Dados da ANP registram Mato Grosso como o estado com gás de cozinha mais caro do Brasil

Valdemar Medeiros
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27-07-2021 12:22:46
em Economia, Negócios e Política
ANP - Mato Grosso - gás de cozinha - Cidade de MT tem o gás de cozinha mais caro do Brasil – créditos: ANP

De acordo com dados da ANP, o estado de Mato Grosso possui o preço mais alto do gás de cozinha em todo o Brasil, chegando no valor de R$ 130

Embora o gás de cozinha tenha aumentado em todo o território nacional, a população de Mato Grosso é a que mais tem sofrido na hora de comprar o produto. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o gás de cozinha é vendido a R$ 130 em alguns municípios, sendo um dos valores mais caros do país, ficando acima da média nacional.

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Em Mato Grosso, o preço médio do produto é de R$ 111,76 e mesmo quando está “mais barato”, vendido a R$ 95, ainda fica acima da média do país, que é de 92,58. Em contrapartida, no Nordeste do país, o preço máximo é de R$ 92.

Segundo o levantamento da ANP, nos municípios de Alta Floresta e Sorriso é onde estão localizados os preços mais altos do gás de cozinha no Brasil. Nas duas cidades, a unidade de 13 kg custa R$ 130.

Nos outros municípios da pesquisa da ANP, o produto chega no valor de R$ 106, no município de Cáceres, R$ 115, em Várzea Grande e R$ 120 em Cuiabá. Ao total, 83 locais de vendas foram analisados pela ANP em Mato Grosso.

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Cuiabá, capital de Mato Grosso, registrou na semana passada o dia mais frio do ano, com temperaturas chegando a marcar 7ºC, em 30 de junho. Sendo assim, algumas famílias tiveram que usar lenha para esquentar água, pois não possuem chuveiro elétrico e esquentar água com o gás de cozinha, onde o preço está no valor de R$ 115, faria com que o produto acabasse mais rápido.

Durante o frio na cidade, Antônia Rosa de Campos, de 68 anos, e Kátia da Silva de 53, esquentavam água usando lenha para dar banho quente nas crianças. A renda da família de Kátia, é de aproximadamente R$ 2.000 e dessa renda, é sustentada uma família de quatro crianças e quatro adultos.

O dinheiro é dividido entre as despesas de mercado, contas de luz, remédios de Alzheimer para a mãe de Kátia e outras compras necessárias. Já na casa da aposentada, vivem oito pessoas com um pouco mais de R$ 2.500 por mês. Muitas vezes, quando o gás de cozinha acaba de forma inusitada, a família não possui dinheiro para comprar o produto.

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Kátia diz que se sente nervosa caso o atual valor do gás de cozinha e tem medo de não dar mais conta, porque seu salário não sobe, mas os produtos continuam a aumentar e quando os preços começam a subir os pensamentos e ansiedade surgem juntos.

Já Antônia Rosa, afirma que está acostumada com o fogão a lenha e afirma fazer até mesmo seu café nele, pois R$ 110 é muito dinheiro. Rosa afirma que este ano está ainda mais difícil, pois o custo de vida subiu muito e está tudo mais caro, e o salário não acompanha.

De acordo com Maurício Munhoz, Professor de economia da Unemat, em Mato Grosso, 12% da população está abaixo da linha de pobreza e afirma que para essas famílias, o preço do produto está inacessível.

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Valdemar Medeiros
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