Certificado de biometano, inauguração de 45 novas usinas em 2021 e o futuro da descarbonização foram temas do VIII Fórum da Abiogás

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O Certificado de biometano e o papel da Abiogás dentro da descarbonização do Brasil foram os temas do Fórum da Abiogás em São Paulo. Confira mais detalhes!

Durante o VIII Fórum do Biogás, a Abiogás (Associação Brasileira de Biogás)  revelou o novo selo de certificação de biometano, que vai ajudar o mercado de biogás. Além disso, celebrou-se os avanços do mercado em 2021, apesar das dificuldades e projetou-se o futuro do mercado para os próximos anos, com o papel de destaque que o biogás vai desempenhar na nova realidade energética, com a descarbonização.

“A integração é a grande força do biometano. Tivemos um crescimento de 15% este ano, com 45 novas usinas conectadas à rede.  Considero um resultado excelente, diante das dificuldades que enfrentamos nos últimos anos. Na geração distribuída os números são ainda melhores, crescemos 37%, mostrando a importância que este modelo de geração de energia tem para o biogás”, afirmou o presidente da Abiogás, Alessandro Gardemann.

Ele  falou sobre isso e outros projetos futuros para o biogás em 2021 no Brasil, que além de eficiente e lucrativo , ainda tem a vantagem adicional de transformar passivos ecológicos como lixo, detritos causados pela criação animal e biomassa vegetal em uma fonte de energia fácil, segura e eficiente de ser obtida. Além disso, juntamente o hidrogênio Verde, o biometano e o biogás se tornam três respostas fáceis e eficientes que o Brasil tem a oferecer para o desafio da descarbonização.

Levando em consideração o fato de sermos um dos maiores produtores de carne do mundo, o maior produtor de cana e outros produtos que podem ser usados para a produção de biogás, que envolvem inclusive o uso de boa parte do lixo biológico urbano, as possibilidades desse mercado no Brasil se torna ainda mais interessantes.

Entenda a produção do biogás e como ele pode se tornar uma grande vantagem.

Investimentos em biogás facilitados com a criação do fundo garantidor

Outra novidade anunciada no evento foi a divulgação oficial da criação do fundo garantidor do biogás, que é um fundo criado para oferecer garantias aos credores da indústria do biogás, para que projetos diversos dentro desse mercado possam ser financiados com mais tranquilidade.

Um dos maiores desafios encontrados pelas empresas interessadas em investir no biogás como alternativa a combustíveis fósseis é a burocracia, muito grande por parte dos bancos para geração de empréstimos, para o investimento no biogás. 

O objetivo do fundo garantidor é agilizar esse processo, permitindo que os empresários possam pedir crédito de forma mais direta e mais fácil evitando também juros pouco competitivos e outros limitadores financeiros que dificultam os investimentos neste mercado.

Grandes empresas enxergam no Biogás a solução para o cumprimento das metas de descarbonização acordadas na COP 26 

biogás fonte agrekko
As usinas de biogás e biodigestores podem se tornar uma forma incrível de geração de energia, por isso o apelido de “Pré-sal caipira”. Fonte da imagem Agrekko

Outro destaque interessante do evento é a presença de empresas de outros segmentos, que apesar de não produzirem energia ou biogás, estão interessadas nessas tecnologias como parte do pacto mundial de descarbonização, firmado na COP 26.

A Unilever mostra seu interesse pelo biometano e biogás, com  todas as suas possibilidades, enxergando nele uma forma de atingir suas metas de descarbonização, que são bem interessantes. 

A empresa afirmou que pretende descarbonizar totalmente até 2039, cortando suas emissões de carbono pela metade até meados de 2030.

O futuro do biogás no setor energético brasileiro.

O futuro do biogás no Brasil é extremamente positivo, de acordo com o que foi declarado por diversos especialistas e autoridades governamentais no Fórum.

Destaca-se no processo a fala do secretário de Desenvolvimento Rural, Irrigação e inovação, Fernando Camargo, “Ao contrário de outros países, o nosso biogás está desvinculado de qualquer tipo de subsídios, porque ele vai se pagar. Resolvemos um passivo ambiental e geramos energia. Sem falar das possibilidades do hidrogênio verde”.

Apesar de ainda não ter uma fatia expressiva, como a fotovoltaica e a energia eólica, o biometano e o hidrogênio verde vem crescendo de forma expressiva nos últimos anos e a tendência é que essa exploração se torne ainda mais expressiva, como foi possível perceber.

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Jordan Florio de Oliveira
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