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Enquanto milhares de pessoas já planejam viagens para ver neve no Sul em 2026, um meteorologista faz um alerta que pode mudar completamente seus planos  e o motivo vai além do que você imagina

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 22/03/2026 às 02:02
Neve no Sul em 2026 tem chances reduzidas por causa do El Niño, que torna o inverno menos frio. Meteorologista alerta sobre a serra gaúcha.
Neve no Sul em 2026 tem chances reduzidas por causa do El Niño, que torna o inverno menos frio. Meteorologista alerta sobre a serra gaúcha.
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O meteorologista Piter Scheuer alerta que as chances de neve no Sul em 2026 são bem menores do que em 2025 por causa do El Niño, que deve tornar o inverno mais chuvoso e com temperaturas menos rigorosas, dificultando a permanência de massas de ar frio nas serras catarinense e gaúcha.

Quem já está planejando uma viagem para ver neve no Sul em 2026 pode precisar rever suas expectativas. Segundo o meteorologista Piter Scheuer, o inverno deste ano será fortemente influenciado por um episódio mais intenso do El Niño, o que deve tornar o período mais chuvoso, com temperaturas menos rigorosas e, consequentemente, com chances reduzidas de precipitação de neve nas serras de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. A previsão contrasta com o que muitos turistas esperavam ao começar a organizar roteiros para cidades como São Joaquim e Urupema.

Conforme NDMais, em 2025, o Sul do Brasil registrou três episódios de neve que atraíram milhares de visitantes às regiões serranas. Para 2026, no entanto, o cenário é diferente: se houver um único episódio de neve no Sul, já será muito, segundo o especialista. O padrão mais quente e úmido provocado pelo El Niño dificulta a permanência de massas de ar frio por períodos prolongados, condição essencial para a formação de neve. Scheuer chegou a afirmar que não duvida que o inverno passe em branco nas serras gaúcha e catarinense.

Por que o El Niño reduz as chances de neve no Sul em 2026

O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico equatorial, e seus efeitos no Sul do Brasil são bem documentados pela meteorologia. Quando o El Niño está ativo, ele altera o padrão de circulação atmosférica de forma a favorecer chuvas acima da média e temperaturas mais elevadas na Região Sul.

Esse padrão mais quente e úmido é o oposto do que se precisa para a formação de neve, que depende de massas de ar frio intensas e persistentes combinadas com umidade em altitude.

Na prática, o que o El Niño faz é impedir que as massas de ar frio de origem polar permaneçam sobre a região por tempo suficiente para derrubar as temperaturas aos níveis necessários para a precipitação de neve no Sul. Segundo Scheuer, os episódios de frio em 2026 devem ser curtos e seguidos rapidamente pelo retorno das chuvas.

Se vier uma massa de ar frio de origem polar e der uma geada em um dia, no outro dia já estará chovendo, explicou o meteorologista, descrevendo a alternância rápida que deve marcar o inverno deste ano.

O que esperar do inverno 2026 em termos de chuva e eventos extremos

Se a neve no Sul deve ser rara em 2026, a chuva, por outro lado, será abundante. A previsão indica volumes de precipitação elevados no segundo semestre, com possibilidade de ultrapassar 300 milímetros mensais em determinados períodos.

Esse cenário aumenta significativamente o risco de enchentes, principalmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, estados que já enfrentaram tragédias relacionadas a chuvas extremas nos últimos anos.

Além das chuvas volumosas, há possibilidade de formação de sistemas de mesoescala durante o inverno e a primavera de 2026. Esses sistemas podem provocar eventos severos, como tempestades intensas e até tornados em áreas do Oeste dos estados sulistas.

O El Niño não apenas reduz as chances de neve, mas também aumenta a probabilidade de eventos climáticos extremos que exigem atenção redobrada de moradores e autoridades nas regiões mais vulneráveis a alagamentos e deslizamentos.

Quando o frio começa a chegar e como será a transição até o inverno

Até a primeira metade de abril, o calor ainda predomina no Sul do Brasil, com temperaturas superando os 30 graus Celsius em várias regiões. A mudança gradual deve ocorrer a partir de maio, quando a amplitude térmica se torna mais evidente, com manhãs frias e tardes mais quentes.

Os primeiros episódios de frio mais intenso devem acontecer apenas na segunda quinzena de maio, com maior probabilidade no final do mês, quando temperaturas próximas de 10 graus Celsius podem ser registradas em áreas do Centro-Sul.

A partir de junho e julho, o padrão muda: a umidade tende a aumentar por causa do El Niño, impactando atividades ao ar livre e o trabalho no campo.

Quem planeja viagens para a serra gaúcha ou catarinense durante o inverno deve se preparar mais para dias chuvosos do que para paisagens cobertas de neve. O inverno de 2026 será caracterizado muito mais pela instabilidade climática e pela alternância entre frio breve e chuvas persistentes do que pelo frio seco e prolongado que favorece a neve no Sul.

A comparação com 2025 e por que este ano será tão diferente

O contraste entre 2025 e 2026 é significativo. No ano passado, o Sul do Brasil viveu um inverno marcado por três episódios de neve que transformaram cidades serranas como São Joaquim, Urupema e Cambará do Sul em destinos disputados por turistas de todo o país.

As redes sociais foram inundadas por imagens de paisagens brancas, e a economia local dessas cidades registrou picos de ocupação hoteleira. Em 2025, as condições climáticas favoreceram a permanência de massas de ar frio por períodos mais longos, algo que o El Niño de 2026 tende a impedir.

Para os turistas que já reservaram hospedagem nas serras do Sul contando com a neve no Sul em 2026, a recomendação dos especialistas é manter a flexibilidade nos planos. A chance existe, mas é pequena, e quem for exclusivamente atrás de neve pode voltar frustrado.

As cidades serranas oferecem atrativos o ano inteiro, incluindo gastronomia, vinícolas e paisagens naturais que valem a viagem independentemente da presença de neve, mas é importante que o viajante saiba que as probabilidades meteorológicas estão contra quem aposta todas as fichas no cenário branco.

O que o turista deve levar em conta antes de planejar a viagem ao Sul no inverno

A previsão de um inverno mais chuvoso e menos frio não significa que a viagem ao Sul seja desaconselhável. Significa que o planejamento precisa ser ajustado.

Em vez de reservar datas fixas esperando neve no Sul, a estratégia mais inteligente é monitorar as previsões meteorológicas de curto prazo e, se possível, manter flexibilidade para antecipar ou adiar a viagem conforme as condições mudem.

Episódios de frio intenso devem ser breves, o que exige do turista agilidade para aproveitar as janelas de oportunidade.

Além disso, quem viaja ao Sul durante o inverno de 2026 deve se preparar para dias de chuva persistente, estradas molhadas em trechos serranos e a possibilidade de cancelamentos ou alterações em passeios ao ar livre.

O El Niño torna o inverno mais imprevisível, e a experiência de quem vai à serra será definida muito mais pela capacidade de adaptação do que por uma data marcada no calendário. A beleza da serra gaúcha e catarinense não depende de neve para existir, mas é justo que os viajantes saibam exatamente o que esperar antes de comprometerem orçamento e expectativas.

Você já está planejando ir ao Sul para ver neve em 2026? Esse alerta mudou seus planos ou você vai tentar a sorte mesmo assim? Deixe seu comentário e conte qual destino serrano está nos seus planos.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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