1. Início
  2. / Ciência e Tecnologia
  3. / Cientistas flagraram o nascimento do “ímã” mais poderoso do universo, um monstro cósmico com campo até 300 trilhões de vezes mais forte que o da Terra
Tempo de leitura 2 min de leitura Comentários 0 comentários

Cientistas flagraram o nascimento do “ímã” mais poderoso do universo, um monstro cósmico com campo até 300 trilhões de vezes mais forte que o da Terra

Publicado em 20/03/2026 às 21:36
Atualizado em 20/03/2026 às 21:42
Ímã, Espaço, Magnetar
Imagem: Ilustração
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
16 pessoas reagiram a isso.
Reagir ao artigo

Astrônomos identificaram pela primeira vez o nascimento de um magnetar no interior de uma supernova superluminosa, em um registro inédito que ligou oscilações periódicas na luz ao efeito relativístico de Lense-Thirring e reforçou hipóteses sobre as explosões estelares mais brilhantes do universo

Astrônomos registraram pela primeira vez o nascimento de um magnetar dentro de uma supernova superluminosa, identificando sinais incomuns explicados pela relatividade geral de Einstein. A descoberta revela como esse objeto extremo surgiu no centro da explosão e por que isso importa para entender eventos estelares.

Descoberta do super ímã

O magnetar foi detectado no interior de uma explosão estelar colossal, em um registro considerado inédito.

A identificação só ocorreu porque os cientistas analisaram sinais incomuns vindos da supernova e encontraram uma explicação ligada à teoria da relatividade geral.

Objeto extremo

Magnetares estão entre os corpos mais extremos do universo. Eles surgem quando estrelas massivas colapsam no fim da vida, comprimindo uma massa equivalente à do Sol em uma esfera de poucos quilômetros e formando um corpo ultradenso.

Ímã, Espaço, Magnetar
Magnetar provavelmente possui campo magnético 300 trilhões de vezes maior que o da Terra (Imagem: Joseph Farah e Curtis McCully/Observatório Las Cumbres)

Esse objeto gira rapidamente e produz campos magnéticos colossais, que podem ser até cerca de 300 trilhões de vezes mais intensos que o da Terra. Por isso, o magnetar é descrito como um verdadeiro super ímã.

A supernova observada era classificada como superluminosa. Diferente de explosões estelares comuns, esse tipo de evento permanece visível por mais tempo e apresenta padrões de brilho incomuns, incluindo oscilações periódicas na luminosidade percebidas como um chiado crescente.

Explicação

Os cientistas ligaram esse comportamento à precessão de Lense-Thirring. Segundo a teoria de Einstein, objetos extremamente massivos e em rotação podem arrastar o próprio espaço-tempo ao redor, fazendo o disco de matéria oscilar como um pião desalinhado.

Esse movimento fazia a luz ser parcialmente bloqueada e refletida em intervalos específicos, criando um efeito de piscar detectado pelos telescópios.

Foi esse padrão que revelou o magnetar (super ímã) no coração da explosão e confirmou uma hipótese atniga sobre as supernovas mais brilhantes.

Foi a primeira vez em que a relatividade geral se mostrou essencial para explicar a dinâmica da explosão.

Com informações de Aventuras na História.

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Romário Pereira de Carvalho

Já publiquei milhares de matérias em portais reconhecidos, sempre com foco em conteúdo informativo, direto e com valor para o leitor. Fique à vontade para enviar sugestões ou perguntas

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x