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MEI pode mudar de vez: teto pode subir de R$ 81 mil para R$ 130 mil, ganhar reajuste todo ano pela inflação e ainda permitir que o microempreendedor contrate mais um funcionário

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 27/06/2026 às 16:18 Atualizado em 27/06/2026 às 16:20
Entenda a proposta de reajuste automático do teto do MEI discutida na Câmara dos Deputados e sua importância para os microempreendedores.
Entenda a proposta de reajuste automático do teto do MEI discutida na Câmara dos Deputados e sua importância para os microempreendedores.
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Além do aumento do teto para R$ 130 mil, o debate sobre o MEI incluiu a criação de um gatilho anual pela inflação, a possibilidade de contratar mais um funcionário, o risco de volta à informalidade e uma medida para reduzir custos de pequenos negócios afetados por mudanças nas escalas de trabalho.

O MEI voltou ao centro do debate na Câmara dos Deputados com a defesa de um reajuste automático anual do teto de faturamento. A proposta ganhou força nesta sexta-feira (26), durante seminário regional realizado em Fortaleza.

Representantes do setor produtivo do Ceará sustentaram que o limite de R$ 81 mil ficou defasado desde 2018. A discussão integra a análise do Projeto de Lei Complementar 108/21.

O encontro foi o quinto seminário regional promovido pela comissão especial responsável pelo tema. A etapa reuniu federações da indústria, do comércio e de serviços, parlamentares e microempreendedores.

MEI pode ter regra automática contra nova defasagem

A principal defesa apresentada no encontro foi a criação de um gatilho permanente de correção. A ideia é impedir que o teto do MEI dependa sempre da aprovação de novas leis para ser atualizado.

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará, Luís Fernando Bittencourt, afirmou que o valor de R$ 81 mil não acompanha a realidade dos pequenos negócios.

Ele lembrou que o MEI foi criado em 2008, mas o limite anual está parado desde 2018. Pela recomposição da inflação acumulada de 2018 a 2025, estimada por ele em 45%, o teto deveria chegar a R$ 121 mil.

A mesma linha foi defendida pelo diretor da Federação das Indústrias do Estado do Ceará, Lauro Filho. Para ele, a inflação oficial que orienta a política econômica deveria atualizar automaticamente esses limites.

MEI
Programa Câmara pelo Brasil em Fortaleza

Informalidade preocupa empreendedores

A falta de uma regra permanente também foi apontada como risco para a formalização dos pequenos negócios. O microempreendedor Everton afirmou que a ausência de atualização previsível pode empurrar trabalhadores de volta para a informalidade.

Ele defendeu um aumento imediato mais amplo, de R$ 81 mil para R$ 160 mil, equivalente a pelo menos 100%. Também cobrou a criação de um gatilho anual, ao menos pela inflação.

A preocupação central é que o crescimento do faturamento, mesmo quando apenas acompanha custos e inflação, acabe fazendo o empreendedor ultrapassar o limite permitido. Sem correção regular, o enquadramento pode ficar mais difícil.

Relator fala em teto de R$ 130 mil e mais um funcionário

Relator do PLP 108/21, o deputado Jorge Goetten informou que pretende incluir no parecer um mecanismo de correção automática do teto de faturamento do MEI. Ele também afirmou que há acordo com o governo para elevar o limite para R$ 130 mil.

Outra mudança considerada pacificada é a autorização para contratação de mais um funcionário pelo microempreendedor individual. Hoje, a proposta ainda está em análise na comissão especial.

Goetten anunciou uma medida voltada aos pequenos negócios diante de possíveis alterações nas regras de jornada e escala. O relatório deverá prever isenção da contribuição previdenciária por dois anos para funcionários contratados nessa adaptação.

A atualização das seis faixas do Simples Nacional, no entanto, ainda segue em negociação. As sugestões dos seminários regionais serão analisadas antes da versão final do parecer.

O seminário em Fortaleza foi realizado a partir de requerimento dos deputados André Figueiredo e Luiz Gastão. O ciclo já passou por Porto Alegre, Florianópolis, São Paulo e Belo Horizonte. Na segunda-feira (29), o debate chega ao Rio de Janeiro.

Depois da conclusão do parecer, o texto ainda precisa ser votado pela comissão especial antes de seguir para apreciação do Plenário da Câmara.

A proposta mexe com pequenos negócios, trabalhadores formalizados como MEI e empresas que dependem de regras previsíveis para crescer. Você acha que o teto deveria subir automaticamente pela inflação todos os anos ou o Congresso deve decidir cada reajuste caso a caso? Deixe sua opinião nos comentários.

Com informações de Agência Câmara.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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