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Dois alunos do SENAI-RS desenvolveram IA para ajudar a identificar câncer ocular raro em crianças, foram o único projeto brasileiro na final mundial da Infomatrix, na Romênia, e conquistaram 2º lugar com redes neurais que prometem mais precisão no diagnóstico precoce

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Escrito por Carla Teles Publicado em 11/07/2026 às 23:24 Atualizado em 11/07/2026 às 23:26
Dois alunos do SENAI-RS desenvolveram IA para ajudar a identificar câncer ocular raro em crianças, foram o único projeto brasileiro na final mundial da Infomatrix, na Romênia, e
Alunos do SENAI-RS criam Visual Detect com redes neurais para retinoblastoma infantil e vencem na Infomatrix World Final 2026. Imagem: Divulgação/FIERGS
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Segundo a Agência de Notícias da Indústria e a FIERGS, alunos do SENAI-RS Andrei Vinícius Krug e Yuri Mendes Beck criaram o Visual Detect, IA com redes neurais para auxiliar diagnóstico precoce de retinoblastoma infantil, único projeto brasileiro na final mundial da Infomatrix World Finals 2026, em Bucareste, Romênia internacional.

Os alunos do SENAI-RS Andrei Vinícius Krug e Yuri Mendes Beck conquistaram o segundo lugar na categoria Desenvolvimento de Software da Infomatrix World Final 2026, em Bucareste, na Romênia, com o projeto Visual Detect, voltado ao auxílio no diagnóstico precoce do retinoblastoma infantil.

A competição ocorreu entre os dias 14 e 18 de maio de 2026, segundo a FIERGS, e reuniu mais de 2 mil jovens de 40 países. Os estudantes do curso Técnico em Desenvolvimento de Sistemas representaram o SENAI-RS de São Leopoldo e foram o único projeto brasileiro na final mundial, conforme relato dos participantes.

Projeto brasileiro usou IA para mirar um câncer ocular raro

O Visual Detect foi desenvolvido para auxiliar na identificação precoce do retinoblastoma infantil, um tipo raro de câncer ocular que afeta a retina. A proposta dos estudantes usa inteligência artificial e redes neurais para apoiar a análise de sinais relacionados à doença.

A fonte informa que a tecnologia busca aumentar a precisão e a agilidade na identificação do problema. O ponto central é o uso da IA como ferramenta de apoio, não como substituta de avaliação médica ou diagnóstico clínico feito por profissionais de saúde.

Dupla representou o SENAI-RS em Bucareste

Alunos do SENAI-RS criam Visual Detect com redes neurais para retinoblastoma infantil e vencem na Infomatrix World Final 2026.
Imagem: Divulgação/FIERGS

Andrei Vinícius Krug e Yuri Mendes Beck viajaram acompanhados pelo instrutor Alexandre Silveira de Paula. O trabalho também contou com orientação do instrutor Cassio Klen de Azevedo e coorientação de Fernando Silveira de Aguiar, segundo a FIERGS.

A participação colocou o SENAI-RS de São Leopoldo em uma disputa internacional de tecnologia, robótica e inovação. A Infomatrix World Final reúne estudantes do ensino fundamental, médio e universitário, ampliando o contato entre projetos de diferentes países e áreas técnicas.

Único projeto brasileiro na final mundial

Yuri Mendes Beck afirmou à FIERGS que representar o Brasil foi motivo de orgulho, destacando que o Visual Detect era o único projeto brasileiro na World Finals. Ele também citou o networking internacional com representantes e líderes de outras delegações.

Esse dado reforça o peso da conquista. Em uma competição com mais de 2 mil jovens de 40 países, o projeto dos alunos do SENAI-RS conseguiu chegar à final mundial e conquistar medalha de prata na categoria de software.

Pesquisa vinha sendo desenvolvida há cerca de um ano

Segundo a FIERGS, o grupo trabalhava no Visual Detect havia aproximadamente um ano. Antes da etapa internacional, o projeto já tinha passado por três outras feiras e conquistado premiação máxima em duas delas.

Entre os resultados anteriores estão a Infomatrix Brasil 2025 e a Fenecit 2025. A vaga no torneio internacional foi garantida após a dupla conquistar o prêmio Platina na Infomatrix Brasil 2025, em setembro do ano anterior.

Redes neurais foram aplicadas ao diagnóstico precoce

A escolha por redes neurais coloca o projeto dentro de uma área em expansão: o uso de IA para reconhecer padrões em dados e imagens. No caso do Visual Detect, a proposta é auxiliar a identificação do retinoblastoma infantil com mais agilidade.

A fonte não detalha a base de dados usada, o nível de acurácia do modelo nem resultados clínicos em pacientes. Por isso, a leitura correta é tratar o projeto como uma tecnologia em desenvolvimento, com potencial de apoio ao processo de triagem e investigação.

Próxima etapa envolve investidores e testes em campo

Após o resultado na Romênia, o grupo pretende buscar investidores e iniciar testes da tecnologia em campo. Essa etapa será importante para avaliar como o Visual Detect pode funcionar fora do ambiente de feiras, protótipos e apresentações acadêmicas.

O avanço para testes práticos exige validação, acompanhamento técnico e diálogo com áreas de saúde. A medalha internacional mostra reconhecimento ao projeto, mas o caminho até uso real depende de etapas adicionais de avaliação e desenvolvimento.

Experiência internacional também ampliou repertório dos estudantes

Andrei Vinícius Krug destacou à FIERGS o contato com pessoas de outros países e culturas durante a viagem. Ele afirmou que aprendeu a se comunicar de outra forma e percebeu que a pesquisa científica produzida no Brasil pode ultrapassar barreiras linguísticas.

Esse ponto mostra que a competição não foi apenas uma vitrine de tecnologia. Para os alunos do SENAI-RS, a experiência envolveu apresentação técnica, adaptação cultural, troca de ideias e exposição a projetos de diferentes países.

Educação técnica aparece como ponte para inovação em saúde

O caso do Visual Detect mostra como a educação técnica pode se conectar a problemas complexos da saúde. Dois estudantes de desenvolvimento de sistemas partiram de redes neurais e IA para propor uma ferramenta voltada a um câncer infantil raro.

Esse tipo de iniciativa também reforça o papel de instituições como SENAI-RS e FIERGS na formação de jovens para áreas de tecnologia aplicada. Quando projetos estudantis se aproximam de desafios reais, a sala de aula passa a funcionar como laboratório de inovação.

Resultado coloca o Brasil em vitrine internacional de tecnologia

A conquista do segundo lugar na Infomatrix World Final 2026 não transforma o Visual Detect automaticamente em solução médica pronta, mas coloca a pesquisa estudantil brasileira em uma vitrine global de inovação. O reconhecimento veio em uma categoria competitiva e com participação de dezenas de países.

O desafio agora é transformar o destaque internacional em desenvolvimento técnico, testes e parcerias. Você acha que projetos de IA criados por alunos brasileiros deveriam receber mais investimento para avançar em áreas como saúde, educação e diagnóstico precoce? Deixe sua opinião nos comentários.

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Carla Teles

Produzo conteúdos diários sobre economia, curiosidades, setor automotivo, tecnologia, inovação, construção e setor de petróleo e gás, com foco no que realmente importa para o mercado brasileiro. Aqui, você encontra oportunidades de trabalho atualizadas e as principais movimentações da indústria. Tem uma sugestão de pauta ou quer divulgar sua vaga? Fale comigo: carlatdl016@gmail.com

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