Correios concentram R$ 10 bilhões em dívida garantida pelo Tesouro Nacional, equivalentes a quase 78% do total avalizado para estatais, após empréstimo contratado com cinco bancos para pagar salários, precatórios e outras obrigações atrasadas da empresa.
Os Correios aparecem como a estatal com o maior volume de dívida garantida pelo Tesouro Nacional, com R$ 10 bilhões em empréstimo avalizado. O valor representa 77,6% de todas as operações de crédito que têm o Tesouro como fiador, conforme dados divulgados nesta terça-feira (27/1).
Correios concentram maior dívida garantida pelo Tesouro
As informações fazem parte do Relatório Quadrimestral de Operações de Crédito Garantidas (RQG), referente ao terceiro quadrimestre de 2025. O documento foi divulgado pelo Tesouro Nacional e apresenta os dados de avalização de empréstimos.
Em 2025, os Correios realizaram o empréstimo de maior valor avalizado pelo Tesouro. A operação foi destinada ao pagamento de obrigações atrasadas da estatal, incluindo salários, precatórios e dívidas.
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Empréstimo dos Correios envolve cinco bancos
O empréstimo contratado pelos Correios teve valor total de R$ 12 bilhões. Apesar disso, o relatório do Tesouro menciona garantia de R$ 10 bilhões para a operação.
O contrato foi assinado no fim de dezembro com um grupo de cinco bancos. Participam do acordo Bradesco, Itaú, Santander, Caixa e Banco do Brasil.
A operação terá duração de 15 anos, com prazo até 2040. O período foi definido no acordo firmado entre os Correios e as instituições financeiras.
Outras estatais aparecem no relatório
Além dos Correios, outras duas estatais têm empréstimos com garantia da União por meio do Tesouro Nacional. A Eletronuclear aparece com o segundo maior volume, de R$ 2,679 bilhões.
A participação da Eletronuclear corresponde a 0,8% de todas as garantias do Tesouro. Na terceira posição está a Eletrobrás, com R$ 197,3 milhões, o equivalente a 0,1% das garantias.
O total de empréstimos avalizados para estatais pelo Tesouro é de R$ 12,87 bilhões. Como os Correios respondem por R$ 10 bilhões desse montante, a participação da estatal corresponde a 77,7% do total.
