Conheça a nova arma laser chinesa criada para neutralizar drones de guerra, reforçando a defesa aérea com tecnologia militar de alta precisão.
A China revelou uma nova arma laser portátil voltada para o combate a drones de guerra durante a Exposição de Equipamentos e Tecnologia de Informação de Defesa 2026, realizada em Pequim. Segundo informações da CNN Brasil no dia 23 de junho de 2026, o equipamento chamou atenção por combinar mobilidade, baixo custo operacional e capacidade de neutralizar ameaças aéreas em poucos segundos.
Desenvolvida pela Harbin Xinguang Optic-Electronics, a série Lijian — termo que pode ser traduzido como “espadas afiadas” — representa um novo passo da tecnologia militar chinesa. Os modelos foram projetados para serem transportados por apenas um soldado e podem atuar como sistemas móveis de defesa aérea em campo.
Arma laser chinesa aposta na mobilidade para proteger tropas em combate
O principal diferencial da arma laser chinesa é a sua portabilidade. Enquanto muitos sistemas antidrone dependem de veículos ou plataformas fixas, os modelos Lijian II e Lijian III podem ser transportados diretamente por militares em operação.
-
No fundo do oceano, onde passam cabos que sustentam 95% da internet global, submarinos russos capazes de descer a 6.000 metros acendem alerta mundial ao monitorar a infraestrutura invisível que mantém países, bancos, empresas e governos conectados
-
O cruzador classe Ticonderoga virou uma fortaleza de 9.800 toneladas no mar: com 122 células de lançamento vertical e sistema Aegis capaz de rastrear centenas de alvos ao mesmo tempo, o navio da Marinha dos Estados Unidos transformou a defesa aérea dos porta-aviões em uma muralha flutuante de mísseis
-
Charles de Gaulle é o colosso nuclear que coloca a França em um clube quase impossível: com 42.500 toneladas, dois reatores atômicos e autonomia para cruzar oceanos por anos sem reabastecer combustível, é o único porta-aviões nuclear em operação fora dos EUA
-
O avião espacial militar que quase levou a Guerra Fria para a órbita: Boeing X-20 Dyna-Soar foi projetado para reentrar acima de Mach 20, voar por até 40 horas, pousar como avião e transformar foguetes Titan em porta de entrada para uma nova era de guerra orbital
O projeto foi desenvolvido com foco na redução de peso e na facilidade de deslocamento. Segundo as informações divulgadas durante o evento, o sistema é composto por apenas três elementos principais:
- Emissor de laser;
- Resfriador de ar;
- Terminal portátil de controle.
Todos os componentes podem ser acondicionados em bolsas específicas para transporte.
O modelo Lijian II pesa cerca de 30 kg, enquanto o Lijian III possui aproximadamente 25 kg. Essa característica amplia a capacidade de resposta das tropas diante de ameaças aéreas emergentes.
Como o laser anti-drone funciona na prática
O sistema utiliza feixes de alta energia para atingir componentes sensíveis dos drones de guerra. Ao concentrar energia em um ponto específico do alvo, o equipamento pode provocar danos estruturais ou comprometer sistemas eletrônicos essenciais para o voo.
Uma das vantagens desse tipo de solução é a velocidade de resposta. Diferentemente de métodos convencionais, o disparo ocorre praticamente de forma instantânea após a identificação do alvo.
Além disso, os equipamentos possuem ângulo de inclinação superior a 90 graus, permitindo interceptações em diferentes altitudes e direções. Isso aumenta a flexibilidade operacional durante missões de defesa aérea.
Crescimento dos drones de guerra acelera corrida por novas tecnologias
Os drones de guerra se tornaram protagonistas em diversos conflitos recentes. Equipamentos que antes eram utilizados principalmente para reconhecimento agora desempenham funções de vigilância, inteligência e até ataques diretos.
Esse cenário tem levado governos e empresas do setor a investir cada vez mais em tecnologia militar voltada para neutralizar aeronaves não tripuladas.
Entre os fatores que impulsionam essa tendência estão:
- Baixo custo de muitos drones modernos;
- Facilidade de operação;
- Capacidade de realizar ataques de precisão;
- Uso crescente em ambientes urbanos e militares.
A expansão dessas ameaças explica o interesse global por soluções de laser anti-drone e outros sistemas de energia dirigida.
Alcance menor, mas maior flexibilidade operacional
Apesar da inovação, os modelos portáteis possuem alcance inferior ao de algumas versões fixas desenvolvidas pela própria fabricante chinesa.
O sistema Lijian-10G, instalado em posição fixa, possui alcance de até 1.200 metros. Já os modelos portáteis Lijian II e Lijian III conseguem atingir alvos localizados a cerca de 500 metros.
Embora essa diferença seja significativa, especialistas apontam que a mobilidade compensa a limitação. Em situações reais de combate, a possibilidade de reposicionar rapidamente uma arma laser chinesa pode representar uma vantagem estratégica importante.
A facilidade de transporte também permite que unidades menores criem pontos temporários de defesa aérea em diferentes regiões do campo de batalha.
Tecnologia militar busca reduzir custos de interceptação
Um dos aspectos mais discutidos sobre os sistemas a laser é o potencial de economia operacional.
Tradicionalmente, a interceptação de drones de guerra depende de munições, canhões especializados ou mísseis de curto alcance. Dependendo da ameaça, o custo da neutralização pode superar amplamente o valor do próprio drone.
Já o laser anti-drone utiliza energia como principal recurso para realizar o engajamento. Isso tende a reduzir significativamente os custos por disparo.
Além da economia financeira, essa abordagem oferece outros benefícios:
- Menor dependência de estoques de munição;
- Reabastecimento simplificado;
- Resposta rápida contra múltiplas ameaças;
- Menor complexidade logística.
Por esse motivo, sistemas semelhantes vêm recebendo investimentos crescentes em vários países.
Defesa aérea ganha reforço para esquadrões e pelotões
O analista militar Song Zhongping, ex-instrutor do Exército de Libertação Popular da China, destacou que sistemas compactos de defesa aérea podem ampliar a proteção de pequenas unidades em combate.
Na avaliação do especialista, a miniaturização dos equipamentos permite que soldados individuais transportem sistemas capazes de enfrentar drones de guerra sem depender exclusivamente de plataformas maiores.
Essa mudança pode alterar a forma como as forças terrestres organizam sua proteção contra ameaças aéreas. Em vez de concentrar a defesa em poucos pontos, seria possível criar múltiplos núcleos móveis de proteção espalhados pelo terreno.
A proposta se torna especialmente relevante diante do aumento dos ataques realizados por aeronaves não tripuladas em conflitos modernos.
Arma laser chinesa reforça tendência global de energia dirigida
A China não é o único país investindo nesse segmento. Estados Unidos, Reino Unido e Israel também desenvolvem soluções baseadas em energia dirigida para ampliar suas capacidades de defesa aérea.
O objetivo comum é encontrar alternativas mais eficientes para enfrentar drones de guerra, munições guiadas e outras ameaças de pequeno porte que desafiam os sistemas tradicionais de interceptação.
Nesse contexto, a arma laser chinesa apresentada em Pequim demonstra como a tecnologia militar está avançando em direção a equipamentos menores, mais leves e potencialmente mais econômicos.
Embora ainda existam desafios relacionados ao alcance, às condições climáticas e ao fornecimento de energia, os avanços observados na série Lijian indicam que o uso de sistemas de laser anti-drone deverá ganhar cada vez mais espaço nas estratégias militares dos próximos anos.
O que a série Lijian revela sobre os conflitos do futuro
A apresentação dos modelos Lijian II e Lijian III mostra que a disputa tecnológica entre grandes potências também está migrando para o campo da defesa contra drones.
Com pesos de 30 kg e 25 kg, alcance de até 500 metros e capacidade de ser operada por um único militar, a nova arma laser chinesa busca oferecer uma resposta rápida a um dos maiores desafios dos conflitos atuais.
À medida que os drones de guerra se tornam mais acessíveis e numerosos, tecnologias de defesa aérea baseadas em energia dirigida tendem a assumir papel cada vez mais importante. O surgimento de equipamentos portáteis como os da série Lijian sugere que a proteção contra ameaças aéreas poderá ser mais distribuída, flexível e eficiente nos campos de batalha do futuro.

