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Camuflagem de inverno “Pinguim” da Rússia falha na Ucrânia: traje volumoso com bolinhas e capuz de bico destaca soldados, que viram alvos fáceis de drones FPV e câmeras térmicas modernas

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Escrito por Carla Teles Publicado em 02/02/2026 às 16:42 Atualizado em 02/02/2026 às 16:43
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Camuflagem da Rússia falha na Ucrânia; camuflagem de inverno vira alvo fácil de drones FPV e câmeras térmicas no campo de batalha.
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A nova camuflagem da Rússia tenta esconder soldados na neve da Ucrânia, mas a camuflagem de inverno volumosa destaca tropas para drones FPV e câmeras térmicas.

A nova camuflagem da Rússia “Pinguim” foi criada para esconder soldados na neve, mas, na prática, tem feito o oposto. Segundo tropas da Ucrânia, ao menos dois militares russos usando o traje foram neutralizados por drones, mostrando que o equipamento, em vez de proteger, acaba destacando quem veste essa novidade no campo de batalha.

Em testes reais na frente de combate, a camuflagem da Rússia de inverno aparece como um traje volumoso, branco com bolinhas pretas e um capuz em forma de bico que lembra a cabeça de um pinguim. A ideia é quebrar a silhueta humana em campos nevados, mas num cenário dominado por drones FPV, câmeras térmicas e sensores de movimento, essa “invisibilidade” só funciona no papel.

O que é a camuflagem da Rússia “Pinguim”

Camuflagem da Rússia falha na Ucrânia; camuflagem de inverno vira alvo fácil de drones FPV e câmeras térmicas no campo de batalha.

De acordo com relatos ucranianos, a camuflagem da Rússia “Pinguim” está sendo testada por soldados em condições reais na fronteira com a Ucrânia. As imagens divulgadas pela 120ª Brigada de Defesa Territorial mostram o traje em ação:

É um macacão de inverno muito volumoso, predominantemente branco, com bolinhas pretas espalhadas pelo tecido e um capuz pontudo que cria um contorno estranho, lembrando um bico de ave.

O conceito é o mesmo de outros trajes de camuflagem: quebrar a silhueta humana e dissolver o corpo na paisagem, especialmente em montes de neve e terrenos abertos.

Nesse sentido, ele lembra os famosos trajes ghillie de atiradores de elite, só que adaptado para ambientes nevados.

A intenção é clara: reduzir a detecção visual a olho nu, dificultar que o inimigo identifique um formato humano à distância e permitir que o soldado se mova “escondido à vista de todos” quando o fundo é branco.

Um conceito desenhado para o olho humano, não para a guerra moderna

O problema é que a camuflagem da Rússia foi pensada para enganar principalmente o olho humano. Em teoria, se o padrão branco com manchas pretas combinar com a textura da neve e com sombras do terreno, o soldado some na paisagem para quem observa de longe com binóculos ou a olho nu.

Só que os campos de batalha de hoje, como os da Ucrânia, mudaram muito desde a Guerra Fria. As forças ucranianas caçam alvos com drones FPV, câmeras térmicas e sistemas que detectam movimento, não só contraste de cor.

Esses sensores não “veem beleza de padrão”, veem calor, forma, deslocamento, assinatura de corpo em movimento.

Nessa realidade, uma camuflagem da Rússia que só funciona contra visão humana fica rapidamente ultrapassada.

Mesmo que o traje confunda a silhueta ao longe, assim que entra em jogo uma câmera termal ou um drone com visão em primeira pessoa, o efeito desaparece.

O volume do corpo continua lá, a fonte de calor continua lá e, pior, o jeito de andar denuncia que há alguém dentro do macacão.

Traje volumoso, andar rechonchudo e movimentos exagerados

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Outro ponto crítico da camuflagem da Rússia “Pinguim” é o design extremamente volumoso. O macacão parece inchado, como se o soldado estivesse dentro de uma fantasia de neve. Isso até pode quebrar a silhueta reta do tronco e das pernas, mas cobra um preço alto: mobilidade.

Os relatos descrevem que quem veste o traje precisa adotar um andar mais curto, pesado e desengonçado, quase “rechonchudo”, para conseguir se mover.

Em terreno aberto, isso significa passos mais lentos, mudanças de direção mais demoradas e movimentos maiores do que o necessário para simplesmente ficar de pé ou mudar de posição.

Na prática, isso gera três problemas de uma vez:

  • O soldado fica mais lento para reagir
  • Os gestos ficam exagerados e fáceis de identificar
  • O padrão de movimento se torna previsível e simples de rastrear à distância

Ou seja, a camuflagem da Rússia tenta esconder o corpo, mas entrega o movimento, que é exatamente o que drones e observadores procuram em campo aberto. Em vez de confundir, o macacão diferente acaba chamando atenção.

Quando a camuflagem destaca mais do que esconde

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No cenário ideal, um traje de neve deveria se misturar tão bem ao fundo que qualquer mudança de posição fosse discreta.

No caso da camuflagem da Rússia “Pinguim”, acontece o contrário: o volume estranho, o padrão de bolinhas e o capuz em forma de bico criam uma figura curiosa, fácil de notar quando algo se mexe sobre um campo branco.

Segundo os relatos ucranianos, isso já teve consequência direta. Dois soldados russos usando o traje “Pinguim” foram neutralizados por drones, o que reforça a percepção de que o uniforme não está cumprindo a função básica de proteger quem o utiliza.

Em vez de reduzir risco, a camuflagem da Rússia acaba funcionando quase como um marcador visual. No céu, um operador de drone FPV vê uma forma volumosa e branca, deslocando-se de maneira estranha em meio à neve.

Isso facilita a identificação e o ataque, especialmente quando o inimigo já está à procura de qualquer anomalia no terreno.

Testes em campo e soldados como cobaias

Outro aspecto chamativo é a forma como a camuflagem da Rússia está sendo testada. Pelos relatos, o traje “Pinguim” foi levado diretamente para a frente de combate, sem um longo período de teste e aperfeiçoamento em ambientes controlados.

Na prática, isso significa usar soldados reais em combates reais como parte do “piloto” do equipamento. Os recrutas acabam virando cobaias de sistemas experimentais, assumindo riscos extras para validar um conceito que ainda não provou funcionar nem contra drones nem contra sensores modernos.

Essa não é a primeira tentativa recente de uniforme experimental vista na guerra. Fontes ucranianas já mencionaram tropas russas usando uma espécie de cápsula individual, algo como um abrigo portátil ou traje de proteção, que também não se mostrou eficaz contra drones.

No fim, a guerra atual tem exposto rapidamente o que funciona só no papel e o que realmente protege em campo.

O que a falha da camuflagem da Rússia diz sobre a guerra com drones

O caso da camuflagem da Rússia “Pinguim” mostra como o campo de batalha mudou. Não basta mais pensar em camuflagem como um padrão bonito ou exótico que engana o olho humano em fotos ou vídeos promocionais.

Hoje, qualquer equipamento precisa ser pensado desde o início para sobreviver sob drones FPV, câmeras térmicas e vigilância constante do céu.

Um traje pesado, volumoso e desajeitado pode até parecer inovador, mas, se torna o usuário mais lento, previsível e fácil de detectar pelo calor ou pelo movimento, ele falha justamente naquilo que mais importa: manter o soldado vivo por mais tempo.

No fim das contas, essa experiência com o “Pinguim” parece mais um alerta do que um avanço. Ela mostra que a camuflagem da Rússia precisa acompanhar o ritmo dos sensores e da tecnologia de detecção, ou cada novo uniforme será só mais um alvo caro em um campo de batalha lotado de drones.

Você acha que usar trajes experimentais como essa camuflagem da Rússia em combate vale o risco para testar novas ideias ou expõe demais os soldados para um resultado que já parecia previsível?

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Everardo
Everardo
04/02/2026 11:05

Acham mesmo que a Russia vai falhar? Pode ter acontecido é que as capturas eletronicas dos drones estejam avançadas mas do que as anteriores, haja vista que a NATO aumentou seu poder de fogo na Ucrania…

Carla Teles

Produzo conteúdos diários sobre economia, curiosidades, setor automotivo, tecnologia, inovação, construção e setor de petróleo e gás, com foco no que realmente importa para o mercado brasileiro. Aqui, você encontra oportunidades de trabalho atualizadas e as principais movimentações da indústria. Tem uma sugestão de pauta ou quer divulgar sua vaga? Fale comigo: carlatdl016@gmail.com

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