesenhar regras, instituições e mecanismos de coordenação global. A proposta discutida no fórum sugere que a nova ordem global poderá depender menos de um centro único de poder e mais de arranjos negociados entre grandes atores com interesses convergentes em áreas sensíveis.

As próximas etapas passam por IA, tecnologia quântica e desenvolvimento sustentável

Letta afirmou que as experiências e opiniões trocadas no fórum sobre inteligência artificial e tecnologias quânticas devem orientar países e instituições na formulação de planos de desenvolvimento nessas áreas. Isso indica que a reconfiguração defendida pelos especialistas não se limita à diplomacia tradicional e avança também sobre setores tecnológicos que podem redefinir poder econômico e capacidade de governança.

Ao mesmo tempo, os debates sobre transição verde e desenvolvimento inclusivo mostram que a proposta de cooperação entre China e Europa busca combinar estabilidade política, coordenação econômica e resposta a desafios globais de longo prazo. É essa combinação que sustenta a ideia de uma ordem global mais compartilhada e menos sujeita à fragmentação.

Na sua visão, China e Europa têm força política e econômica suficiente para impulsionar uma nova ordem global mais multilateral em um mundo cada vez mais dividido?

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Avacy Ampolini
Avacy Ampolini
28/04/2026 05:16

Prezado editor parabéns pelo seu projeto,em relações internacionais, comércio exterior, geopolítica global, ORDEM MUNDIAL, o multilateralismo não tem espaço, prova disso é a própria história da humanidade, chegará um momento que o excesso de RIQUEZAS geradas entra em colapso, somente um eixo consegue impor a racionalidade da governança global.

Oda
Oda
25/04/2026 12:12

Primeiro quem disse que precisa uma ordem global, primeiro cada país deve andar com suaas próprias penas, segundo não precisa fazer como foi feito pós guerra, ter lideres ou grupos de lideres, como foi até hoje, impostas o que era dos membros permanente da ONU, cŕiar planos para o desenvolvimento global, más o revéz saiu para o outro rumo, um dos membros se titulou criador das ideias e empurrou os demais membros para o canto, e passou a editar suas próprias regras, isso já no início da criação da ONu, e temos a prova em evidênçia até hoje, o país de Cuba é prova desses terrorismo que esse suposto’ lider’ se diz e gosta de editar regras sumárias a condenação perpecta ao isolamento de todas as atividades global, ficando assim estaguinado o fim que a ONU foi criada, e afastando os demais membros a participa descisões para não tão forte as regras exposta pelo falso e únido lider a se posicionar em tal deciaões, aem o avál dos demais membros. Esse estilo exemplar, devem a tirar como fracaso e reformular de outra forma, criar sim e é bom para paz mundial, mas com regras e normas diferentes. Criar dois membros, sendo um grupo de 81 membros e outro de 165 maa todos diferentes, apenas na esfera das presidênciaa, poderar participar os dois quando nescessarios a desempatar os votos para decisões de grande relevância sem ser incapz ao voto. Assim cada pais em qualquer continente será livra ser governada pela política interna em todos so quisitor, crescimentos desenvolvimente, pesquisas e negócios xom
Todos os povos do planeta, usando a sua moeda local para cada vizinho que queira praticar negócios entre si, mas poderar os grupos unidos porpor na maioria algumas regras que coloque o bem estar mundial, sempre livre que somos. O homem não pode ficar a mercê de um decisão monocrativa de um só que se devlara ser o lider universal. É isso que acho

Josafat
Josafat
Em resposta a  Oda
01/05/2026 09:55

O comentário acima parece ter uma boa ideia ..mas o português foi tão agredido na formulação dos argumentos que não consegui entender o que ele quis dizer.

Carla Teles

Produzo conteúdos diários sobre economia, curiosidades, setor automotivo, tecnologia, inovação, construção e setor de petróleo e gás, com foco no que realmente importa para o mercado brasileiro. Aqui, você encontra oportunidades de trabalho atualizadas e as principais movimentações da indústria. Tem uma sugestão de pauta ou quer divulgar sua vaga? Fale comigo: carlatdl016@gmail.com

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