Escassez de chips de memória pressiona fabricantes, eleva preços em 14% e pode redesenhar o mercado de celulares até 2028, segundo projeção da IDC
O mercado global de smartphones enfrenta uma turbulência sem precedentes. A chamada “crise da memória”, marcada pela escassez de chips de RAM, deve provocar a maior queda da história nas vendas de celulares. Segundo projeção divulgada pela consultoria IDC, as fabricantes venderão 1,1 bilhão de smartphones em todo o mundo em 2026, o que representa uma redução de 12,9% em relação a 2025.
A informação foi divulgada por “Reuters”, com base em relatório da IDC publicado nesta quinta-feira (26). De acordo com o levantamento, a crise da memória RAM não se trata de um impacto pontual. Pelo contrário, o cenário pode se estender até meados de 2027, período no qual o mercado deverá apresentar recuperação tímida.
Além disso, a IDC projeta que, no próximo ano, as vendas crescerão apenas 2%, o que demonstra um ritmo lento de retomada. Somente em 2028, segundo a consultoria, o setor poderá registrar crescimento mais robusto, estimado em 5,2%.
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Crise da memória RAM atinge principalmente celulares Android de baixo custo
A crise dos chips de memória RAM impacta diretamente a produção de smartphones, especialmente os modelos Android de entrada. Conforme o relatório, a escassez afetará principalmente os celulares de baixo custo, uma vez que esses aparelhos operam com margens menores e dependem fortemente de componentes acessíveis.
Por outro lado, Apple e Samsung não deverão sentir o impacto de forma tão intensa. Isso ocorre porque as duas fabricantes mantêm posicionamento sólido no segmento de aparelhos topo de linha, que apresentam maior margem de lucro e maior poder de repasse de custos ao consumidor.
A RAM, sigla para “memória de acesso aleatório”, desempenha papel fundamental no funcionamento dos dispositivos. Quando um aplicativo é aberto no celular, é justamente a memória RAM que armazena temporariamente os dados necessários para que o programa funcione corretamente. Portanto, sem chips suficientes, a produção de smartphones sofre impacto direto.
Além dos celulares e computadores, os chips de memória também estão presentes em smart TVs, tablets, consoles de videogame, relógios inteligentes, aspiradores robô, carros, impressoras e diversos outros dispositivos conectados. Dessa forma, a crise da memória RAM possui potencial de atingir múltiplos segmentos da indústria de tecnologia.
Preços sobem 14% e mercado pode passar por mudança sísmica
Com a oferta reduzida de chips de processamento e armazenamento, os preços subiram significativamente. Como consequência direta, as margens de lucro das fabricantes sofreram pressão.
Diante desse cenário, a IDC afirmou que a média de preço dos smartphones deverá subir 14% em 2026. Essa elevação reflete uma mudança estratégica das fabricantes, que passarão a priorizar aparelhos com maior margem de lucro para compensar o aumento nos custos dos componentes.
Nabila Popal, diretora sênior de pesquisa da IDC, alertou que a crise não provocará apenas uma queda temporária nas vendas. Segundo ela, o mercado pode passar por uma reestruturação profunda. “As tarifas e a crise da pandemia parecem uma piada em comparação a isso”, declarou Popal à Bloomberg. “O mercado de smartphones testemunhará uma mudança sísmica até o fim desta crise.”
Portanto, a crise da memória RAM não se limita a números negativos nas vendas. Ela sinaliza uma transformação estrutural no mercado global de smartphones, que poderá redefinir estratégias, portfólios e preços até pelo menos 2028.
Você acredita que os consumidores vão aceitar um aumento de 14% nos preços dos smartphones ou o mercado pode encolher ainda mais?

Acredito que as vendas de smartphones tenha uma pequena queda nas vendas entre 2 a 3 por % em relação a novas vendas diretas pois com aumento de preços as pessoas devam segurar a compra de novos smartphones por um período de 2 a 3 anos. Apple e Samsung devem sentir essa pequena variação no curto tempo mais não afetará tanto suas vendas pois tem margens de lucro maiores que as rivais menores.