União Europeia oficializa retirada do Brasil da lista de países autorizados a vender carnes e outros produtos de origem animal ao bloco a partir de setembro, após cobrar comprovação sobre regras contra antimicrobianos usados na pecuária
A carne do Brasil será retirada, em setembro, da lista de produtos autorizados pela União Europeia após o país não comprovar regras do bloco contra antimicrobianos na pecuária.
Veto muda lista
A decisão foi oficializada na sexta-feira (5), após anúncio em 12 de maio. Na lista de 2024, o Brasil podia exportar carne bovina, frango, carne de cavalo, tripas, peixe e mel.
Com a atualização, o país foi excluído desses produtos. Argentina, Paraguai e Uruguai seguem autorizados a vender ao mercado europeu.
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O Brasil não apresentou informações exigidas pela Comissão Europeia para demonstrar que produtos de origem animal cumprem regras europeias sobre antimicrobianos.
Antimicrobianos afetam a carne do Brasil
A União Europeia proíbe antimicrobianos usados também para crescimento dos animais. A relação inclui virginiamicina, avoparcina, cacitracina, tilosina, espiramicina e avilamicina.
Em abril, o Ministério da Agricultura proibiu importação, fabricação, comercialização e uso de alguns antimicrobianos usados como melhoradores de desempenho, incluindo avoparcina e virginiamicina.
Para voltar à lista, o Brasil precisa restringir legalmente os demais medicamentos ou garantir que a carne exportada não contenha essas substâncias.
A União Europeia é o terceiro maior destino da carne bovina brasileira exportada, atrás de China e Estados Unidos. Para carnes em geral, é o segundo mercado.
O que você acha dessa decisão sobre a carne do Brasil? Comente se acredita que as novas exigências podem mudar a produção, a fiscalização e a rastreabilidade das proteínas exportadas, além de pressionar ajustes nas regras usadas pelo setor para manter vendas ao mercado europeu.

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