Nova Fragata Cunha Moreira, construída no Brasil com tecnologia alemã, reúne mísseis antinavio, radares multifuncionais, canhões navais modernos, sensores integrados, convés para helicóptero e capacidade para atuar na proteção da Amazônia Azul, do pré-sal e das comunicações marítimas nacionais
A Fragata Cunha Moreira (F202) foi lançada ao mar nesta sexta-feira (26), em Itajaí, como a terceira embarcação do Programa Fragatas Classe Tamandaré. O navio integra o primeiro lote de quatro unidades voltadas à modernização da Marinha.
A cerimônia de batismo contou com a presença de Lula e da ministra da Casa Civil, Miriam Belchior. A embarcação foi construída no Brasil, com mão de obra local e tecnologia da ThyssenKrupp Marine Systems.

Fragata reforça proteção da Amazônia Azul
A missão da Fragata Cunha Moreira será atuar no monitoramento e controle do espaço marítimo brasileiro, na chamada Amazônia Azul, área de 5,7 milhões de quilômetros quadrados ao longo da costa do país.
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Esse espaço reúne estruturas críticas, como as reservas de petróleo do pré-sal. A embarcação também deverá contribuir para a defesa de ilhas oceânicas e para a proteção das comunicações marítimas nacionais.
O programa amplia a capacidade da Marinha em operações de busca e salvamento e no cumprimento de compromissos internacionais. A entrega definitiva da Cunha Moreira está prevista para 2028, após instalação de sistemas, armamentos e outras etapas internas.

Navio tem sistemas avançados e 107 metros
As fragatas da Classe Tamandaré são navios militares de alta complexidade tecnológica. As embarcações possuem deslocamento de 3.500 toneladas, 107 metros de comprimento, convés de voo e hangar para helicópteros.
A Cunha Moreira conta com radares multifuncionais, sistema de mísseis antinavio, canhões navais de última geração, sensores integrados e sistemas de armas avançados. O conjunto atende a padrões rigorosos de navegabilidade, estabilidade, operação, desempenho e segurança.
O lançamento ao mar indica que a embarcação está apta a navegar, mas ainda não representa sua entrega definitiva. A fragata passará por novas etapas técnicas.
Construção no Brasil envolve tecnologia alemã
A Cunha Moreira foi totalmente construída no Brasil. O projeto conta com tecnologia da ThyssenKrupp Marine Systems e faz parte de uma estratégia de transferência de conhecimento para a indústria nacional.
A Marinha informa que o programa contribui para a absorção de conhecimento estratégico, a qualificação profissional, a inovação e a criação de empregos na indústria naval brasileira.
A iniciativa também estimula a nacionalização de sistemas avançados e prepara empresas nacionais para atuar na produção, manutenção e modernização das embarcações.
Novo PAC prevê R$ 10,5 bilhões
O Programa Fragatas Classe Tamandaré tem investimentos estimados em R$ 13,9 bilhões entre 2019 e 2030. Desse total, R$ 10,5 bilhões integram o Novo PAC.
A iniciativa faz parte da Nova Indústria Brasil e busca fortalecer a Base Industrial de Defesa. A previsão é gerar cerca de 23 mil empregos: 2 mil diretos, 6 mil indiretos e 15 mil induzidos.
Durante a cerimônia, Miriam Belchior afirmou que o Novo PAC também busca ampliar a capacidade produtiva e tecnológica do país. Para a ministra, os investimentos devem preparar o Brasil para exportar produtos sofisticados.
Lula afirmou que o lançamento representa um passo ligado à soberania nacional. O presidente também declarou que a Defesa está entre as prioridades do governo, ao lado de educação, saúde, transição energética e inteligência artificial.
Quatro fragatas compõem o primeiro lote
O primeiro lote prevê quatro navios. A Fragata Tamandaré (F200) já foi lançada e incorporada à Marinha. A embarcação teve lançamento em 9 de agosto de 2024 e mostra de armamento em 24 de abril de 2026.
A Fragata Jerônimo de Albuquerque (F201) teve lançamento em 8 de agosto de 2025. As provas de mar estão previstas para o segundo semestre de 2026, com mostra de armamento prevista para 2027.
A Cunha Moreira teve primeiro corte de chapa em 28 de novembro de 2024, batimento de quilha em 5 de junho de 2025 e lançamento em 26 de junho de 2026. A mostra de armamento está prevista para fevereiro de 2028.
A quarta embarcação, Mariz e Barros (F203), teve primeiro corte de chapa em 9 de janeiro de 2026. O lançamento está previsto para novembro de 2027 e a mostra de armamento para 2029.
Etapas marcam avanço até a incorporação
A construção segue fases simbólicas e técnicas. O primeiro corte de chapa marca o início da fabricação. O batimento de quilha simboliza a montagem, com a união dos primeiros blocos do navio.
Depois vem o lançamento ou batismo, quando a madrinha batiza a embarcação. Em seguida, ocorrem as provas de mar, com militares e civis a bordo para verificar robustez, segurança e confiabilidade.
A mostra de armamento encerra o processo como cerimônia de incorporação oficial da fragata à Marinha. A previsão é que as quatro unidades do primeiro lote estejam prontas até 2029.
Comente o que você acha mais importante no Programa Fragatas Classe Tamandaré. A proteção da Amazônia Azul, a geração de empregos, a transferência de tecnologia e também a modernização da Marinha mostram como defesa, indústria naval e tecnologia se conectam no país e podem influenciar novos projetos.
