Com investimento de quase US$ 22,9 milhões, a Coreia do Sul acelera pesquisas em perovskita para desenvolver painéis tandem de perovskita-silício com 28% de eficiência até 2030 e meta de 35% em cinco anos, mirando a comercialização inédita no mundo
A “grande baleia branca” da energia solar mobiliza quase US$ 22,9 milhões da Coreia do Sul para desenvolver painéis tandem de perovskita-silício com 28% até 2030 e 35% em cinco anos, em meio à dependência global contínua do petróleo.
A “grande baleia branca” da energia solar e a longa dependência do petróleo
A “grande baleia branca” da energia solar surge em um cenário marcado pela persistência dos combustíveis fósseis. O petróleo é descrito como um elefante branco na sala, mesmo diante da transição energética em curso e da crescente conscientização sobre mudanças climáticas.
Há quase 4.000 anos, o petróleo já era utilizado para impermeabilização e iluminação. A demanda por petróleo refinado se intensificou com os dois primeiros poços do mundo, perfurados em Baku, em 1847, e na Pensilvânia, em 1859.
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Por volta de 1900, consolidou-se a Era do Petróleo. O aumento da demanda ocorreu especialmente no transporte, com o automóvel, no poder militar e industrial, na produção de petroquímicos para a manufatura moderna e no domínio da matriz energética global.
Apesar da crise climática considerada global, a busca por petróleo não cessou. As tendências mais recentes indicam que o consumo global ainda cresce, embora mais lentamente do que em seu auge, enquanto a transição energética segue em andamento.
Perovskita como novo foco da “grande baleia branca” da energia solar
A “grande baleia branca” da energia solar ganha forma com o avanço de um novo material solar. As células de silício ainda dominam o mercado fotovoltaico, mas especialistas buscam alternativas que superem limitações associadas a essa tecnologia.
O material no qual o mundo, e especialmente a Coreia do Sul, concentra esforços é a perovskita. O país investirá quase US$ 22,9 milhões nesse material, que se tornou uma obsessão crescente no desenvolvimento solar.
Avanços já foram alcançados com painéis tandem de perovskita-silício, que atingem 25% de eficiência. Esse resultado posiciona a tecnologia como candidata a redefinir padrões de desempenho na geração solar.
Metas de 28% até 2030 e 35% em cinco anos
Não houve confirmação oficial sobre qual projeto será priorizado, mas foi divulgado que o financiamento governamental será destinado à pesquisa e desenvolvimento. O objetivo principal é alcançar painéis tandem de perovskita-silício com 28% de eficiência até 2030.
O Ministro da Economia e Finanças da Coreia do Sul, Koo Yun-cheol, defende que o avanço comercial desses painéis é a chave para fortalecer a indústria solar do país. Ele destacou a importância de tecnologias de ponta em células tandem de alta eficiência.
Segundo o ministro, a meta é alcançar comercialização inédita no mundo e níveis de eficiência líderes mundiais de 35% para células tandem e 28% para módulos nos próximos cinco anos. O prazo reforça a ambição do programa.
Esse investimento integra outros projetos significativos em desenvolvimento, especialmente após a abertura de concursos em 2025 para ampliar a capacidade de geração de energia limpa.
Eficiência como fronteira decisiva na transição energética
A “grande baleia branca” da energia solar simboliza a busca por níveis superiores de eficiência. Se novos patamares forem alcançados, a energia solar poderá substituir o petróleo na indústria energética, segundo a expectativa associada aos avanços em perovskita.
Ainda assim, a busca é descrita como demorada. Células solares de alta eficiência tornaram-se o novo grande desafio, enquanto o mundo continua a perseguir melhores resultados tecnológicos.
Paralelamente, as refinarias de petróleo continuam a se expandir. O impacto dos combustíveis fósseis permanece inegável, mesmo com o crescimento da energia verde e o avanço de materiais inovadores.
Há também a referência a uma célula solar com 50% de eficiência à vista, indicando que o horizonte tecnológico pode ir além das metas atuais. No entanto, não há detalhes adicionais sobre esse desenvolvimento.
Entre o peso histórico do petróleo e a aposta em perovskita, a “grande baleia branca” da energia solar sintetiza uma disputa central da matriz energética global. A transição segue em curso, com investimentos direcionados à pesquisa, metas numéricas definidas e prazos estabelecidos.
Se os objetivos de 28% até 2030 e 35% em cinco anos forem alcançados, a comercialização inédita poderá alterar o equilíbrio tecnológico do setor. Até lá, a corrida por eficiência continua a moldar o futuro da energia solar e da dependência global do petróleo.

South Korea Must doing an association With Iceland. Iceland produce silicium. South Korea has Technology and Iceland has Energy free Carbone and Metal Industry. Uma Associação Coréia do Sul e Islândia seria bom para a produção de painéis solares (????). Um entraria com a matéria prima industrial (raw material intermediate) e Outro com Capital, Tecnologia e Mercado (Coréia do Sul e os 50 milhões de habitantes) além da posição Geo (locus) estratégica (Ásia).