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Empresa EUA-Reino Unido lança pela primeira vez projétil ramjet de combustível líquido a partir de obuseiro OTAN de 155 mm, alcança 150 km a Mach 3,5 e promete ampliar o poder de fogo de precisão com menor custo e sem modificar plataformas existentes

Escrito por Carla Teles
Publicado em 24/04/2026 às 23:50
Empresa EUA-Reino Unido lança pela primeira vez projétil ramjet de combustível líquido a partir de obuseiro OTAN de 155 mm, alcança 150 km a Mach 3,5 e promete ampliar o poder (1)
Projétil ramjet de combustível líquido lançado por obuseiro da OTAN une precisão, 150 km de alcance e novo salto da artilharia.
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O projétil ramjet testado pela Tiberius Aerospace marcou um avanço inédito ao ser disparado de um obuseiro padrão da OTAN, operar com combustível líquido em pleno voo, atingir 150 quilômetros de alcance e abrir caminho para uma nova geração de artilharia de precisão mais escalável e menos dependente de mísseis caros

O projétil ramjet entrou em um novo patamar após a Tiberius Aerospace demonstrar que sua munição guiada de precisão de 155 mm pode ser lançada por um obuseiro padrão da OTAN, acender em pleno voo e operar conforme o previsto. O teste foi realizado no Novo México, nos Estados Unidos, e colocou em evidência uma tecnologia que, segundo a empresa, inaugura uma nova etapa no poder de fogo de longo alcance.

O resultado chama atenção porque reúne características que normalmente aparecem separadas. O sistema Sceptre combina alcance de até 150 quilômetros, velocidade de aproximadamente Mach 3,5 e precisão com erro circular inferior a 5 metros, ao mesmo tempo em que promete custo menor, uso de combustíveis amplamente disponíveis e integração com plataformas já existentes, sem exigir modificações na artilharia atual.

O que é o projétil ramjet e por que esse teste chama tanta atenção

O Sceptre é uma munição guiada de precisão de 155 mm projetada para operar com sistemas de artilharia padrão da OTAN. A novidade está no fato de o projétil usar um sistema ramjet de combustível líquido, algo que a empresa apresentou como um feito inédito no mundo dentro dessa categoria de lançamento por obuseiro.

Na prática, isso significa que a munição sai de uma plataforma convencional de artilharia, entra em voo e ativa seu sistema de propulsão para ampliar alcance e desempenho. O teste mostrou que essa combinação pode funcionar dentro de um formato que aproxima a artilharia tradicional de capacidades normalmente associadas a mísseis.

Os números que explicam o salto de desempenho

Os resultados divulgados pela empresa colocam o sistema em um patamar de grande impacto operacional. O projétil alcançou até 150 quilômetros de alcance, voou a cerca de Mach 3,5 e operou em altitudes acima de 65 mil pés.

Além disso, o sistema leva uma carga útil de 5,2 quilos e registra probabilidade de erro circular inferior a 5 metros, inclusive em ambientes com sinal de GPS contestado. Esses números indicam uma munição de longo alcance, alta velocidade e precisão elevada dentro de uma arquitetura compatível com obuseiros de 155 mm já usados por forças aliadas.

Como a tecnologia funciona sem exigir mudanças nas plataformas atuais

Um dos pontos centrais do projeto é a compatibilidade com os sistemas de artilharia padrão da OTAN. Segundo a empresa, o projétil ramjet não exige modificações nas plataformas existentes, o que reduz barreiras de adoção e amplia o potencial de uso em estruturas já em serviço.

O sistema também foi desenvolvido com design modular, permitindo atualizações contínuas. Isso abre espaço para evolução do produto sem depender da substituição completa da plataforma de lançamento, o que reforça a proposta de ganho operacional com menor impacto sobre a infraestrutura já instalada.

O combustível líquido muda a lógica da artilharia de longo alcance

Projétil ramjet de combustível líquido lançado por obuseiro da OTAN une precisão, 150 km de alcance e novo salto da artilharia.
Imagem: Tiberius

A Tiberius Aerospace afirma que a adoção de combustível líquido representa uma mudança importante no que a artilharia pode oferecer em combate. O sistema utiliza combustíveis militares amplamente disponíveis, como JP-4 e JP-8, o que ajuda a reduzir a carga logística durante o deslocamento e a operação. Veja o vídeo aqui.

Esse ponto tem peso porque a disponibilidade de combustível influencia diretamente a capacidade de sustentar operações. Ao trabalhar com insumos já conhecidos e amplamente usados no ambiente militar, o sistema busca ampliar a viabilidade de produção, transporte e emprego em escala.

Um dos maiores desafios foi sobreviver à violência do disparo

Um dos marcos do teste foi provar que um sistema ramjet movido a combustível líquido consegue suportar a aceleração extrema de um lançamento de artilharia. Segundo a empresa, esse processo pode expor a munição a cerca de 18 mil vezes a força da gravidade da Terra.

Mesmo sob essa condição, o sistema demonstrou dinâmica de voo estável, rotação controlada e ativação bem-sucedida dos mecanismos de estabilização em voo. Esse resultado é relevante porque indica que a tecnologia não apenas funciona em teoria, mas também resiste a um dos ambientes mecânicos mais severos desse tipo de armamento.

O que isso significa na prática para a artilharia moderna

Os testes sugerem que agora é possível reunir o alcance e a velocidade de um míssil com a flexibilidade, o custo e a capacidade de implantação da artilharia tradicional. É justamente esse ponto que a empresa trata como a abertura de uma nova categoria entre artilharia e mísseis.

Na prática, isso pode ampliar o volume de poder de fogo de precisão disponível para forças aliadas, reduzir a dependência de estoques de mísseis de alto custo e acelerar a produção em comparação com sistemas mais complexos. O projeto foi apresentado como uma forma de preencher uma lacuna que existia há muito tempo entre alcance, custo e escalabilidade.

Por que o custo e a produção entram no centro da discussão

A empresa afirma que o sistema foi pensado para entregar capacidade com rapidez, em grande escala e a um custo significativamente menor. Esse ponto ganha força porque o projeto não depende de mudança nas plataformas existentes e ainda trabalha com combustíveis amplamente disponíveis no ambiente militar.

Outro fator destacado é o apoio à produção local licenciada. Isso significa que países aliados poderiam fabricar o Sceptre em suas próprias bases industriais, o que ajudaria a encurtar cadeias de suprimentos, fortalecer capacidade soberana e acelerar a entrada do sistema em campo.

A integração com inteligência artificial amplia o alcance do projeto

O Sceptre também pode ser integrado à plataforma de inteligência artificial GRAIL, da própria Tiberius Aerospace. Esse detalhe mostra que a proposta não se limita à munição em si, mas se conecta a um ecossistema mais amplo de operação, coordenação e uso do poder de fogo de precisão.

Dentro dessa lógica, o sistema passa a ser apresentado não apenas como uma inovação de engenharia, mas como parte de um modelo de defesa mais distribuído, resiliente e adaptável. A empresa destacou que isso pode apoiar estruturas de fabricação mais robustas entre aliados.

As próximas etapas após o teste bem-sucedido nos Estados Unidos

Depois de validar o projeto e a abordagem de engenharia, a Tiberius Aerospace informou que o próximo passo será testar o sistema em alcances ainda maiores. A empresa também pretende avançar para as fases de validação e certificação completas.

Esse movimento indica que o teste no Novo México foi tratado como prova concreta de funcionamento, mas não como etapa final. O objetivo agora é ampliar a comprovação operacional e consolidar o sistema como uma alternativa viável dentro do cenário de artilharia de precisão de longo alcance.

Por que esse lançamento pode abrir um novo capítulo no poder de fogo de precisão

O teste do projétil ramjet reúne vários elementos que explicam seu peso. Ele mostra a possibilidade de lançar uma munição de combustível líquido a partir de um obuseiro padrão da OTAN, confirma desempenho de longo alcance com alta velocidade, sustenta precisão em cenário adverso e propõe redução de custo sem exigir mudanças nas plataformas já existentes.

Com isso, a Tiberius Aerospace apresenta uma solução que tenta aproximar a artilharia tradicional de capacidades antes mais associadas a mísseis. O resultado é uma tecnologia que, se avançar nas próximas fases, pode mudar a forma como forças aliadas pensam alcance, precisão, produção e disponibilidade de fogo no campo.

Na sua leitura, esse projétil ramjet tem potencial para mudar de forma definitiva o espaço entre a artilharia tradicional e os mísseis de alto custo?

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Carla Teles

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