Poucos meses após assumir o cargo, o CEO do Estaleiro Mauá surpreende ao anunciar a retomada da indústria da construção naval no Brasil, com a promessa de gerar milhares de empregos.
O CEO do Estaleiro Mauá, Miro Arantes, participou da abertura do 30º Congresso Internacional de Transporte Aquaviário, Construção Naval e Engenharia Naval (SOBENA), realizado na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro no dia 22 de outubro. O executivo anunciou a retomada da empresa na indústria de construção naval, gerando milhares de empregos. No painel “Retomada da Construção Naval no Brasil”, líderes e especialistas da economia marítima debateram os desafios e oportunidades para o segmento.
CEO do Estaleiro Mauá assumiu cargo em agosto de 2024
O Estaleiro Mauá anunciou em agosto Miro Arantes para o cargo de CEO do grupo que, além do estaleiro da Ponta D’Areia, em Niterói (RJ), tem planos para estaleiros Brasa e Cassinú e para o Eisa, na Baía de Guanabara.
O atual CEO do Estaleiro Mauá é engenheiro e tem passagem por uma série de estaleiros em sua trajetória, em diferentes ciclos da Indústria da construção naval no país. A missão do executivo é dar sequência ao processo de reestruturação do Mauá em busca de novos contratos de construção, o que ainda depende de geração de demanda e novas oportunidades no setor.
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Na época, o empresário German Efromovich destacou que o CEO do Estaleiro Mauá soma experiência com a atual equipe do diretor-presidente, Geraldo Ripoll, que obteve êxito no processo de aprovação do plano de recuperação. Com o anúncio da chegada de Miro e com sua equipe, o Mauá voltará a ser o que sempre foi, gerando milhares de empregos, segundo Efromovich, que é acionista do grupo Synergy, que controla o estaleiro.
Entenda os planos da empresa na indústria de construção naval brasileira
Durante sua fala, o CEO do Estaleiro Mauá destacou a importância de reformar a Lei BR do Mar para fomentar o uso da cabotagem como alternativa de transporte, o que poderia gerar um aumento de encomendas nos estaleiros nacionais.
Ele destacou as vantagens competitivas dos estaleiros brasileiros. Segundo o executivo, atualmente, as instalações da empresa são muito mais modernas do que há 20 anos, o que nos dá uma grande vantagem.
Arantes também discutiu o futuro da indústria da construção naval e offshore, apontando a necessidade de uma política de Estado que promova estabilidade e evite os ciclos de expansão e retração que, historicamente, afetam a indústria naval brasileira.
O congresso da SOBENA é conhecido por reunir líderes do setor e promover discussões estratégicas essenciais para o futuro da indústria de construção naval no país. A participação do CEO do Estaleiro Mauá reforça o compromisso da empresa com o desenvolvimento sustentável e inovador da indústria naval do país, alinhando-se com as tendências globais e contribuindo para o avanço do setor no Brasil.
Estaleiro Mauá já chegou a gerar 6 mil empregos
O diretor comercial da empresa, Arialdo Félix, acrescenta que o estaleiro precisou focar na diversificação de atividades, como reparo, fabricação de estruturas subsea, base de apoio logística e que está para a construção de embarcações e de módulos.
O Mauá, que antes da crise na indústria de construção naval já chegou a contar com cerca de 6 mil trabalhadores, vem se recuperando e já conta com 1.280 colaboradores em seu quadro.
Félix destaca que o Estaleiro Mauá está com todos os oito berços lotados, além do dique, que tem serviços contratados já até o final de 2024, gerando milhares de empregos. O estaleiro da Ponta D’Areia hoje está focado em reparo, construção naval e estruturas metálicas offshore.

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