Em plena Operação Escudo do Deserto, um radar detectou um objeto rápido demais para ser ignorado, e dois F 14 decolaram para investigar o possível míssil. A tensão só caiu quando a Marinha percebeu que perseguia o Concorde voando a Mach 2 muito acima da patrulha comum
Um Concorde voou tão alto certa vez que a Marinha dos Estados Unidos enviou caças F 14 para interceptá lo, e apenas o instinto de um piloto experiente evitou que a tensão aumentasse.
O jato supersônico cruzava o Mar Vermelho quando os radares militares registraram um objeto não identificado se movendo a uma velocidade impressionante.
O que parecia uma ameaça era, na verdade, o avião comercial mais veloz já construído seguindo seu curso habitual em alta altitude.
-
Empreendedor que começou aos 13 anos em São Paulo distribuindo panfletos de bike, pagava colegas para ajudar, lavava copos aos fins de semana e hoje comanda um complexo gastronômico de 4 mil m² na Zona Leste
-
Na China, trabalhadores controlam robôs humanoides com óculos de realidade virtual e sensores no corpo, cada movimento vira dado para ensinar máquinas a dobrar roupas, abastecer lojas e trabalhar em fábricas
-
Úrsula Romão, aluna de 12 anos da rede municipal de Alagoas, cresceu resolvendo desafios de matemática em casa, conquistou duas medalhas de ouro na OBMEP e agora mira estudar no IMPA Tech, um dos centros mais disputados de matemática e tecnologia do Brasil
-
Ímã de mais de 360 quilos, criado para uma máquina de cirurgia cardíaca e avaliado em cerca de US$ 100 mil, é lançado no mar durante pescaria magnética e retira do fundo uma espingarda encurtada com o número de série raspado
Os operadores observaram por alguns instantes um cenário digno de alerta máximo, já que os caças mais avançados disponíveis perseguiram um avião de passageiros em plena aceleração.
A confusão gerou a pergunta que ecoou entre os militares: seria um pássaro, um míssil ou algo ainda mais inesperado. A resposta surgiu logo depois. Era apenas o Concorde.
A perseguição que virou identificação em pleno voo
Em agosto de 1990, durante a Operação Escudo do Deserto, o esquadrão VF 32 da Marinha detectou um sinal enigmático subindo a uma altitude considerada impossível.
A suspeita de que se tratava de um míssil fez com que dois F 14 fossem enviados para investigar o objeto que cortava o céu a velocidades extremas.
O oficial de interceptação David Hey Joe Parsons estava em um dos jatos e decidiu usar sua câmera para observar melhor o alvo.
Com o zoom no máximo, a suposta aeronave hostil revelou se como o elegante Concorde voando a Mach 2. Não havia mísseis ou ataques, apenas o avião de luxo cumprindo seu trajeto com a potência que o consagrou.
O modelo voava a cerca de sessenta mil pés, muito acima da patrulha comum, e isso dificultou a aproximação dos F 14, que não conseguiram reduzir a distância.
Parsons então conseguiu apenas confirmar visualmente que o ponto misterioso era o famoso jato supersônico.
Assim que a identificação foi feita, os caças recuaram e o Concorde seguiu seu voo sem qualquer interrupção.
Um possível incidente militar transformou se em um raro registro de encontro entre duas máquinas de ponta.
Destaques tecnológicos de ponta do Concorde
Design com nariz rebaixado que ajudava na visibilidade durante decolagens e pousos.
Motores Olympus 593 equipados com pós combustão que permitiam o voo comercial supersônico.
Velocidade de cruzeiro Mach 2 alcançando cerca de mil trezentas e cinquenta milhas por hora.
Freios de fibra de carbono que reduziram o desgaste em operações de alta velocidade.
Formato de asa delta que garantiu estabilidade em diferentes fases do voo.
