Dirigível elétrico tripulado estreia em voo na China e avança dentro de um programa civil que já alcançou certificação industrial, com foco em operações silenciosas, turismo aéreo e serviços de baixa altitude, apoiado por centenas de horas de testes e pela autorização formal para produção em série da plataforma original.
Em fevereiro de 2025, a China realizou o primeiro voo de teste do AS700D, variante totalmente elétrica e tripulada do dirigível civil AS700.
Segundo a Aviation Industry Corporation of China, a AVIC, o modelo foi concebido para transportar até 10 pessoas e executar decolagens e pousos na vertical.
O ensaio ocorreu em Jingmen, na província de Hubei, e marcou a estreia em voo de uma aeronave movida a baterias de lítio.
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Com isso, a plataforma passou a ser associada a uma promessa de baixo nível de ruído e emissões reduzidas durante a operação.
Ao mesmo tempo, o avanço do AS700D se encaixa em um programa mais amplo, que inclui a versão convencional AS700, equipada com motores a pistão.
Já no fim de dezembro de 2025, a família ganhou um impulso adicional quando o AS700 recebeu da autoridade chinesa de aviação civil, a CAAC, o certificado de produção.
Esse documento autoriza a fabricação em série dentro dos padrões exigidos para aeronaves civis e sinaliza prontidão industrial.
Teste inicial confirmou decolagem e pouso vertical

Como costuma ocorrer em ensaios inaugurais, o voo do AS700D teve perfil curto e foi desenhado para verificar controlabilidade, estabilidade e respostas do sistema de propulsão elétrica.
De acordo com a agência estatal Xinhua, o dirigível decolou na vertical, subiu até cerca de 50 metros de altitude, manteve pairado por instantes e retornou ao solo em pouso vertical.
A AVIC informou, ainda segundo a Xinhua, que o objetivo foi comprovar a maturidade técnica e os princípios do projeto elétrico, criando base para versões futuras.
Na cobertura do ensaio, o piloto de teste Lin Hong comparou a sensação de voo a dirigir um carro elétrico e citou uma experiência mais silenciosa e confortável.
Propulsão elétrica diferencia o AS700D da versão original
No AS700D, a mudança central está no conjunto de baterias e no sistema de acionamento elétrico, que substitui motor e circuito de combustível do modelo original.
A AVIC afirmou que o dirigível usa sistema de tração elétrica com baterias de lítio, além de hélices, controle vetorial de empuxo e um sistema de resfriamento dedicado.
Em comunicados e reportagens chinesas, a promessa é de operação com quase zero emissões durante o voo e redução significativa de ruído, atributos citados como relevantes em áreas com restrições ambientais.
Entre os exemplos mencionados estão reservas naturais, ambientes ecologicamente sensíveis e operações próximas a grandes eventos ao ar livre.
Nos dados divulgados pela imprensa estatal, o AS700D tem velocidade máxima de projeto de 80 km/h, teto de voo de até 3.100 metros e capacidade para até 10 pessoas, incluindo o piloto.
Certificação industrial autoriza produção em série do AS700
Enquanto o modelo elétrico chama atenção pela tecnologia, o passo mais diretamente ligado ao mercado veio com o AS700 a combustão.
O certificado de produção emitido pela CAAC indica que o fabricante demonstrou capacidade de reproduzir o modelo em série com controle de qualidade, rastreabilidade e processos consistentes.
A cerimônia de emissão foi realizada em Jingmen, que concentra atividades industriais ligadas ao programa.
Antes dessa etapa, o AS700 já havia passado por uma fase anterior do processo regulatório, voltada à validação do desenho e da aeronavegabilidade.
Reportagens chinesas e comunicados do setor informam que o dirigível obteve o certificado de tipo em dezembro de 2023, marco associado à conformidade do projeto com exigências técnicas.
Campanha de testes acumulou mais de 600 horas de voo
Para chegar à autorização de produção, o AS700 foi submetido a uma campanha extensa de ensaios, com foco em confiabilidade e comportamento em diferentes condições.
Segundo a imprensa chinesa, protótipos do modelo realizaram 187 voos de teste, somando 602 horas de voo, números apresentados como demonstração de maturidade do projeto.
Esse histórico ajuda a entender por que o AS700D ganhou visibilidade agora, ao ser apresentado como derivação de uma plataforma já testada e em processo de industrialização.
Ao aproveitar infraestrutura, cadeia de fornecimento e experiência acumulada, o programa evita a imagem de um desenvolvimento isolado e aproxima a eletrificação de um caminho regulatório mais estruturado.
Especificações miram turismo aéreo e missões de observação
Descrito como um dirigível civil de porte médio, o AS700 foi desenhado para rotas curtas e médias, priorizando permanência no ar e flexibilidade operacional.
De acordo com dados divulgados pela AVIC e reproduzidos por veículos chineses, o modelo tem peso máximo de decolagem de 4,15 toneladas, velocidade máxima de 100 km/h, alcance de até 700 km, teto de voo em torno de 3,1 km e autonomia de até 10 horas.
A cabine comporta um piloto e nove passageiros, configuração voltada a operações em que velocidade não é o principal requisito.
Ao listar aplicações, comunicados e reportagens citam o turismo aéreo como uso central, com passeios panorâmicos e voos de baixa altitude.

Também aparecem menções a patrulhamento, monitoramento, prospecção mineral, vigilância marítima, apoio a resgate e algumas modalidades de transporte de carga em cenários específicos.
Entregas iniciais e pedidos indicam tentativa de criar mercado
Com a produção em série autorizada, o programa passou a tratar entregas e encomendas como parte do caminho para consolidar operações civis.
Uma reportagem relatou a entrega de uma unidade do AS700 para uma empresa estatal de turismo na província de Jiangsu, com expectativa de uso em passeios aéreos.
Além disso, a cobertura mencionou pedidos confirmados associados ao projeto, ainda sem detalhar publicamente todos os destinatários.
Já no caso da variante elétrica, a mídia estatal descreveu o AS700D como opção para cenários em que ruído, emissões e condições de decolagem e pouso pesam mais na decisão operacional.
Ao combinar propulsão elétrica com capacidade de decolagem e pouso vertical, o projeto busca espaço no discurso chinês de expansão da economia de baixa altitude.
Com o AS700 apto a ganhar escala industrial e o AS700D já demonstrando voo em testes, a retomada de dirigíveis no dia a dia passa a depender de rotas, operadores e usos que façam sentido fora do ambiente de demonstrações.
Qual será a primeira aplicação prática capaz de tornar um dirigível elétrico uma presença comum no céu de cidades e áreas turísticas?


Muito interessante! Vai vender muito, o mercado está aberto para turismo, Se os chineses fizesse contrato de aluguel, eu operaria um desses em Porto seguro, tem turistas prá lá. E da retorno financeiro,mas aqui no Brasil como tem muita corrupção, até principalmente nos municípios as prefeituras estados e federação cobrão impostos e não deixa
Ninguém vencer na vida, Só se você tiver parentes na justiça, segurança pública ou participar de algum grupo onde a corrupção reina, é muito difícil.