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ChatGPT vira peça central em processo contra a OpenAI após ataque em universidade dos EUA, e caso levanta uma pergunta incômoda sobre até onde a inteligência artificial pode ser responsabilizada

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Escrito por Viviane Alves Publicado em 12/05/2026 às 13:56 Atualizado em 12/05/2026 às 13:58
Smartphone exibindo o logotipo da OpenAI diante de notícia sobre investigação envolvendo o ChatGPT após ataque em universidade da Flórida nos Estados Unidos.
Imagem ilustrativa mostra o logotipo da OpenAI em destaque diante de reportagem relacionada à investigação envolvendo o ChatGPT após ataque em universidade da Flórida.
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Acusações envolvendo o ChatGPT, investigação criminal na Flórida e processo judicial contra a OpenAI colocam a inteligência artificial no centro de um dos debates mais delicados dos Estados Unidos.

A OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, passou a enfrentar um processo judicial nos Estados Unidos após o chatbot ser citado em investigações relacionadas ao ataque ocorrido em abril de 2025 na Universidade Estadual da Flórida, em Tallahassee.

Segundo promotores norte-americanos, o acusado Phoenix Ikner teria utilizado o ChatGPT antes do crime para buscar informações sobre local, horário e estratégias que poderiam aumentar o número de vítimas. Além disso, conforme a acusação, o sistema também teria fornecido respostas relacionadas ao tipo de arma, munição e eficiência em curta distância.

O ataque deixou duas pessoas mortas e outras seis feridas dentro do campus universitário. Entre as vítimas fatais estava Tiru Chabba, marido de Vandana Joshi, autora do processo movido contra a OpenAI.

Investigação sobre uso do ChatGPT amplia pressão sobre empresas de inteligência artificial

De acordo com informações divulgadas pela Associated Press nesta segunda-feira, 11 de maio, Vandana Joshi afirmou que a OpenAI já sabia dos riscos envolvendo respostas geradas por inteligência artificial.

Segundo comunicado divulgado por seus advogados, Joshi declarou que “era apenas uma questão de tempo até acontecer novamente”. Além disso, ela acusou a empresa de colocar “lucros acima da segurança”.

Por outro lado, Drew Pusateri, porta-voz da OpenAI, negou qualquer responsabilidade da companhia no episódio ocorrido na Universidade Estadual da Flórida.

Segundo o representante da empresa, o ChatGPT teria apenas fornecido respostas factuais baseadas em conteúdos públicos disponíveis na internet. Ainda conforme Pusateri, o sistema não incentivou nem promoveu atividades ilegais ou violentas.

O processo foi oficialmente apresentado em tribunal federal no domingo, 10 de maio.

Acusado responde por homicídio e promotores pedem pena de morte

Atualmente, Phoenix Ikner responde por duas acusações de homicídio em primeiro grau. Além disso, ele também enfrenta várias acusações de tentativa de homicídio relacionadas ao ataque registrado em abril de 2025.

Segundo os promotores responsáveis pelo caso, a acusação pretende solicitar a pena de morte. Entretanto, Ikner se declarou inocente perante a Justiça norte-americana.

Paralelamente, a procuradora-geral da Flórida informou, ainda em abril, a abertura de uma rara investigação criminal envolvendo o ChatGPT. O objetivo da apuração é identificar se o aplicativo realmente forneceu orientações ao acusado antes do ataque.

Casos contra empresas de tecnologia aumentam nos Estados Unidos

Além da ação contra a OpenAI, outros processos envolvendo empresas de tecnologia também ganharam força recentemente nos Estados Unidos.

Em março, por exemplo, um júri em Los Angeles considerou Meta e YouTube responsáveis por danos causados a crianças usuárias das plataformas.

Já no Novo México, outro júri concluiu que a Meta teria prejudicado conscientemente a saúde mental infantil. Segundo a decisão, a empresa também ocultou informações relacionadas à exploração sexual de menores em suas plataformas digitais.

Diante disso, o caso envolvendo OpenAI e ChatGPT amplia ainda mais o debate global sobre os limites, riscos e responsabilidades envolvendo ferramentas de inteligência artificial.

Enquanto isso, especialistas jurídicos acompanham atentamente o avanço da investigação criminal e do processo civil nos Estados Unidos.

Afinal, até onde empresas de inteligência artificial devem responder judicialmente quando suas plataformas aparecem associadas a crimes violentos?

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Viviane Alves

Redatora com foco na produção de conteúdos estratégicos voltados para macro e microeconomia, geopolítica, mercado energético, setor automotivo e comércio global.

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