Astrônomos identificaram pela primeira vez o nascimento de um magnetar no interior de uma supernova superluminosa, em um registro inédito que ligou oscilações periódicas na luz ao efeito relativístico de Lense-Thirring e reforçou hipóteses sobre as explosões estelares mais brilhantes do universo
Astrônomos registraram pela primeira vez o nascimento de um magnetar dentro de uma supernova superluminosa, identificando sinais incomuns explicados pela relatividade geral de Einstein. A descoberta revela como esse objeto extremo surgiu no centro da explosão e por que isso importa para entender eventos estelares.
Descoberta do super ímã
O magnetar foi detectado no interior de uma explosão estelar colossal, em um registro considerado inédito.
A identificação só ocorreu porque os cientistas analisaram sinais incomuns vindos da supernova e encontraram uma explicação ligada à teoria da relatividade geral.
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Objeto extremo
Magnetares estão entre os corpos mais extremos do universo. Eles surgem quando estrelas massivas colapsam no fim da vida, comprimindo uma massa equivalente à do Sol em uma esfera de poucos quilômetros e formando um corpo ultradenso.

Esse objeto gira rapidamente e produz campos magnéticos colossais, que podem ser até cerca de 300 trilhões de vezes mais intensos que o da Terra. Por isso, o magnetar é descrito como um verdadeiro super ímã.
A supernova observada era classificada como superluminosa. Diferente de explosões estelares comuns, esse tipo de evento permanece visível por mais tempo e apresenta padrões de brilho incomuns, incluindo oscilações periódicas na luminosidade percebidas como um chiado crescente.
Explicação
Os cientistas ligaram esse comportamento à precessão de Lense-Thirring. Segundo a teoria de Einstein, objetos extremamente massivos e em rotação podem arrastar o próprio espaço-tempo ao redor, fazendo o disco de matéria oscilar como um pião desalinhado.
Esse movimento fazia a luz ser parcialmente bloqueada e refletida em intervalos específicos, criando um efeito de piscar detectado pelos telescópios.
Foi esse padrão que revelou o magnetar (super ímã) no coração da explosão e confirmou uma hipótese atniga sobre as supernovas mais brilhantes.
Foi a primeira vez em que a relatividade geral se mostrou essencial para explicar a dinâmica da explosão.
Com informações de Aventuras na História.

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