O seminário em Brasília destacou como a eficiência energética no Brasil e o novo comitê do setor HVAC-R fortalecem políticas industriais, inovação tecnológica e sustentabilidade na climatização e refrigeração
A eficiência energética no Brasil foi o centro das atenções no seminário “Brasil e a COP30: o papel da eficiência energética no setor HVAC-R”, realizado no último dia 14 de outubro, em Brasília, segundo uma matéria publicada.
O evento reuniu representantes do governo, especialistas internacionais e executivos da indústria para debater soluções que unam sustentabilidade e competitividade.
Com o foco voltado à climatização e refrigeração, o encontro discutiu desafios e oportunidades da transição energética, destacando como medidas bem planejadas podem reduzir custos e emissões sem comprometer o conforto e a produtividade.
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A eficiência energética no Brasil foi apresentada como pilar da política industrial moderna.
Fortalecimento de políticas setoriais para HVAC-R e criação de comitê estratégico
Durante o evento, o Ministério de Minas e Energia (MME), em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a organização internacional Clasp, lançou o Comitê de Acompanhamento do Projeto de Eficiência Energética como Instrumento de Política Industrial.
A iniciativa busca coordenar esforços públicos e privados em prol da eficiência energética no Brasil, promovendo ações integradas no setor de climatização e refrigeração.
O grupo será responsável por propor metas técnicas, acompanhar indicadores e elaborar uma carta de compromisso que poderá ser apresentada durante a COP30, em Belém (PA), em novembro.
O objetivo é consolidar um modelo regulatório robusto para políticas industriais alinhadas à sustentabilidade.
Comitê de eficiência energética industrial e impacto no consumo residencial
O diretor do Departamento de Informações, Estudos e Eficiência Energética do MME, Leandro Andrade, destacou que o setor HVAC-R (aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração) representa aproximadamente 10% do consumo de energia elétrica das residências brasileiras.
Esse dado reforça a urgência de aprimorar a eficiência energética no Brasil. Andrade enfatizou que investir em climatização eficiente é equivalente a adotar o “combustível mais barato”, reduzindo custos de geração e transmissão de energia e permitindo economia direta ao consumidor.
Além do benefício financeiro, o avanço das políticas no setor cria novas oportunidades para a indústria e impulsiona empregos qualificados em áreas de inovação tecnológica.
Transição energética em climatização sustentável e inovação tecnológica no setor de refrigeração
A coordenadora-geral de Eficiência Energética do MME, Samira Sana, reforçou que a eficiência energética no Brasil está diretamente ligada ao fortalecimento de uma matriz limpa e competitiva.
Ela destacou a importância de atualizar regulamentos e de integrar inovação tecnológica ao setor HVAC-R, apontando a climatização sustentável como caminho estratégico para a neoindustrialização nacional.
Também participaram Perpétua Almeida (ABDI), Júlia Cruz (MDIC) e Colin Taylor (Clasp), que defenderam políticas voltadas à inovação e à redução de gargalos produtivos.
Ao final do encontro, foi assinada a carta de intenções que formaliza o novo comitê e estabelece diretrizes para uma economia de baixo carbono.
A eficiência energética no Brasil consolida-se, portanto, como o eixo central da política industrial e climática do país, estimulando cooperação entre governo, indústria e pesquisa para transformar a climatização e a refrigeração em motores de desenvolvimento sustentável.

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