O microSD pode reaparecer até em aparelhos mais caros por causa da alta nos custos de componentes, e rumores ainda falam em baterias de até 10.000 mAh e câmeras de 200 MP
A crise dos chips de memória voltou a mexer com os bastidores do mercado e pode empurrar os smartphones para escolhas que pareciam enterradas. Em 2026, o microSD e o notch em gota podem retornar como parte de uma estratégia para segurar custos, evitar repasse direto ao consumidor e manter produtos competitivos em um cenário de demanda crescente por inteligência artificial.
Ao mesmo tempo, a semana também trouxe promessas e vazamentos que apontam para direções opostas. De um lado, a Microsoft diz que o Windows 11 vai passar por uma “faxina” para ficar mais leve. Do outro, surgem rumores de celulares com baterias enormes, chegando a 10.000 mAh, e sensores de câmera de 200 MP ainda mais comuns no segmento premium.
Crise de chips de memória e a volta do que parecia ultrapassado
O alerta parte de um cenário direto: os componentes ficaram mais caros, e analistas associam essa pressão à demanda por recursos de inteligência artificial. Quando o custo sobe, fabricantes buscam atalhos para manter margem e preço, mesmo que isso signifique “regredir” em escolhas de design e hardware.
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É nesse contexto que o microSD reaparece como possibilidade real, inclusive em categorias onde ele já vinha sumindo. A ideia é simples: segurar as pontas, reduzir custo de algumas partes e manter o produto atraente no preço final.
Por que notch em gota e microSD podem voltar juntos

O retorno do notch em gota e do microSD entra como um pacote de “soluções baratas” que já são conhecidas pela indústria. O notch em gota tende a ser mais simples de implementar do que recortes mais avançados, e o slot de microSD pode funcionar como argumento de valor quando o armazenamento interno encarece.
O ponto que chama atenção é que essa volta não ficaria restrita só à linha de entrada. Existe a chance de o microSD aparecer até em segmentos mais caros, justamente porque o objetivo seria evitar repassar toda a alta de componentes para o consumidor.
O que pode “regredir” nos smartphones para segurar custos
Além de notch em gota e microSD, os comentários e projeções incluem um pacote de especificações que, para muita gente, soariam como retrocesso:
- telas com taxa de 90 Hz
- apenas 8 GB de RAM com 512 GB de memória
- moldura de plástico
- sensor óptico para leitura de digitais
A lógica por trás disso é pragmática: cortar onde dá para cortar e manter o produto vendável. Se o mercado encarece, alguns recursos voltam para a prancheta como “opção de sobrevivência”.
O lado bom: fim do 128 GB no topo e no intermediário premium
No meio dessa conversa, aparece um ponto que pode ser visto como avanço. Há rumores de que as opções com apenas 128 GB possam perder espaço em modelos topo de linha e intermediários premium.
Em um cenário onde o microSD pode voltar, esse movimento também faz sentido como reposicionamento: armazenamento interno maior vira padrão, e o slot de microSD volta como complemento para quem quer expansão sem pagar caro por variantes superiores.
Windows 11 promete ficar mais leve e menos carregado de IA
Enquanto o hardware entra em modo “aperto”, o software tenta responder à crítica. A Microsoft promete ajustes para que o Windows 11 consuma menos RAM e aposta em um driver dedicado para memória NVMe para aumentar velocidade de leitura e gravação.
Também foram citadas mudanças de usabilidade e desempenho: possibilidade de posicionar a barra de tarefas no topo ou nas laterais, reescrita do menu iniciar para reduzir consumo de CPU, explorador de arquivos mais eficiente e reestruturação do Windows Update.
Um ponto que chamou atenção é a promessa de fim do Copilot obrigatório em aplicativos nativos, como bloco de notas e ferramenta de captura. E a empresa diz que novas atualizações passariam por testes extensivos em hardware físico real antes de chegar ao canal Windows Insider.
Vazamentos apontam baterias gigantes e câmeras de 200 MP
Apesar do discurso de contenção em alguns aspectos, os vazamentos seguem agressivos em outros. Aparecem rumores de aparelhos compactos com bateria por volta de 7.000 mAh, além de modelos que podem chegar a 10.000 mAh, com possibilidade de carregamento rápido com fio de 100 W.
Do lado de câmeras, o número volta com força: 200 MP aparece como aposta tanto em linhas premium quanto em intermediários mais parrudos, reforçando a ideia de que a disputa por “números grandes” no marketing continua viva.
O que observar em 2026 antes de comprar
Se essas tendências se confirmarem, 2026 pode virar um ano de escolhas curiosas:
- microSD reaparecendo como diferencial, até fora da linha básica
- notch em gota retornando em nome de custo e escala
- alguns cortes em acabamento e telas para manter preço
- baterias e câmeras crescendo como vitrine de marketing
- Windows 11 tentando recuperar confiança com desempenho e menos peso
A sensação é de um mercado dividido entre “simplificar para baratear” e “exagerar para impressionar”.
Se o microSD realmente voltar em 2026, você prefere isso mesmo que o notch em gota também retorne, ou acha que seria um retrocesso difícil de aceitar?


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