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Com motor 1.0 Firefly, direção elétrica, 12,5 km/l na cidade, modelo da Fiat é um dos mais baratos do Brasil, mas preço com opcionais ultrapassa R$ 87 mil e levanta dúvidas sobre o custo-benefício; veja tudo sobre o Fiat Mobi Trekking 2026

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 20/12/2025 às 23:26
Assista o vídeoFiat Mobi Trekking 2026 ganha motor Firefly e direção elétrica, faz 12,5 km/l na cidade, mas com opcionais passa de R$ 87 mil e levanta dúvidas sobre custo-benefício.
Fiat Mobi Trekking 2026 ganha motor Firefly e direção elétrica, faz 12,5 km/l na cidade, mas com opcionais passa de R$ 87 mil e levanta dúvidas sobre custo-benefício.
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Motor atualizado, consumo urbano eficiente e preço final elevado colocam o Fiat Mobi Trekking 2026 no centro do debate sobre custo-benefício entre carros de entrada, após mudanças mecânicas, nova calibração de testes e pacote de opcionais que altera significativamente o valor final.

O Fiat Mobi Trekking 2026 permanece como uma das portas de entrada mais acessíveis para quem busca um carro zero-quilômetro no Brasil, agora com mudanças relevantes no conjunto mecânico e na condução.

O subcompacto adotou o motor 1.0 Firefly de três cilindros, passou a contar com direção elétrica e apresentou consumo urbano de 12,5 km/l com gasolina e ar-condicionado ligado no teste relatado.

Ainda assim, a escalada de preços com a inclusão de opcionais faz o valor final ultrapassar os R$ 87 mil, reacendendo o debate sobre o custo-benefício do modelo.

Segundo reportagem publicada pela Autoesporte, o reencontro com o Mobi acontece quatro anos depois de um primeiro teste feito em 2021, quando o hatch ainda usava o antigo motor 1.0 Fire.

Desde então, tanto o carro quanto o contexto de mercado mudaram.

O modelo precisou se adequar a normas de emissões mais rígidas e passou a oferecer um conjunto mais moderno, enquanto os preços dos veículos de entrada avançaram de forma significativa no Brasil.

Motor 1.0 Firefly e novas exigências ambientais

A principal novidade técnica está sob o capô.

Por força das exigências da fase L8 do Proconve, o Mobi abandonou definitivamente o motor Fire de quatro cilindros para adotar o 1.0 Firefly, de três cilindros e seis válvulas.

Embora essa combinação não seja inédita na história do modelo, ela ganha novo peso no cenário atual.

Fiat Mobi Trekking 2026 ganha motor Firefly e direção elétrica, faz 12,5 km/l na cidade, mas com opcionais passa de R$ 87 mil e levanta dúvidas sobre custo-benefício.
Fiat Mobi Trekking 2026 ganha motor Firefly e direção elétrica, faz 12,5 km/l na cidade, mas com opcionais passa de R$ 87 mil e levanta dúvidas sobre custo-benefício.

Entre 2017 e 2020, versões mais caras do Mobi chegaram a usar esse motor, inclusive com câmbio automatizado, antes de a configuração sair de linha.

Agora, a Fiat trouxe o Firefly de volta como solução permanente.

Consumo urbano e nova metodologia de testes

De acordo com apuração do jornal Autoesporte, a mudança de motor foi acompanhada por uma atualização na forma de medir consumo.

Os testes mais recentes passaram a ser feitos com gasolina no tanque e ar-condicionado ligado, o que impede uma comparação direta com os números obtidos em avaliações anteriores, realizadas em condições diferentes.

Ainda assim, o resultado registrado indica um perfil claramente urbano.

Foram 12,5 km/l na cidade e 12,3 km/l na estrada, sempre com gasolina.

No uso cotidiano descrito, esse desempenho se traduz em autonomia urbana próxima de 550 quilômetros, suficiente para vários dias de deslocamento sem reabastecer.

O dado ajuda a explicar por que o Mobi segue atraente para motoristas de aplicativo e para quem usa o carro como ferramenta de trabalho, especialmente em grandes centros.

Direção elétrica e evolução na condução

Outro ponto destacado é a adoção da direção elétrica, substituindo a hidráulica.

Fiat Mobi Trekking 2026 ganha motor Firefly e direção elétrica, faz 12,5 km/l na cidade, mas com opcionais passa de R$ 87 mil e levanta dúvidas sobre custo-benefício.
Fiat Mobi Trekking 2026 ganha motor Firefly e direção elétrica, faz 12,5 km/l na cidade, mas com opcionais passa de R$ 87 mil e levanta dúvidas sobre custo-benefício.

A alteração reduz esforço em manobras, melhora a sensação em baixas velocidades e contribui para tornar o carro mais amigável no trânsito intenso.

A combinação com o novo motor resultou em uma condução mais agradável do que a do Mobi testado em 2021, ainda que dentro dos limites esperados para um subcompacto.

O jornal também apontou que houve avanço nos números de desempenho.

Segundo dados da fabricante citados no texto original, o Mobi Trekking 2026 acelera de zero a 100 km/h em 13,8 segundos, cerca de um segundo mais rápido que a versão equipada com o antigo motor Fire.

A potência declarada é de 75 cv, com torque máximo na casa dos 10,7 kgfm, sempre associado ao câmbio manual de cinco marchas.

Na prática, a calibração prioriza respostas rápidas em baixa e média rotação.

Isso exige trocas constantes de marcha, favorecidas pelas relações curtas da transmissão.

Por outro lado, o curso longo da alavanca e os engates pouco precisos permanecem como ponto criticado, limitando o prazer ao volante mesmo com a melhora geral do conjunto.

Quando a velocidade aumenta, o fôlego diminui, reforçando a vocação urbana do modelo.

Esse comportamento fica evidente no consumo rodoviário levemente pior que o urbano.

Espaço interno limitado e conforto restrito

Se mecanicamente o Mobi evoluiu, o mesmo não pode ser dito do espaço interno.

Segundo a reportagem da Autoesporte, o conforto é o principal ponto de contenção da empolgação.

O banco do motorista tem dimensões reduzidas e espuma de baixa densidade, o que provoca cansaço após algumas horas de uso.

A limitação se repete no banco traseiro, reflexo direto da carroceria estreita e curta.

O entre-eixos de 2,30 metros é um dos menores entre carros de passeio novos vendidos no Brasil.

O porta-malas de 200 litros reforça o posicionamento urbano e individual do modelo.

Fiat Mobi Trekking 2026 ganha motor Firefly e direção elétrica, faz 12,5 km/l na cidade, mas com opcionais passa de R$ 87 mil e levanta dúvidas sobre custo-benefício.
Fiat Mobi Trekking 2026 ganha motor Firefly e direção elétrica, faz 12,5 km/l na cidade, mas com opcionais passa de R$ 87 mil e levanta dúvidas sobre custo-benefício.

Para quem transporta passageiros ou bagagens com frequência, essas medidas impõem restrições claras.

Vão livre elevado e proposta urbana robusta

Ainda assim, o Mobi Trekking tenta compensar com atributos práticos para o dia a dia.

O vão livre do solo de 19 centímetros permite enfrentar lombadas, valetas e ruas esburacadas com menos preocupação.

O acerto da suspensão segue a mesma lógica, priorizando robustez e absorção de irregularidades comuns nas cidades.

A linha 2026 também trouxe mudanças visuais e funcionais na cabine.

O painel antigo deu lugar ao da Strada, modelo com o qual o Mobi compartilha plataforma e portas dianteiras.

As saídas de ar maiores e o novo desenho do nicho da central multimídia modernizam o interior.

Na versão Trekking, a tela de 7 polegadas é item de série e oferece Android Auto e Apple CarPlay sem fio.

A lista de equipamentos inclui ainda ar-condicionado, vidros e travas elétricos, volante com regulagem de altura, comandos de som, monitoramento da pressão dos pneus e computador de bordo.

A atualização estética externa foi discreta, com redesenho de adesivos, peças em preto brilhante e opção de teto escurecido mediante pagamento adicional.

Preço com opcionais reacende debate sobre custo-benefício

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É justamente no momento de configurar o carro que surge a maior controvérsia.

A reportagem relata que os pacotes opcionais, embora apresentados separadamente, acabam sendo interdependentes.

Com isso, o preço final chega a R$ 87.270.

Nesse patamar, o Mobi Trekking passa a custar mais do que modelos maiores e de projeto mais recente.

Dentro da própria Fiat, o texto menciona a existência de alternativas no mercado de seminovos, como versões mais equipadas e espaçosas, com câmbio automático e desempenho superior.

A comparação não ignora o apelo do carro zero-quilômetro, com garantia de fábrica e manutenção previsível.

Ainda assim, reforça a dúvida central que acompanha o Mobi desde gerações anteriores.

Com avanços claros em eficiência e dirigibilidade, mas limitações persistentes em espaço e preço final elevado quando equipado, o Fiat Mobi Trekking 2026 consegue justificar o valor pedido ou continua sendo uma escolha difícil frente às opções disponíveis no mercado brasileiro atual?

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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