Início CEO da grande empresa privada do setor elétrico, Neoenergia, destaca potencial do Brasil em energia limpa

CEO da grande empresa privada do setor elétrico, Neoenergia, destaca potencial do Brasil em energia limpa

19 de maio de 2022 às 08:38
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CEO da Neoenergia Mario Ruiz-Tagle fala em evento no Rio de Janeiro. Imagem: Reprodução/Neoenergia

Mario Ruiz-Tagle, CEO da Neoenergia, ressaltou o potencial do Brasil no ramo de tecnologias elétricas durante conferência que visa ampliar táticas corporativas e alavancar inovações em energia limpa

O futuro do Brasil diante do crescimento de demanda global por energia limpa, em meio a um quadro de expansão de novas tecnologias e descarbonização. Eis o tema de destaque da Neoenergia, empresa privada do setor elétrico no painel “Os setores de serviços e seguros: novas oportunidades verdes”, durante o Congresso Mercado Global de Carbono – Descarbonização e Investimentos Verdes”, ocorrido no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (18). “O Brasil se vê num momento espetacular, histórico. Pois atualmente o mundo é demandante de tecnologia verde”, destacou Mario Ruiz-Tagle, CEO da empresa, referência empresarial na transição de energia  no Brasil, onde está já há 25 anos.

Ruiz-Tagle ainda reiterou o passado de investimentos da Neoenergia em tecnologias renováveis e a expectativa de avanços em recursos em expansão no país, como, por exemplo, a energia eólica offshore e o hidrogênio verde.

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O parque eólico de debute da empresa privada, Neoenergia Rio do Fogo, no Rio Grande do Norte, iniciou sua operação em 2006 e foi a primeira operação criada com capital do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia. Hoje são 44 parques em funcionamento e em construção, a acrescentar capacidade eólica total de 1,5 GW, destacando-se a Neoenergia Oitis, situada entre o Piauí e a Bahia.

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Assista ao vídeo para entender mais sobre energia limpa:

Fonte: WebTV CREA-RJ/Youtube

Fora isso, a Neoenergia hoje está na dianteira em estudos acerca de hidrogênio verde e afins: exemplo é o projeto piloto no Porto de Suape (PE), em parceira junto ao governo estadual. Produzido recorrendo à energia limpa, sem emissões de gases do tipo efeito estufa, essa é uma aposta em nível global a fim de agilizar a descarbonização industrial.

Na conferência, o CEO da Neoenergia voltou a enfatizar que o combustível tem tudo para ser usado como alternativa mais limpa para a frota dos veículos considerados pesados.

“Pela primeira vez começamos a ver um fenômeno que vai marcar o futuro, o hidrogênio verde, que poderá vir a ser transportador, e estenderá cada vez mais as fronteiras da energia limpa no Brasil”, disse o CEO, que pontuou ainda a relevância da regulação na conjuntura de inovações tecnológicas.

O trabalho da Neoenergia na visão do CEO Ruiz-Tagle

O desenvolvimento de renováveis na Neoenergia nos anos recentes seguiu a tendência de projetos para estimular a tecnologia e as potencialidades locais. Mencionado por Mario Ruiz-Tagle no evento, um exemplo é a exibição da Siemens Gamesa, companhia que detém fábrica na Bahia e é provedora de turbinas eólicas para parques como Neoenergia Chafariz da Paraíba.

A execução de ações referentes ao desenvolvimento sustentável das áreas é uma das estratégias da empresa em todos os seus programas, que se desdobram por 18 estados brasileiros.

Dentre os investimentos no que diz respeito à descarbonização, além da expansão da energia limpa, encontra-se o impulso à infraestrutura para o crescimento de mobilidade sustentável. Ruiz-Tagle exemplifica o projeto Corredor Verde, integrado ao Programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Neoenergia, que é conduzido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A empresa instalou a maior eletrovia do Nordeste: 18 estações entre Salvador, Bahia, e Natal, Rio Grande do Norte. O intuito, segundo Ruiz-Tagle, é suscitar “confiança nos consumidores quanto ao principal questionamento: a segurança do veículo elétrico. Hoje, a principal problemática é se é possível percorrer muito com um veículo elétrico”.

Mercado de carbono e energia limpa

O CEO da Neoenergia tratou, também, das oportunidades de compensação na emissão mediante o uso de energia renovável. A usina hidrelétrica Teles Pires (PA/MT), regulada pela companhia, está em condição para emitir créditos de carbono por meio do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) e tem realizado contratações com empresas nacional e estrangeiras, como da Índia e da Holanda, desde o início do negócio em 2015.

A Neoenergia negocia, ademais, Certificados de Energia Renovável relacionados à geração hidráulica e eólica da parte de seus empreendimentos. Cada MWh que uma usina de energia limpa cadastrada gera equivale a 1 I-REC.

Segundo Mario Ruiz-Tagle, por causa do potencial do Brasil no contexto de transição de energia, o país pode ter protagonismo na 27ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, marcada para este ano, no Egito, onde serão debatidos o futuro da campanha de neutralidade de carbono e o subsídio de ações de adaptação climática.

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