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769 BMWs de uma vez: navio atraca em cidade de Santa Catarina e leva o porto à marca de 16,2 mil veículos recebidos só em 2026, na retomada das operações de carga

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Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 08/07/2026 às 18:36 Atualizado em 08/07/2026 às 18:38
Navio Brasilia Highway atraca em Itajaí com 769 BMWs e leva o Porto de Itajaí a 16,2 mil veículos em 2026, na retomada das operações.
Navio Brasilia Highway atraca em Itajaí com 769 BMWs e leva o Porto de Itajaí a 16,2 mil veículos em 2026, na retomada das operações.
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O Porto de Itajaí, em Itajaí (SC), recebeu na tarde de terça-feira, 7 de julho de 2026, por volta das 13h, o navio Brasilia Highway carregado com 769 carros de luxo da BMW. Com a atracação, o porto público catarinense, que está sob gestão federal e é comandado pelo superintendente Artur Antunes Pereira, chegou à marca de 16.265 veículos movimentados em 2026, um dos símbolos mais fortes da retomada das operações do porto depois de anos de paralisia parcial.

Segundo o NSC Total, o cargueiro encostou no cais do Porto de Itajaí transportando 769 veículos de luxo da marca alemã em uma operação do tipo Ro-Ro, sigla para roll-on/roll-off. Nesse formato, os automóveis saem praticamente dirigidos pela rampa do navio, sem necessidade de guindaste para içar cada unidade.

Segundo o ndmais, a chegada do navio Brasilia Highway marcou a nona atracação Ro-Ro do Porto de Itajaí em 2026. Foi mais um capítulo da recuperação do terminal, que voltou a receber cargas de alto valor agregado depois de um longo período com operações reduzidas.

769 carros de luxo da BMW descem a rampa em Itajaí

Navio chegou no começo da tarde de terça-feira (7) (Foto: Divulgação)
Navio chegou no começo da tarde de terça-feira (7) (Foto: Divulgação)

A cena chamou a atenção de quem passava pelo cais. Um a um, os 769 carros de luxo da BMW deixaram o interior do navio pela rampa, em fila contínua, no ritmo típico das operações portuárias do tipo Ro-Ro. O movimento durou algumas horas e concentrou todo o desembarque em um único navio.

A atracação aconteceu por volta das 13h de terça-feira. O navio Brasilia Highway encostou no Porto de Itajaí carregado apenas com automóveis, sem contêineres, em uma movimentação inteiramente dedicada a veículos. Foi uma operação limpa, voltada só para a carga rodante.

O número impressiona pela concentração. São 769 unidades de uma só vez, todas da BMW, colocadas no pátio do porto catarinense em poucas horas de trabalho. Cada carro seguiu para a área de estoque logo após deixar a rampa.

A carga foi descrita como milionária pelo alto valor agregado dos automóveis. Ainda assim, nenhuma cifra oficial em reais foi divulgada, e o adjetivo se refere ao perfil premium dos veículos, e não a um valor fechado da operação.

Que navio é o Brasilia Highway, o cargueiro que dominou o cais?

Navio chegou no começo da tarde de terça-feira (7) (Foto: Divulgação)
Navio chegou no começo da tarde de terça-feira (7) (Foto: Divulgação)

O navio Brasilia Highway é um cargueiro do tipo Ro-Ro. A sigla, do inglês roll-on/roll-off, descreve exatamente como a mercadoria entra e sai da embarcação: rolando sobre as próprias rodas, sem içamento. Isso reduz o tempo de operação no cais e diminui os custos de manuseio a cada viagem.

Nesse tipo de embarcação, não há guindastes erguendo automóveis. Os carros de luxo da BMW foram conduzidos rampa abaixo até o pátio do Porto de Itajaí, um método mais rápido e mais seguro para transportar veículos em grande escala.

O navio Brasilia Highway funciona quase como um estacionamento flutuante de vários andares. Cada convés acomoda centenas de automóveis presos e organizados para aguentar a travessia marítima sem avarias. O objetivo é entregar cada unidade em perfeito estado, pronta para seguir às lojas.

Foi esse desenho que permitiu trazer 769 unidades em uma única viagem. A eficiência do navio Brasilia Highway ajuda a explicar por que o modelo Ro-Ro vem ganhando espaço na importação de veículos pelos portos brasileiros.

A marca de 16,2 mil veículos: o que dizem os números de 2026

Navio chegou no começo da tarde de terça-feira (7) (Foto: Divulgação)
Navio chegou no começo da tarde de terça-feira (7) (Foto: Divulgação)

Com os 769 automóveis desta viagem, o Porto de Itajaí atingiu 16.265 veículos movimentados em 2026. É esse total que consolida o chamado marco dos 16,2 mil, um número que virou vitrine da recuperação do terminal. O dado passou a ser citado como termômetro do desempenho recente do cais catarinense.

Todos esses veículos passaram pelo sistema Ro-Ro. A chegada do navio Brasilia Highway foi a nona operação desse tipo no Porto de Itajaí ao longo do ano, o que mostra uma frequência já constante de atracações.

O ritmo ganha peso quando se olha o histórico recente. Cada nova atracação empurra o Porto de Itajaí para mais perto dos patamares que o terminal alcançava antes da longa paralisia parcial. A recuperação, porém, ainda é gradual e depende de novas escalas ao longo do ano.

A maior operação avulsa do ano, porém, não foi a da marca alemã. Foi a do navio BYD Changsha, que sozinho trouxe 7.216 veículos ao Porto de Itajaí, o recorde individual de 2026 até agora.

Por que a operação Ro-Ro virou o carro-chefe do porto?

A resposta começa no valor da carga. Automóveis importados, como os carros de luxo da BMW, rendem mais ao terminal do que muitos granéis tradicionais, o que torna cada navio muito atraente. Quanto maior o preço unitário da mercadoria, maior a receita gerada em cada escala.

O modelo Ro-Ro também é ágil. Sem guindaste, a importação de veículos ganha velocidade e reduz o risco de amassados e arranhões, um argumento que atrai armadores para o Porto de Itajaí.

Cada atracação de automóveis movimenta uma cadeia inteira. Estivadores, transportadoras e pátios de estoque são acionados a cada navio que chega, gerando trabalho e receita na cidade. O reflexo aparece no emprego local e no giro de serviços ligados ao setor logístico.

Por isso a importação de veículos entrou no centro da estratégia. O Porto de Itajaí aposta nesse segmento de alto valor para recuperar faturamento e voltar a ter relevância no mapa portuário do Sul.

A retomada das operações do porto depois de dois anos parado

Nem sempre o cais esteve movimentado assim. O Porto de Itajaí passou cerca de dois anos em paralisação parcial, com as operações de carga bastante reduzidas e o clima de incerteza no ar.

A virada veio em 2026. A retomada das operações do porto trouxe de volta os grandes navios de veículos ao terminal catarinense e recolocou o cais no noticiário do setor. A repercussão ajudou a colocar o município de novo no radar das grandes companhias de navegação.

O terminal é público e está sob gestão federal. Essa condição colocou a retomada das operações do porto no centro das atenções, já que envolve empregos, arrecadação e a economia de toda a região de Itajaí.

Cada navio que atraca virou um símbolo desse recomeço. A chegada dos carros de luxo da BMW reforçou a mensagem de que o Porto de Itajaí voltou de fato a operar cargas de peso.

Consolidação: qual é o próximo passo do Porto de Itajaí

O superintendente Artur Antunes Pereira comanda esta nova fase. Para ele, o momento agora é de consolidação, uma etapa que vem logo depois da retomada das operações do porto e busca dar solidez ao que foi reconquistado.

A meta declarada é recuperar cargas de alto valor agregado. Os carros de luxo da BMW se encaixam com precisão nesse perfil premium que o Porto de Itajaí quer atrair de forma permanente. São mercadorias que ocupam pouco espaço no cais e deixam boa margem por tonelada.

Voltar a ser competitivo é o objetivo central. A ideia é que o Porto de Itajaí volte a disputar em pé de igualdade com os terminais vizinhos de Santa Catarina, que ganharam espaço durante a paralisia.

A sequência de atracações ajuda nessa conta. Nove operações Ro-Ro em 2026 mostram que a importação de veículos já se firmou como uma aposta consistente, e não como um evento isolado.

O que o navio de carros de luxo da BMW tem a ver com o Brasil

A resposta passa pela logística nacional. Boa parte da importação de veículos que abastece o país entra por portos do Sul, e o Porto de Itajaí voltou a ser uma dessas portas de entrada estratégicas.

Santa Catarina se firmou como um corredor de automóveis. A movimentação de carga nos terminais catarinenses influencia prazos e disponibilidade de modelos para o consumidor brasileiro que compra veículo importado.

Há ainda um contexto industrial no estado. A BMW mantém uma fábrica em Araquari (SC), embora as fontes não apontem essa unidade como a origem desta carga específica, o que fica apenas como pano de fundo do assunto.

O imposto de importação também ronda o tema. Ele encarece o carro estrangeiro no Brasil, mas não foi detalhado nesta operação e entra na conversa somente como contexto, e não como dado do embarque.

No fim, a retomada das operações do porto interessa ao país inteiro. Um Porto de Itajaí forte significa mais opções de escoamento, mais concorrência entre terminais e uma importação de veículos mais fluida no mercado nacional.

O que esperar da importação de veículos pelos portos de SC?

A tendência aponta para mais navios no horizonte. Se a retomada das operações do porto seguir firme, a importação de veículos deve crescer ainda mais em Itajaí nos próximos meses.

O sucesso do modelo Ro-Ro puxa novos contratos. Cada navio Brasilia Highway que atraca com êxito abre caminho para o próximo, e os armadores tendem a repetir rotas que dão certo.

A concorrência entre os portos vizinhos deve esquentar. O Porto de Itajaí quer a sua fatia do mercado de carros de luxo da BMW e de outras marcas que desembarcam em Santa Catarina.

Para o consumidor, mais fluxo pode significar mais oferta. A importação de veículos aquecida costuma ampliar a variedade nas concessionárias e movimentar toda a cadeia que vive do carro importado.

E você, o que achou da retomada do Porto de Itajaí?

E você, o que achou de ver 769 carros de luxo da BMW descendo a rampa no Porto de Itajaí? Conte nos comentários se você acompanha de perto a retomada das operações do porto catarinense.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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