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Carregar o elétrico na estrada ficou mais fácil: multinacional brasileira WEG e Rede Graal levam 47 carregadores rápidos, de 22 a 120 kW, para 17 postos na Régis Bittencourt, Fernão Dias e Anhanguera

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Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 08/07/2026 às 18:21 Atualizado em 08/07/2026 às 18:24
WEG e Rede Graal levam 47 carregadores para carros elétricos às rodovias de SP, RJ e MG, com recarga rápida de veículos elétricos de 22 a 120 kW
WEG e Rede Graal levam 47 carregadores para carros elétricos às rodovias de SP, RJ e MG, com recarga rápida de veículos elétricos de 22 a 120 kW
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Quem viaja de carro elétrico pelo Sudeste ganhou um reforço e tanto nesta quarta-feira. Em 8 de julho de 2026, a WEG, multinacional brasileira sediada em Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, e a Rede Graal, uma das maiores redes de postos rodoviários do país, anunciaram a ampliação da malha de carregadores para carros elétricos nas principais estradas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Segundo o NSC Total, são 47 carregadores rápidos instalados em 17 postos, com potências que vão de 22 kW a 120 kW, num movimento que coloca a indústria catarinense na dianteira da recarga rápida de veículos elétricos no Brasil.

Segundo o CanalVE, a parceria fez a WEG passar a responder por cerca de 80% dos carregadores rápidos da Rede Graal, um salto que muda a escala da eletromobilidade nas rodovias. Os equipamentos usam os conectores CCS2 e Type 2, entregam energia em corrente contínua de 120 kW e em corrente alternada de 22 kW, e prometem devolver o carro à estrada em cerca de 30 minutos. Para quem está acostumado a esperar de quatro a cinco horas numa tomada comum, a diferença é gritante.

WEG passa a responder por 80% dos carregadores rápidos da Rede Graal

Com a nova parceria, a companhia catarinense passou a responder por 80% dos carregadores rápidos instalados nas unidades da rede (Foto: Divulgação, NSC Total)
Com a nova parceria, a companhia catarinense passou a responder por 80% dos carregadores rápidos instalados nas unidades da rede (Foto: Divulgação, NSC Total)

A parceria entre as duas empresas não é nova, mas acaba de ganhar outro patamar. A fabricante catarinense assumiu cerca de 80% dos carregadores rápidos que a rede opera nas estradas, o que a torna a principal fornecedora da tecnologia por trás desses pontos de abastecimento elétrico. É a indústria nacional ocupando um espaço que, por muito tempo, dependeu de equipamentos importados.

A Rede Graal atua em eletromobilidade desde 2013, quando pouca gente no Brasil sequer cogitava trocar a gasolina pela tomada. Essa dianteira deu à rede um repertório raro sobre o comportamento de quem roda de elétrico em viagens longas. Agora, com a WEG como parceira principal, a operação ganha padronização, assistência nacional e a robustez de quem fabrica os carregadores para carros elétricos dentro do próprio país.

O resultado prático aparece na malha viária. São 47 carregadores rápidos distribuídos por 17 postos, formando eletropostos em rodovias de altíssimo fluxo entre São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Cada ponto vira uma parada segura para recarregar, comer algo e seguir viagem sem o medo de ficar sem energia no meio do caminho.

Como funcionam os 47 carregadores para carros elétricos nas rodovias?

Com a nova parceria, a companhia catarinense passou a responder por 80% dos carregadores rápidos instalados nas unidades da rede (Foto: Divulgação, NSC Total)
Com a nova parceria, a companhia catarinense passou a responder por 80% dos carregadores rápidos instalados nas unidades da rede (Foto: Divulgação, NSC Total)

A lógica é simples e pensada para a estrada. Os carregadores para carros elétricos da rede se dividem em dois tipos de potência, cada um para uma necessidade. Os de 22 kW funcionam em corrente alternada e são classificados como semirrápidos, ideais para quem vai fazer uma refeição mais tranquila enquanto o carro recupera fôlego.

Um carro elétrico compacto plugado em uma estação de recarga, como as instaladas nos postos rodoviários. (Imagem ilustrativa)
Um carro elétrico compacto plugado em uma estação de recarga, como as instaladas nos postos rodoviários. (Imagem ilustrativa)

Já os de 120 kW operam em corrente contínua e entram na categoria de ultrarrápidos. Esses são os que de fato encurtam a viagem, porque despejam energia numa velocidade muito maior. Um detalhe faz diferença nos horários de pico: cada carregador de 120 kW traz dois conectores e consegue atender dois veículos ao mesmo tempo, o que reduz a formação de fila.

Para dar conta dos diferentes modelos que circulam pelo país, os equipamentos trazem os conectores CCS2, padrão da recarga em corrente contínua, e Type 2, usado na corrente alternada. Essa combinação amplia a compatibilidade e evita que o motorista chegue ao ponto e descubra que o plugue do seu carro não serve.

Do 22 kW ao 120 kW: o que muda entre recarga semirrápida e ultrarrápida

Vale entender a diferença, porque ela define quanto tempo você passa parado. A potência, medida em quilowatts, é basicamente a vazão de energia: quanto maior, mais rápido a bateria enche. Entre os carregadores para carros elétricos da rede, um de 22 kW é ótimo, mas trabalha num ritmo mais calmo, enquanto um de 120 kW foi feito para a pressa.

A corrente elétrica também muda tudo. Na corrente alternada, de 22 kW, o próprio carro converte a energia antes de armazená-la, o que impõe um teto de velocidade. Na corrente contínua, de 120 kW, a conversão acontece dentro do carregador e a energia entra direto na bateria. Por isso a recarga rápida de veículos elétricos de verdade acontece nos pontos de corrente contínua.

Chamar os 22 kW de semirrápido e os 120 kW de ultrarrápido não é firula de marketing. São categorias técnicas que ajudam o motorista a planejar a parada certa: um lanche rápido combina com o ultrarrápido, uma refeição completa pede o semirrápido. A Rede Graal oferece os dois tipos justamente para cobrir os dois cenários de viagem nesses eletropostos em rodovias.

Régis Bittencourt, Fernão Dias e Anhanguera: o mapa dos 17 postos

A área de serviço de uma rodovia, vista a partir da pista, tipo de ponto onde ficam os eletropostos. (Imagem ilustrativa) Crédito: Bill Boaden / CC BY-SA 2.0 (Wikimedia Commons).

A escolha das rodovias não foi aleatória. Os carregadores para carros elétricos estão em corredores que concentram parte do tráfego mais pesado do Sudeste. A Régis Bittencourt liga São Paulo ao Sul do país, a Fernão Dias conecta a capital paulista a Belo Horizonte, e a Anhanguera é uma das espinhas dorsais do interior de São Paulo.

A lista não para por aí. Os eletropostos em rodovias também aparecem na Bandeirantes, na Washington Luiz e na Marechal Rondon, todas com fluxo intenso de viagens de negócios e de lazer. Juntas, essas estradas formam uma malha que permite atravessar longas distâncias parando para recarregar em pontos estratégicos.

Espalhar 47 carregadores rápidos por 17 postos em três estados tem um efeito psicológico importante. O motorista passa a enxergar a viagem como uma sequência de paradas possíveis, não como um salto no escuro. É essa previsibilidade que transforma o elétrico numa opção real para pegar a estrada. Também é o que impulsiona a recarga rápida de veículos elétricos no interior do país.

Quanto tempo leva para recarregar o carro nesses eletropostos em rodovias?

Essa é a pergunta que mais aparece, e a resposta anima. Nos pontos de 120 kW em corrente contínua, esses carregadores para carros elétricos devolvem boa parte da autonomia em torno de 30 minutos, o ápice da recarga rápida de veículos elétricos. É o tempo de um café, uma ida ao banheiro e um lanche, aquilo que quase todo mundo já faz numa viagem longa de qualquer jeito.

A comparação com o passado explica o entusiasmo. Numa tomada comum, o mesmo carro poderia levar de quatro a cinco horas para carregar, algo inviável no meio de um trajeto. Ao cortar esse tempo para cerca de meia hora, os eletropostos em rodovias eliminam o maior gargalo da eletromobilidade, que sempre foi a espera.

Nos carregadores para carros elétricos de 22 kW, semirrápidos, o tempo é maior, e isso é proposital. Eles atendem quem vai parar por mais tempo, num almoço ou num descanso prolongado. A ideia é casar o tipo de carregador com o tipo de parada, para o motorista nunca ficar nem esperando demais nem com pressa demais.

WEMOB: a linha de carregadores para carros elétricos fabricada pela WEG em Santa Catarina

Por trás dos equipamentos está a linha WEMOB, a aposta da WEG em eletromobilidade. A empresa, sediada em Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, é uma multinacional brasileira conhecida no mundo todo por motores elétricos e soluções de energia, e levou essa bagagem para a fabricação dos carregadores para carros elétricos.

Produzir os carregadores para carros elétricos dentro do Brasil muda o jogo por vários motivos. Reduz a dependência de importados, encurta o prazo de manutenção e garante assistência técnica no mesmo fuso e no mesmo idioma do cliente. Quando um eletroposto para de funcionar, ter a fabricante WEG no próprio país acelera o conserto e mantém a rede no ar.

A linha WEMOB também dá à WEG um papel simbólico. Não se trata só de vender caixas de metal com tomada, mas de ancorar no Brasil uma tecnologia que muita gente imaginava que só viria de fora. É a indústria de Santa Catarina ajudando a desenhar o mapa da recarga rápida de veículos elétricos do país.

Da experiência de 2013 à liderança da Rede Graal na recarga rápida de veículos elétricos

A Rede Graal não chegou ontem a esse assunto. A rede atua em eletromobilidade desde 2013, um pioneirismo que poucos players do setor de postos podem exibir. Esse histórico explica por que a expansão atual acontece com tanta naturalidade: a estrutura e o conhecimento vinham sendo construídos havia mais de uma década.

Nivaldo Ary Nogueira Jr., gerente de expansão da Graal, está à frente desse crescimento. A operação de recarga é acessada pela plataforma movE, que organiza o uso dos carregadores para carros elétricos e conecta o motorista aos eletropostos em rodovias disponíveis na rede. É a camada digital que faz todo o sistema funcionar sem atrito.

Com a WEG respondendo por cerca de 80% dos carregadores rápidos, a Graal ganha padronização de ponta a ponta. Um mesmo tipo de equipamento, uma mesma lógica de manutenção e uma mesma experiência de uso em todos os eletropostos em rodovias da rede. É isso que transforma pontos isolados numa rede de verdade.

O que a chegada de novos carregadores para carros elétricos tem a ver com o Brasil?

Tem tudo a ver, e o motivo é bem concreto. O maior obstáculo à popularização do elétrico no Brasil nunca foi só o preço: é a chamada ansiedade de autonomia, o medo de ficar sem bateria longe de casa. Espalhar carregadores para carros elétricos ao longo das estradas ataca exatamente esse receio.

Enquanto a recarga existia só dentro das cidades, o elétrico era um carro para o dia a dia, não para a viagem. Ao levar eletropostos em rodovias para corredores como Régis Bittencourt, Fernão Dias e Anhanguera, a parceria WEG e Rede Graal muda essa equação e abre o interior do país para quem anda de elétrico.

Tem ainda o orgulho industrial. Ver uma multinacional brasileira de Santa Catarina liderando a recarga rápida de veículos elétricos nas estradas mostra que o país não precisa apenas importar essa transição, pode fabricá-la. Cada carregador WEMOB instalado é um lembrete de que a tecnologia da eletromobilidade também pode ter sotaque brasileiro.

E você, encararia uma viagem longa de carro elétrico?

E você, já se imaginou pegando a estrada num elétrico e parando 30 minutos para recarregar enquanto toma um café? Com 47 carregadores para carros elétricos instalados em 17 postos, a viagem que parecia arriscada começa a virar rotina possível. A infraestrutura que faltava está sendo erguida, quilômetro a quilômetro.

O avanço dos carregadores para carros elétricos e dos eletropostos em rodovias mostra que a eletromobilidade no Brasil saiu do discurso e entrou na prática. Falta agora ver quantos motoristas vão topar a mudança e quão rápido as outras estradas do país vão seguir o mesmo caminho.

Conta pra gente nos comentários: você trocaria o tanque de combustível pela tomada na sua próxima viagem longa?

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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