Projeto da espanhola INNengine voltou a chamar atenção em 2026 ao buscar cerca de R$ 70 milhões para avançar no desenvolvimento de um motor compacto, 70% mais leve e sem virabrequim, que promete entregar força equivalente a um propulsor de 2.000 cc.
O novo motor desenvolvido pela espanhola INNengine voltou a ganhar atenção no setor automotivo após atualizações recentes sobre testes, patentes e busca por investimento.
O projeto, conhecido como e-REX, promete entregar alta potência em um conjunto mais leve, compacto e sem vibração, mas ainda não chegou à produção em série.
A INNengine apresenta o e-REX como uma arquitetura de combustão interna baseada na tecnologia patenteada “1Stroke”.
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O sistema mantém pistões e cilindros, mas elimina componentes tradicionais, como virabrequim, comando de válvulas, válvulas e cabeçote.
A proposta é reduzir peso, volume e vibração, abrindo espaço para aplicações em veículos híbridos, geradores, drones, aviação leve e sistemas marítimos.
Parceria com a Horse Powertrain marca nova fase do projeto
Em março de 2025, de acordo com o autoevolution, a INNengine anunciou um acordo com a Horse Powertrain, empresa ligada à Renault, Geely e Aramco, para avaliar dois protótipos do e-REX na Universidade Politécnica de Valência, na Espanha.
A validação técnica é vista como uma etapa importante antes de qualquer avanço para licenciamento ou produção em escala.
A Horse Powertrain atua com motores a combustão, sistemas híbridos, transmissões e extensores de autonomia.
A aproximação com uma companhia desse porte indica que o projeto deixou de ser apenas uma curiosidade de engenharia e passou a ser observado por empresas com capacidade industrial.
Mesmo assim, o acordo ainda não representa produção comercial. Trata-se de uma etapa de testes e avaliação. Caso os resultados sejam positivos, a tecnologia poderá avançar para uma fase de licenciamento, mas nenhuma linha de fabricação foi confirmada até agora.

Empresa busca 12 milhões de euros para concluir desenvolvimento
Outra atualização relevante surgiu em fevereiro de 2026. O jornal eleconomista informou que a INNengine iniciou uma rodada para captar 12 milhões de euros, valor equivalente a cerca de R$ 70 milhões, dependendo da cotação. O objetivo é financiar a etapa final de desenvolvimento e aproximar os motores e-REX e REX-B da industrialização.
A a empresa negociava com um fundo interessado na Andaluzia um aporte entre 5 milhões e 7 milhões de euros. A expectativa mencionada era concluir a rodada no terceiro trimestre de 2026, mas ainda não há confirmação pública de fechamento do investimento.
No site oficial, a INNengine afirma que já desenvolveu e testou três protótipos do e-REX. O mais recente tem 500 cc e alcançou TRL6, nível que indica demonstração da tecnologia em ambiente relevante. A próxima etapa planejada é um motor de 700 cc acoplado diretamente a um gerador, sem caixa de redução, voltado ao uso como extensor de autonomia.
Novo motor promete ser menor, mais leve e sem vibração
A empresa afirma que o e-REX pode ser 70% mais leve e menor, além de mais potente que um motor dois tempos e mais eficiente e silencioso que um quatro tempos.
A INNengine também diz que a arquitetura equilibrada elimina vibrações, uma característica importante para veículos elétricos com extensor de autonomia, drones e aplicações aeronáuticas.
O conceito usa oito pistões opostos em quatro cilindros. A marca defende que sua tecnologia gera quatro vezes mais eventos de potência por rotação do que um motor quatro tempos convencional e duas vezes mais do que um motor dois tempos.
Essa é também a origem da expressão “motor de 1 tempo”, usada pela empresa. No entanto, publicações técnicas apontam que essa definição ainda causa debate entre engenheiros, já que o funcionamento pode ser comparado, em parte, a arquiteturas de dois tempos com pistões opostos.
REX-B mira drones e setor aeroespacial
Além do e-REX, a INNengine trabalha no REX-B, uma versão menor e simplificada do conceito. A empresa apresenta o modelo como uma solução para aplicações em que potência, simplicidade, baixo peso e tamanho reduzido são fatores decisivos.
O site da companhia informa que o REX-B de 125 cc já alcançou TRL6 e entrega 21,5 hp a 6.000 rpm. A INNengine também tem direcionado sua tecnologia ultraleve para o mercado de drones e UAVs, onde autonomia maior e geração de energia compacta são diferenciais.
Ainda não há motor à venda
Apesar dos avanços, o novo motor da INNengine ainda está em fase de desenvolvimento, validação e captação de recursos. Até junho de 2026, não há confirmação de venda comercial, uso em veículo de produção ou fabricação em massa.
O projeto segue vivo e ganhou força com a parceria com a Horse Powertrain, a rodada de investimento e o avanço de patentes. Mas, por enquanto, a promessa de revolucionar os motores a combustão ainda depende de testes independentes, escala industrial e validação no mercado real.
A parceria com a Horse Powertrain foi noticiada pela Autoevolution em 7 de março de 2025. A captação de 12 milhões de euros em 2026 foi publicada pelo El Economista, em 16 de fevereiro de 2026, e pelo El Confidencial Digital, em 18 de fevereiro de 2026.
