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Enquanto cidades ainda derrubam prédios inteiros para construir do zero, Sydney preservou 95% do núcleo de uma torre antiga, quase dobrou sua área e evitou estimadas 12 mil toneladas de emissões

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Escrito por Flavia Marinho Publicado em 11/07/2026 às 22:00 Atualizado em 11/07/2026 às 22:02
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A Quay Quarter Tower mostra como a reutilização de estruturas permitiu ampliar uma torre comercial em Sydney
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A Quay Quarter Tower mostra como a reutilização de estruturas permitiu ampliar uma torre comercial em Sydney, preservar concreto e aço instalados na década de 1970, reduzir a geração de entulho e prolongar a vida útil do edifício sem recorrer à demolição completa.

A Quay Quarter Tower, em Sydney, quase dobrou sua área sem exigir a destruição completa do prédio que ocupava o local. O projeto preservou 95% do núcleo original e transformou a estrutura antiga em parte da nova torre.

A pergunta que orientou essa solução foi simples: por que demolir milhares de toneladas de concreto que ainda poderiam sustentar um edifício? Em vez de começar do zero, a obra cortou, reforçou e conectou partes antigas a novos elementos estruturais.

As informações foram divulgadas por 3XN, escritório de arquitetura responsável pelo projeto da torre em Sydney. A transformação colocou a reutilização de estruturas no centro de uma obra de grande porte.

Uma torre da década de 1970 virou matéria prima para outro edifício

Uma demolição convencional retiraria vigas, pilares, lajes e o núcleo central antes do início da nova construção. Na Quay Quarter Tower, esses componentes foram analisados para identificar o que ainda poderia permanecer em uso.

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O projeto reaproveitou cerca de 65% das vigas, pilares e lajes. Quando toda a construção é considerada, mais de 60% da estrutura existente foi incorporada à torre ampliada.

O prédio antigo, portanto, não serviu apenas como base provisória. Seus elementos passaram a integrar diretamente a nova construção, reduzindo a necessidade de produzir e transportar novos volumes de concreto e aço.

Preservar 95% do núcleo foi muito além de reformar a fachada

O núcleo é a parte central e resistente do edifício. Na Quay Quarter Tower, 95% desse elemento foi mantido, mas o restante da construção precisou ser adaptado para receber a ampliação.

A operação envolveu cortar partes antigas, reforçar pontos da estrutura e conectar os elementos preservados aos novos trechos. Isso exigiu verificar a resistência de materiais instalados décadas antes.

A obra mostra a diferença entre uma reforma visual e uma transformação estrutural. A fachada mudou, mas o principal trabalho ocorreu no interior do prédio, onde estruturas antigas e novas passaram a funcionar juntas.

Volumes empilhados permitiram quase dobrar a área do prédio

A nova torre foi dividida em volumes empilhados e conectados. Essa organização permitiu ampliar o espaço disponível sem abandonar a estrutura que já existia.

A área utilizável ficou aproximadamente duas vezes maior. O resultado demonstra que preservar um edifício antigo não significa manter o mesmo tamanho, o mesmo desenho ou a mesma distribuição interna.

Preservar 95% do núcleo foi muito além de reformar a fachada
Preservar 95% do núcleo foi muito além de reformar a fachada

A construção sustentável deixou de ser apenas uma escolha de materiais. Ela passou a orientar toda a engenharia da obra, desde a avaliação do concreto antigo até a ligação entre as partes preservadas e os novos espaços.

Estimativa aponta 12 mil toneladas de emissões evitadas

A 3XN, escritório de arquitetura responsável pelo projeto da torre em Sydney, apresentou uma estimativa de 12 mil toneladas de emissões evitadas em comparação com a demolição e a reconstrução completa.

Essas emissões estão ligadas principalmente à produção e ao transporte de novos materiais. Fabricar concreto e aço para substituir uma estrutura que ainda pode ser usada amplia o impacto ambiental da construção.

Menos demolição significa menos entulho e transporte pesado

Demolir uma torre exige retirar grandes volumes de material e levá los para outro local. Depois, novos insumos precisam chegar ao canteiro para substituir aquilo que foi destruído.

Ao conservar mais de 60% da estrutura, o projeto reduziu a quantidade de concreto e aço novos necessários. Também limitou o volume de entulho associado à retirada completa do edifício anterior.

Quay Quarter Tower
Imagem: Quay Quarter Tower

O impacto envolve diferentes partes da cadeia da construção. Há economia de materiais, menor necessidade de transporte pesado e melhor aproveitamento de uma estrutura que ainda mantinha capacidade de uso.

Projeto prevê prolongar a vida útil do edifício por mais 50 anos

A transformação da Quay Quarter Tower prevê estender a vida útil da construção por mais 50 anos. Em vez de encerrar o uso do prédio da década de 1970, a obra abriu um novo ciclo para a mesma estrutura.

Esse modelo interessa às grandes cidades brasileiras porque apresenta uma alternativa para áreas onde demolir e reconstruir gera custos, entulho e circulação de caminhões. Cada edifício precisa passar por uma avaliação própria, pois nem toda estrutura antiga oferece condições para ampliação.

A experiência de Sydney mostra que um prédio existente pode ser tratado como um recurso da engenharia. Quando a estrutura continua resistente, preservá la pode reduzir o consumo de materiais e permitir uma construção maior.

A Quay Quarter Tower quase dobrou sua área, manteve 95% do núcleo original e reaproveitou aproximadamente 65% das vigas, pilares e lajes. A obra transformou uma torre antiga em parte essencial de outro edifício, em vez de convertê la em entulho.

O caso também separa dois resultados diferentes: o reaproveitamento físico da construção e a estimativa de 12 mil toneladas de emissões evitadas. Juntos, esses dados mostram o impacto industrial, urbano e ambiental da reutilização de estruturas.

Se uma torre antiga ainda pode sustentar um prédio maior por mais 50 anos, demolir tudo continua sendo a melhor escolha para as grandes cidades brasileiras? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe a publicação.

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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