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Cientistas descobrem segredos surpreendentes de um homem misterioso enterrado na Finlândia há 400 anos

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 11/06/2026 às 00:33
Atualizado em 11/06/2026 às 10:07
DNA e isótopos revelam origem, dieta e deslocamentos de homem enterrado há 400 anos no norte da Finlândia.
DNA e isótopos revelam origem, dieta e deslocamentos de homem enterrado há 400 anos no norte da Finlândia.
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Pesquisa multidisciplinar da Universidade de Turku e parceiros analisou DNA e isótopos de um homem enterrado há cerca de quatro séculos perto do Lago Kitka, em Kuusamo, e apontou vínculos genéticos com populações Sami, além de sinais de deslocamentos por regiões distantes antes da morte.

Na Finlândia, análises de DNA e isótopos revelaram que um homem enterrado perto do Lago Kitka, em Kuusamo, há cerca de quatro séculos, tinha vínculos genéticos com populações Sami e chegou à região pouco antes de morrer.

Sepultamento na Finlândia foi achado na década de 1970

O túmulo foi descoberto perto do Lago Kitka na década de 1970. O indivíduo, com aproximadamente 40 anos, viveu por volta da virada do século XVI para o XVII, no norte da Finlândia.

O estudo foi conduzido pela Universidade de Turku e parceiros, em uma investigação multidisciplinar que combinou análises de DNA recuperado dos dentes com testes isotópicos. O objetivo foi reconstruir aspectos biológicos e de mobilidade do homem conhecido como indivíduo Kitka.

DNA aponta semelhança com populações Sami

O DNA antigo foi comparado com genomas antigos e modernos previamente estudados. O perfil genético do indivíduo mostrou maior semelhança com populações Sami históricas e contemporâneas.

Também foram identificados pequenos segmentos de DNA compartilhados com finlandeses modernos, especialmente pessoas do norte e nordeste da Lapônia. As conexões genéticas foram mais fracas com moradores de Kuusamo e do sul da Finlândia.

A pesquisadora Sanni Peltola, da Universidade de Turku, afirma que padrão semelhante aparece quando Sami atuais são usados na comparação. Para ela, isso indica interação histórica mais ampla e miscigenação entre populações Sami e finlandesas.

Peltola ressalta, porém, que DNA antigo não determina etnia ou identidade. A identidade sami é tratada no estudo como fenômeno histórico, cultural e social, não como característica biológica.

O caso também despertou interesse entre genealogistas genéticos. Ainda assim, os pesquisadores destacam que as evidências não permitem ligar com segurança alguém que viveu há tanto tempo a famílias ou indivíduos atuais.

Isótopos indicam vida marcada por deslocamentos

A análise isotópica dos dentes sugere que o homem chegou a Kuusamo pouco antes da morte. Na infância, sua dieta incluía animais terrestres, peixes de água doce e frutos do mar.

Mais tarde, os recursos marinhos ganharam importância, enquanto peixes de água doce, essenciais em Kuusamo, desapareceram da alimentação. Marcas ligadas à água potável apontam adolescência em área geologicamente diferente da Finlândia.

A pesquisadora sênior Ulla Nordfors aponta como localização provável uma região de leito rochoso vulcânico no Atlântico Norte, possivelmente a Islândia. A interpretação é apoiada por evidências históricas de contatos entre o norte da Fennoscândia e o Atlântico Norte no século XVI.

Pesquisas anteriores sugeriram que o indivíduo Kitka poderia ter sido um noaidi, especialista ritual sami. O novo estudo não descarta essa possibilidade, mas indica uma trajetória mais complexa do que interpretações antigas propunham.

Para Nordfors, os resultados mostram que comunidades Sami históricas e seus papéis sociais não se encaixam nas imagens descritas por pesquisas mais antigas.

O que mais chama atenção nesse estudo: a ligação genética com os Sami, a possível passagem pelo Atlântico Norte ou a dificuldade de definir identidades antigas apenas pelo DNA? Comente sua opinião e diga qual ponto da descoberta ajuda mais a entender a história humana no norte da Finlândia.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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