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Ímã de mais de 360 quilos, criado para uma máquina de cirurgia cardíaca e avaliado em cerca de US$ 100 mil, é lançado no mar durante pescaria magnética e retira do fundo uma espingarda encurtada com o número de série raspado

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 24/06/2026 às 17:30 Atualizado em 24/06/2026 às 18:17
Descubra como um ímã se tornou uma ferramenta de pesca magnética e revelou objetos surpreendentes no fundo do mar.
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A experiência mostrada pelo canal Prop Department começou como uma busca por objetos metálicos em uma área próxima a um farol e terminou com a descoberta de uma espingarda aparentemente modificada. O equipamento utilizado pesa cerca de 800 libras, pertenceu a um sistema robótico de cirurgia cardíaca e foi operado sobre uma barcaça com guindaste.

Um ímã permanente retirado de uma máquina usada em cirurgias cardíacas robóticas foi transformado em uma ferramenta de pesca magnética e acabou encontrando uma espingarda com o número de série raspado. A experiência foi registrada pelo canal Prop Department em um vídeo publicado no dia 12 de janeiro.

Com aproximadamente 800 libras, o equivalente a mais de 360 quilos, o equipamento foi instalado em uma barcaça equipada com guindaste. A proposta era baixar o ímã até o fundo de uma área costeira da Flórida, nos Estados Unidos, e verificar quais objetos metálicos haviam permanecido escondidos sob a água.

O local escolhido para as primeiras tentativas ficava próximo a um farol e a um distrito histórico, a cerca de seis milhas do ponto de partida. Segundo os responsáveis pelo canal, a presença de um hotel antigo e de construções históricas aumentava a possibilidade de objetos terem sido perdidos ou descartados naquela região ao longo dos anos.

Primeiras buscas renderam apenas pequenos objetos

Apesar da potência do ímã, as primeiras descidas não produziram o resultado esperado. O equipamento foi colocado próximo ao fundo enquanto a barcaça avançava lentamente, permitindo que o campo magnético cobrisse uma área maior.

Na primeira verificação, o grupo encontrou apenas um pequeno pedaço de metal coberto por sujeira e organismos marinhos. Em outro ponto, o ímã recolheu um anzol de pesca. Os participantes destacaram que o objeto poderia representar risco para tartarugas e outros animais caso continuasse no ambiente.

A força da corrente e o acúmulo de lama dificultavam o trabalho. Objetos pesados poderiam estar completamente soterrados, reduzindo a capacidade do campo magnético de alcançá-los. Ainda assim, a equipe continuou percorrendo a região em busca de estruturas metálicas, ferramentas, peças de embarcações ou objetos históricos.

A operação chegou a ser interrompida por agentes responsáveis pela fiscalização marítima. Durante a abordagem, foram apontadas irregularidades relacionadas aos equipamentos obrigatórios da embarcação, como extintor de incêndio, boia, dispositivo sonoro, documentos e identificação.

Depois das orientações, o grupo retomou a atividade em outro trecho da costa, acompanhado pelo proprietário da barcaça.

Área próxima a uma ponte mudou o rumo da busca

A descoberta mais importante aconteceu nas proximidades de uma ponte e de um antigo restaurante. A indicação do local partiu do proprietário da embarcação, que conhecia a região e acreditava que o fundo poderia concentrar objetos descartados ao longo do tempo.

Nas primeiras passagens, o ímã recolheu uma pequena peça semelhante a um estojo, uma ferramenta e um alicate coberto por lama. O material demonstrava que havia objetos metálicos acumulados no trecho.

Durante uma nova tentativa, surgiu a informação de que um motociclista teria parado sobre a ponte meses antes e jogado alguma coisa na água. A história não foi confirmada, mas fez com que os participantes concentrassem as buscas naquele ponto.

Pouco depois, o guindaste começou a erguer um objeto maior. Quando o material apareceu acima da superfície, o grupo identificou o cano e parte da estrutura de uma espingarda.

A arma estava coberta por lama e organismos aquáticos. Segundo os integrantes da gravação, tratava-se de uma espingarda Mossberg que havia sido encurtada. Grande parte dos componentes externos já não estava presente, possivelmente porque algumas peças eram produzidas em plástico e não foram atraídas pelo ímã.

O detalhe que mais chamou a atenção foi o número de série, que aparentava ter sido raspado. Os participantes levantaram a possibilidade de a arma estar ligada a alguma atividade criminosa, mas não havia qualquer informação, durante a gravação, que confirmasse sua origem ou eventual utilização em um crime.

Polícia foi chamada após retirada da espingarda

Com o fim do dia e a redução da luz, a equipe encerrou a pesca magnética e levou a barcaça de volta. Como a maré estava baixa, o guindaste precisou alcançar cerca de 30 pés para retirar o ímã da água e colocá-lo novamente sobre o reboque.

Depois de guardar o equipamento, os responsáveis pelo canal entraram em contato com a linha não emergencial da polícia. Durante a ligação, informaram que haviam encontrado uma arma de fogo com o número de série aparentemente apagado e perguntaram como deveriam proceder.

Um representante do xerife compareceu ao local, examinou a espingarda e recolheu o objeto. O vídeo não apresenta informações posteriores sobre perícia, identificação do proprietário ou possível relação da arma com alguma investigação.

Ímã era utilizado para movimentar cateter dentro do coração

Além da busca no fundo do mar, o vídeo mostrou a origem do equipamento. O ímã havia pertencido a uma máquina de navegação magnética robótica desenvolvida para auxiliar procedimentos médicos no coração.

O sistema utiliza dois grandes ímãs posicionados ao redor do paciente. Ao mudar a orientação do campo magnético, o equipamento permite que o médico conduza um cateter com movimentos extremamente precisos dentro do coração.

Esse tipo de tecnologia pode ser empregado em procedimentos de ablação, nos quais determinadas áreas do tecido cardíaco responsáveis por alterações no ritmo são isoladas ou tratadas. O médico controla o cateter a partir de uma estação, enquanto o sistema ajusta a posição dos ímãs.

A visita também apresentou diferentes gerações da máquina. Os modelos mais recentes ficaram menores, mais fáceis de instalar e contam com estruturas projetadas para limitar a dispersão do campo magnético.

Segundo os representantes da fabricante entrevistados no vídeo, robôs cirúrgicos desse porte podem custar valores próximos de US$ 2 milhões. Já o grande ímã usado na pescaria teria custado cerca de US$ 100 mil quando foi fabricado.

Criado originalmente para ajudar médicos a conduzir instrumentos dentro do coração, o equipamento terminou o dia cumprindo uma função completamente diferente: retirar do fundo da água uma arma cuja história passou a depender da análise das autoridades.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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