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Coreia do Sul vai produzir em massa um laser que derruba drones por menos de R$ 8 cada disparo e o resultado nos testes foi taxa de sucesso de 100%…

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Escrito por Douglas Avila Publicado em 17/04/2026 às 19:00 Atualizado em 17/04/2026 às 19:02
Sistema laser anti-drone LRCA Block-I da Coreia do Sul disparando feixe contra drone.
A Coreia do Sul será o primeiro país do mundo a operar lasers anti-drone produzidos em massa — cada disparo custa apenas US$ 1,50.
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Com custo de US$ 1,50 por disparo contra dezenas de milhares de dólares de um míssil convencional, o laser LRCA Block-I da Coreia do Sul é a primeira arma de energia dirigida produzida em massa no mundo — e foi projetada para destruir os drones baratos que mudaram a guerra moderna

A Coreia do Sul vai produzir em massa um laser que derruba drones por menos de R$ 8 cada disparo. O sistema LRCA Block-I, desenvolvido pela Hanwha Aerospace, é uma arma de energia dirigida que neutraliza multicópteros e drones pequenos com um feixe de 20 kW que aquece o alvo a mais de 700°C em 10 a 20 segundos.

O contrato de produção em massa foi assinado em 25 de junho de 2024. A implantação inicial nas forças armadas sul-coreanas estava prevista para o final de 2024, tornando a Coreia do Sul o primeiro país do mundo a operar lasers anti-drone produzidos em série.

“Ao assinar o contrato de produção em massa do Block-I, nosso país se tornou uma nação líder na implantação de armas a laser em operações militares”, afirmou Lee Dong-seok, chefe da Divisão de Projetos de Armas Guiadas da DAPA, conforme o Korea JoongAng Daily.

Os números do laser anti-drone

  • Custo por disparo: US$ 1,50 (~R$ 8,30)
  • Potência: 20 kW (laser de fibra óptica)
  • Tempo de irradiação: 10 a 20 segundos
  • Temperatura no alvo: acima de 700°C
  • Dimensões: 9m × 3m × 3m (sobre veículo blindado)
  • Investimento total: US$ 63 milhões (87,1 bilhões de won)
  • Contrato de produção: ~US$ 72 milhões (100 bilhões de won)
  • Taxa de sucesso nos testes: 100%
  • Fabricante: Hanwha Aerospace
Drone destruído por arma laser caindo com fumaça em teste militar.
O laser aquece o alvo a mais de 700°C em 10 a 20 segundos, danificando motores e circuitos e forçando a queda.

Por que um laser de R$ 8 muda as regras da guerra

Cada míssil convencional usado para derrubar um drone custa dezenas de milhares de dólares. Drones baratos, por outro lado, custam entre US$ 1.000 e US$ 10.000. A conta é simples: defender custa mais que atacar. Por isso, exércitos na Ucrânia e no Oriente Médio enfrentam esgotamento de munição ao combater enxames de drones baratos.

O laser anti-drone inverte essa lógica. A US$ 1,50 por disparo, o custo de defesa cai para uma fração do custo do atacante. Além disso, o laser depende apenas de suprimento elétrico — não há munição física que acabe.

O sistema é silencioso, invisível e preciso. Rastreia o drone por radar, direciona o feixe e destrói motores, circuitos ou baterias sem explosão. A C4ISRNET detalha como a ameaça de drones norte-coreanos motivou a urgência do programa.

Torreta do sistema laser LRCA Block-I com rastreamento óptico sobre veículo blindado.
O Block-I foi desenvolvido pela Hanwha Aerospace com investimento de US$ 63 milhões e taxa de sucesso de 100% nos testes.

Limitações e contrapontos

O Block-I tem alcance curto, otimizado para drones pequenos. Em condições de fumaça, neblina ou chuva, o laser perde eficácia porque o feixe se dispersa. O equipamento também exige alto consumo de energia e sistemas de resfriamento volumosos.

Lee Illwoo, especialista da Korea Defense Network, questiona a viabilidade contra múltiplos drones simultâneos: “Armas de micro-ondas de alta potência seriam melhores quando drones inimigos são lançados em grandes números simultaneamente.”

A DAPA já trabalha no Block-II, versão com maior alcance e potência para ameaças maiores, incluindo aeronaves e potencialmente mísseis balísticos. Os EUA planejam competição para laser anti-drone em 2026, mas ainda não têm produção em massa confirmada. Para detalhes, consulte a Army Recognition e a NDTV.

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Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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