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Cientistas descobrem super-Terra a apenas 25 anos-luz que pode reunir condições para abrigar vida fora do Sistema Solar; conheça o GJ 3378b

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Escrito por Ruth Rodrigues Publicado em 08/07/2026 às 17:40 Atualizado em 08/07/2026 às 17:43
Descubra o GJ 3378b, exoplaneta a 25 anos-luz que pode abrigar vida. Entenda os desafios e esperanças desta descoberta astronômica recente.
Descubra o GJ 3378b, exoplaneta a 25 anos-luz que pode abrigar vida. Entenda os desafios e esperanças desta descoberta astronômica recente. Fonte: Nikolai Berman/UC Irvine.
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Descubra o GJ 3378b, exoplaneta a 25 anos-luz que pode abrigar vida. Entenda os desafios e esperanças desta descoberta astronômica recente.

A busca por mundos capazes de sustentar vida avançou com a identificação do GJ 3378b, um exoplaneta localizado a cerca de 25 anos-luz da Terra. Descoberto por pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Irvine (UCI), este astro é classificado como uma “super-Terra” por ter aproximadamente o dobro do tamanho do nosso planeta.

Embora a distância seja vasta, ela é considerada “porta a porta” quando comparada ao diâmetro total da Via Láctea, que atinge 100 mil anos-luz. A descoberta foi relatada em estudo publicado na revista The Astrophysical Journal.

O mistério da atmosfera no GJ 3378b

Apesar de sua localização em uma zona favorável, a existência de uma camada gasosa no GJ 3378b ainda é um enigma que os cientistas precisam desvendar. O planeta situa-se na borda do chamado “litoral cósmico”, uma área onde a radiação estelar é intensa o suficiente para determinar se o astro consegue manter sua atmosfera.

Se o exoplaneta estiver fora da faixa protegida, a radiação pode ter destruído essa camada, de forma semelhante ao que se acredita ter acontecido com Marte em eras passadas. Sem essa proteção, a manutenção de água líquida torna-se improvável, o que dificultaria o desenvolvimento de condições ideais para a vida.

Descubra o GJ 3378b, exoplaneta a 25 anos-luz que pode abrigar vida. Entenda os desafios e esperanças desta descoberta astronômica recente.
Descubra o GJ 3378b, exoplaneta a 25 anos-luz que pode abrigar vida. Entenda os desafios e esperanças desta descoberta astronômica recente. Fonte: Nikolai Berman/UC Irvine.

O grande trunfo científico do GJ 3378b é sua órbita, que o coloca dentro da zona habitável, região onde a temperatura permite a existência de água líquida na superfície.

Conforme explicou Paul Robertson, professor de astronomia da UCI, a “super-Terra” recebe aproximadamente 90% da radiação estelar que o nosso planeta recebe do Sol, situando-o exatamente no ponto ideal. Essa característica faz do GJ 3378b um dos melhores candidatos atuais para abrigar vida fora do Sistema Solar.

O papel das futuras missões espaciais

A confirmação da habitabilidade deste “vizinho” depende de tecnologias que ainda estão sendo desenvolvidas. Os pesquisadores esperam obter mais dados sobre o GJ 3378b através de futuras missões, focando na identificação de bioassinaturas — substâncias químicas na atmosfera que possam indicar origem biológica.

As expectativas para os próximos anos incluem:

  • A utilização do Observatório de Mundos Habitáveis, da NASA, previsto para a década de 2040.
  • A captura de imagens diretas do planeta para confirmar a presença de atmosfera.
  • A análise química da camada gasosa em busca de sinais de vida.

Por que essa descoberta é um marco para a ciência?

Estudar este exoplaneta vai além da catalogação astronômica; trata-se de entender a diversidade de mundos rochosos.

Segundo Gogod James, estudante da UCI: “Se um planeta na zona habitável tiver uma atmosfera adequada, podemos justificar pesquisas adicionais em busca de bioassinaturas, água líquida ou outros sinais de vida que requerem tanto uma atmosfera quanto a quantidade certa de aquecimento da estrela hospedeira.”

A exploração do GJ 3378b reforça a importância de investigar sistemas planetários próximos, consolidando este corpo celeste como um dos alvos mais cruciais para a astronomia das próximas décadas na busca por respostas sobre a vida além da Terra.

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Ruth Rodrigues

Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.

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