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Cidades produtoras de petróleo terão que aprender a viver com 50% à menos de royalties

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 23/08/2017 às 07:24
Cidades produtoras de petróleo terão que aprender a viver com 50% à menos royalties
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A ANP divulgou na mídia que esta medida vale apenas para os campos maduros de petróleo e incentivará investimentos e geração de empregos

[supsystic-social-sharing id=’1′]Daqui até 6 meses, à A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, tem a intenção de vincular a resolução que viabilizará  os municípios que recebem royalties provenientes de campos maduros, passarem agora a receber apenas a metade. Décio Oddone, ao qual é diretor, soltou este comunicado ontem(22)

De acordo com ele, a intenção hoje é diminuir os valores dessas alíquotas de 10% para 5%, isso por essas campos estão em fase de produção ascendente, então os valores praticados atualmente são inviáveis.

Segundo Addone, este resolução trará efeitos quase que instantaneamente rumo a revitalização dessas campos maduros. Grandes empresas do setor já disseram que irão investir pesado e compensará a o corte das alíquotas, naturalmente as instituições federativas maximizarão exponencialmente suas receitas.

“O fator de recuperação [o quanto se extrai de petróleo da reserva] médio no país hoje é de 21%, na Bacia de Campos é 24%. Quando se compara com Reino Unido, Noruega, esse fator é de 50% a 70%. Cada 1% de aumento do fator de recuperação das reservas brasileiras de petróleo vai demandar US$ 18 bilhões de investimentos, gerar US$ 11 bilhões de royalties e 2,2 bilhões de barris de reservas. É muita coisa”, disse Oddone.


Com esse medida em vigor, as grandes companhias devem justificar e mostrar planos para aumentar a produtividade, desta forma o incentivo será sancionado. A Petrobras já disse que já tem destinados US$ 10 bilhões  para investimentos de revitalizações até o ano de 2021.

Cidades produtoras terão que trabalhar dobrado

Com a redução da metades de suas receitas proveniente do petróleo pela metade, agora os municípios terão que aprender a viver com esta nova realidade. A população destas cidades esperam outros projetos para criação de fluxo de caixa, porque a lição que essa crise nos ensinou, é que o petróleo não é para sempre e há outras indústrias a serem exploradas como fonte de receita.

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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