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Depois de abrir quase 200 megastores e construir milhares de metros quadrados por ano, o dono da Havan revelou que o maior inimigo do crescimento no Brasil não é mercado nem concorrência, mas uma burocracia capaz de atrasar um projeto por 22 anos

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 16/03/2026 às 09:42
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Segundo o dono da Havan, a burocracia trava lojas, construção e expansão da rede no Brasil.
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Ao comentar a construção de centenas de milhares de metros quadrados de lojas e a abertura acelerada de megastores pelo país, o dono da Havan afirmou que o maior problema enfrentado pela empresa não é mercado ou concorrência, mas sim licenças e autorizações

O dono da Havan afirmou que o maior obstáculo para expandir uma rede de varejo no Brasil não está no mercado, na concorrência ou na falta de consumidores. Segundo ele, o principal desafio é lidar com processos burocráticos que podem atrasar projetos por anos.

De acordo com o dono da Havan, um dos casos mais emblemáticos ocorreu quando um projeto de loja levou 22 anos para receber autorização de construção, revelando o peso que a burocracia pode ter no ritmo de crescimento empresarial no país.

O ritmo de expansão que transformou a rede

Segundo o dono da Havan, a burocracia trava lojas, construção e expansão da rede no Brasil.

Ao longo das últimas décadas, o dono da Havan liderou uma expansão acelerada da rede varejista pelo Brasil.

Segundo ele, foram 180 lojas abertas em cerca de 18 anos, um ritmo que significa aproximadamente dez novas unidades por ano.

Em alguns períodos, o crescimento foi ainda mais intenso.

Houve anos em que a empresa construiu 25 megastores em um único período, totalizando cerca de 360 mil metros quadrados de construção em apenas um ano.

Esse volume equivale a algo próximo de mil metros quadrados construídos por dia.

O ritmo industrial da expansão exige logística complexa, contratação de equipes e planejamento constante.

Ainda assim, o empresário afirma que esses desafios operacionais não são os maiores obstáculos.

O maior inimigo do crescimento segundo o dono da Havan

Para o dono da Havan, o verdadeiro entrave para abrir novas lojas está nos processos administrativos.

Segundo ele, a parte mais difícil não é construir uma loja.

Em muitos casos, uma unidade de grande porte pode ser erguida em 60 a 90 dias após o início das obras.

O problema surge antes mesmo da construção começar.

O maior desafio está na obtenção de licenças, alvarás e autorizações municipais.

O empresário relatou que algumas cidades podem levar meses apenas para analisar um projeto inicial.

Em casos extremos, a sequência de exigências e documentos pode prolongar processos por anos.

O impacto da burocracia nos projetos

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Segundo o dono da Havan, o processo burocrático costuma envolver uma sequência extensa de exigências.

Documentos são solicitados, analisados e muitas vezes precisam ser atualizados antes da aprovação final.

Isso cria um ciclo que pode reiniciar várias vezes.

Quando todos os documentos finalmente são entregues, alguns já perderam validade e precisam ser apresentados novamente.

Esse mecanismo, segundo ele, acaba atrasando investimentos e aumentando custos para empresas que desejam expandir operações.

O empresário também afirmou que esse tipo de dificuldade não é exclusivo do Brasil.

Durante viagens ao exterior, ele ouviu relatos de brasileiros vivendo na Europa que enfrentam processos ainda mais complexos para construir imóveis.

Como o dono da Havan escolhe novas cidades

Apesar das dificuldades administrativas, o dono da Havan continua expandindo a rede pelo país.

Segundo ele, não existe uma fórmula matemática exata para decidir onde abrir novas lojas.

A estratégia envolve análise de terrenos, visibilidade e acesso.

As unidades geralmente são instaladas em terrenos grandes, que podem chegar a 20 mil, 30 mil ou até 40 mil metros quadrados.

Outro fator considerado é a localização.

O empresário afirma que prefere áreas elevadas das cidades, que oferecem maior visibilidade e menor risco de enchentes.

A rede também aposta em cidades de diferentes tamanhos.

Hoje existem unidades da empresa em municípios com 20 mil, 30 mil ou 50 mil habitantes, além de centros urbanos maiores.

Logística e operação nacional

Com a expansão da rede, o dono da Havan também investiu em infraestrutura logística.

Um dos principais centros de distribuição da empresa fica em Santa Catarina.

Segundo ele, a estrutura deve alcançar cerca de 250 mil metros quadrados de área, com sistemas automatizados de movimentação de mercadorias.

A partir desse ponto, produtos são enviados para lojas espalhadas por todo o Brasil.

Mesmo cidades muito distantes, como Manaus, fazem parte da rede de abastecimento.

Em alguns casos, a entrega pode levar até 30 dias devido às limitações da infraestrutura de transporte nacional.

A trajetória de crescimento relatada pelo dono da Havan mostra como grandes redes de varejo podem enfrentar desafios que vão além do mercado consumidor.

Mesmo com capacidade de construir lojas rapidamente e expandir operações em várias regiões do país, projetos podem ser atrasados por longos processos administrativos.

Para o empresário, reduzir entraves burocráticos seria uma das formas mais eficazes de acelerar investimentos e desenvolvimento econômico.

Mas o debate sobre burocracia no Brasil continua dividido.

Alguns defendem que regulações são necessárias para garantir segurança e planejamento urbano.

Outros acreditam que o excesso de exigências pode travar investimentos.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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