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De um item colecionável a solução ambiental: estudante brasileiro de 15 anos desenvolve projeto para reciclar papel de figurinhas da Copa, evitando descarte em aterros e dando novo destino a resíduos gerados após grandes eventos esportivos 

Escrito por Hilton Libório
Publicado em 15/06/2026 às 17:45
Atualizado em 15/06/2026 às 17:48
Assista o vídeoEstudante responsável pelo projeto de reciclagem de papéis de figurinhas da Copa apresenta a iniciativa ao lado de uma urna de coleta em ambiente educacional e tecnológico.
Samuel Florêncio de Brito desenvolveu o projeto Recicla Liner para recolher e encaminhar à reciclagem os papéis protetores descartados das figurinhas da Copa/ Foto: IA
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Estudante brasileiro cria solução para reciclagem do papel de figurinhas da Copa e evita que resíduos difíceis de reaproveitar acabem em aterros. 

Completar álbuns de futebol é uma tradição para milhões de brasileiros, especialmente durante grandes competições. No entanto, junto com a diversão surge um resíduo pouco conhecido: o papel de figurinhas que protege os adesivos antes da aplicação no álbum. Esse material, chamado liner, normalmente não é aceito por cooperativas convencionais de reciclagem e acaba sendo enviado para aterros sanitários.

Foi justamente observando esse problema que o estudante brasileiro Samuel Florêncio de Brito, de 15 anos, aluno do Sesi em Ribeirão Preto (SP), criou o projeto Recicla Liner. Segundo matéria publicada pelo G1 no dia 14 de junho, a iniciativa propõe a coleta e a destinação adequada desse resíduo, permitindo que ele seja reaproveitado por uma empresa especializada. O projeto mostra como uma ideia simples pode gerar benefícios ambientais concretos e inspirar outras escolas pelo país.

Como um estudante brasileiro transformou um resíduo ignorado em solução sustentável

Samuel percebeu que a maioria das pessoas descartava o liner sem saber que ele exigia um tratamento especial. Diferentemente do papel comum, esse material possui uma camada de silicone responsável por facilitar a remoção dos adesivos.

Ao pesquisar sobre o tema, o estudante brasileiro descobriu que o componente não costuma ser aceito em sistemas convencionais de reciclagem. Isso faz com que grandes volumes acabem acumulados em aterros ou sejam descartados incorretamente.

A descoberta serviu de ponto de partida para a criação de uma alternativa prática dentro do ambiente escolar.

Mãos seguram o papel protetor descartado de figurinhas da Copa sobre um álbum aberto, destacando o resíduo utilizado em projeto de reciclagem desenvolvido por estudante brasileiro.
Película protetora removida das figurinhas da Copa é o foco de iniciativa que busca evitar o descarte em aterros e ampliar a reciclagem desse material.

O volume gerado pelo papel de figurinhas durante as Copas do Mundo

O problema ganha relevância quando se observa a quantidade de material descartado. Segundo informações levantadas pelo projeto, um único álbum exige 980 figurinhas para ser completado.

Cada figurinha gera um pedaço de papel de figurinhas que normalmente é jogado fora. Quando esse número é multiplicado pelos milhões de álbuns comercializados durante grandes eventos esportivos, o resultado é um enorme volume de resíduos.

Entre os principais desafios estão:

  • Falta de conhecimento sobre o descarte correto;
  • Baixa aceitação do material em cooperativas;
  • Acúmulo em aterros sanitários;
  • Possível descarte inadequado em vias públicas e áreas naturais.

Embora seja um resíduo pequeno individualmente, seu impacto coletivo pode ser significativo.

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Por que as figurinhas da Copa geram um material difícil de reciclar?

Muitas pessoas acreditam que o liner é apenas papel comum. No entanto, sua composição apresenta características que dificultam o reaproveitamento tradicional.

O silicone aplicado sobre a superfície cria uma barreira que dificulta o processamento convencional utilizado pela maioria das cooperativas brasileiras. Por esse motivo, o material precisa passar por etapas específicas de separação antes de retornar à cadeia produtiva.

Segundo Ailton Alves, responsável pela empresa que recebe as remessas coletadas pelo projeto, o descarte inadequado deve ser evitado justamente porque o material não se degrada da mesma forma que papéis comuns.

Esse cenário reforça a necessidade de ampliar iniciativas voltadas à reciclagem especializada.

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Tecnologia permite recuperar fibras do papel de figurinhas

Após a coleta, o material segue de Ribeirão Preto para Guarulhos, onde passa por um processo industrial específico.

A tecnologia utilizada consegue separar o silicone das fibras de celulose presentes no papel de figurinhas. Depois disso, a matéria-prima recuperada pode voltar ao ciclo produtivo sem comprometer a qualidade do produto final.

Esse modelo traz benefícios importantes para a economia circular, reduzindo desperdícios e aproveitando recursos que normalmente seriam descartados.

Entre as vantagens do processo estão:

  • Recuperação de fibras de celulose;
  • Redução do envio de resíduos para aterros;
  • Reaproveitamento de matéria-prima;
  • Estímulo à economia circular.

A proposta mostra que até resíduos considerados problemáticos podem ganhar uma nova utilidade quando existe tecnologia adequada.

Urna transparente de coleta para reciclagem de papel de figurinhas da Copa posicionada sobre mesa de madeira em ambiente escolar, com resíduos armazenados para reaproveitamento sustentável.
Projeto escolar transforma papel de figurinhas da Copa em material reciclável/ Foto: IA

Estudante brasileiro cria pontos de coleta dentro da escola

Para transformar a ideia em realidade, Samuel contou com o apoio do laboratório de fabricação digital da instituição.

Utilizando uma máquina de corte a laser e materiais recicláveis, o estudante brasileiro projetou e montou urnas específicas para receber o material descartado pelos colegas.

O técnico de laboratório Yuri Henrique auxiliou no processo de fabricação e destacou o envolvimento do aluno na construção da solução.

As caixas foram posicionadas em áreas de convivência, facilitando o descarte logo após a abertura dos pacotes de figurinhas da Copa.

Essa estratégia tornou a participação dos estudantes mais simples e contribuiu para aumentar a adesão ao projeto.

Urna transparente contendo dezenas de papéis protetores descartados de figurinhas da Copa, coletados para reciclagem em projeto ambiental desenvolvido em ambiente escolar.
Coleta de papéis de figurinhas da Copa mostra potencial de reciclagem em escolas

Educação ambiental fortalece a cultura da reciclagem entre jovens

Mais do que recolher resíduos, a iniciativa busca conscientizar os alunos sobre a importância da destinação correta dos materiais.

A etapa atual do projeto inclui campanhas educativas voltadas para explicar que o liner não deve ser tratado como lixo comum. A intenção é criar hábitos sustentáveis que possam ser mantidos ao longo da vida.

O orientador de educação digital Fabrício Andrade destacou que a iniciativa serve como exemplo para toda a comunidade escolar, demonstrando que jovens também podem liderar mudanças positivas.

Essa combinação entre conhecimento e ação prática amplia o alcance da proposta e fortalece a cultura da reciclagem.

Figurinhas da Copa podem impulsionar novos projetos em escolas brasileiras

Um dos pontos mais interessantes da iniciativa é sua possibilidade de expansão.

As urnas possuem baixo custo de produção, enquanto o transporte do material pode ser realizado por transportadoras ou pelos Correios. Dependendo do volume coletado, existe ainda a possibilidade de coleta direta pela empresa recicladora.

Isso aumenta as chances de que outras unidades escolares adotem o mesmo modelo.

Caso a proposta seja replicada, mais estudantes poderão participar de ações ligadas à sustentabilidade e ao descarte correto de resíduos especiais.

Uma pequena ideia com potencial para gerar grandes mudanças

O projeto Recicla Liner mostra que soluções ambientais relevantes podem surgir da observação de problemas cotidianos. Ao identificar um destino inadequado para o papel de figurinhas, Samuel criou uma iniciativa capaz de reduzir resíduos e ampliar a conscientização ambiental.

Além de evitar que materiais sejam enviados para aterros sanitários, o projeto incentiva a reciclagem, fortalece a economia circular e demonstra o papel transformador da educação.

A trajetória do estudante brasileiro reforça que a inovação não depende apenas de grandes investimentos. Muitas vezes, ela começa com uma pergunta simples e a disposição de encontrar uma resposta capaz de beneficiar toda a sociedade.

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Hilton Libório

Hilton Fonseca Liborio é redator, com experiência em produção de conteúdo digital e habilidade em SEO. Atua na criação de textos otimizados para diferentes públicos e plataformas, buscando unir qualidade, relevância e resultados. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras, Energias Renováveis, Mineração e outros temas.

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