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Novo submarino brasileiro de 72 metros e 2 mil toneladas impressiona argentinos: país já soma quatro unidades e avança em projeto nuclear enquanto a Argentina segue sem nenhum submarino operacional

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 02/12/2025 às 22:03
Atualizado em 02/12/2025 às 22:25
Brasil lança submarino de 72 metros e 2 mil toneladas e reação de argentinos viraliza ao comparar construção brasileira com frota argentina zerada.
Brasil lança submarino de 72 metros e 2 mil toneladas e reação de argentinos viraliza ao comparar construção brasileira com frota argentina zerada.
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O Brasil consolidou mais um passo no desenvolvimento de sua frota ao colocar no mar o submarino Almirante Karam em 26 de novembro, no Complexo Naval de Itaguaí. O submarino inicia agora extensa fase de testes antes de integrar a esquadra nacional.

A cerimônia do 4º submarino brasileiro contou com presença de autoridades civis e militares e evidenciou o contraste entre a expansão da indústria naval brasileira e a ausência de submarinos operacionais na Argentina, hoje dependente de acordos internacionais para recompor sua capacidade.

O Almirante Karam é o quarto submarino construído no país dentro do programa iniciado com transferência de tecnologia francesa. A embarcação deve passar por pelo menos um ano de avaliações técnicas em superfície e imersão antes da entrega final.

O submersível homenageia o Almirante Alfredo Karam, que iniciou carreira em 1941 e dedicou mais de 80 anos à Marinha. Sua atuação destacou-se pela modernização da força e pela reativação da estrutura submarina brasileira.

A tradição da quebra da garrafa remonta a diferentes povos antigos e simboliza proteção ao navio e sua tripulação. A prática também reforça o caráter solene do lançamento de embarcações militares.

O Almirante Karam seguirá para testes de mar conduzidos em diferentes condições, tanto em superfície quanto em imersão. Somente após essa etapa o submarino poderá ser transferido ao setor operativo da Marinha.

Com 72 metros de extensão, 6 metros de largura máxima e aproximadamente 2 mil toneladas de deslocamento, o Almirante Karam (S43) consegue permanecer submerso por até 70 dias e alcançar cerca de 40 quilômetros por hora.

Seu quadro de operação é formado por 38 militares, entre oficiais e praças. O submarino conta ainda com um avançado sistema de combate, que inclui seis tubos destinados ao disparo de torpedos, mísseis e minas.

Submarino Almirante Karam

Expansão paralela da frota brasileira

O programa brasileiro inclui também o avanço do submarino Tonelero, construído totalmente no país pela Itaguaí Construções Navais.

O Tonelero foi dividido em quatro seções estruturais e equipado com seis tubos capazes de lançar torpedos, mísseis e minas. A tripulação foi preparada em simuladores antes das provas de mar, etapa decisiva para avaliação operativa.

O comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen, destacou que o domínio marítimo diferencia Estados ao longo da história. Ele afirmou que o mar projeta força econômica, autonomia tecnológica e vigor político das nações.

Esse conjunto de fatores tem sido usado por brasileiros e argentinos para comparar os desempenhos dos dois países nas redes sociais, especialmente após a divulgação do lançamento do Almirante Karam.

Reações argentinas ao avanço brasileiro

Comentários de argentinos ganharam notoriedade ao lamentar que o Brasil expanda sua frota enquanto a Argentina permanece sem submarinos ativos. Um dos comentários mais reproduzidos dizia que o Brasil já tem quatro unidades e constrói um submarino nuclear.

A repercussão refletiu frustração crescente na sociedade argentina, que acompanha a perda de capacidade naval desde o trágico naufrágio do ARA San Juan em 2017. O episódio deixou a força naval praticamente sem meios de patrulha submarina.

A Argentina possui quase 5.000 quilômetros de litoral, além da projeção antártica e de ilhas subantárticas, tornando urgente a recuperação de sua capacidade de vigilância submarina no Atlântico Sul.

Atualmente, o país não possui um único submarino operacional. O ARA Santa Cruz encontra-se no estaleiro Tandanor e é considerado irrecuperável. O ARA Salta está ancorado em Mar del Plata e serve apenas para treinamento.

Negociação dos submarinos Scorpène

A possível compra de três submarinos Scorpène ganhou força com negociações entre Argentina e Naval Group. O acordo está estimado em cerca de dois bilhões de dólares e avança desde a assinatura de uma carta de intenção em 2024.

O Scorpène é um submarino de propulsão diesel-elétrica com opção de sistema AIP e opera em diversos países, incluindo o Brasil. Para a Argentina, ele representa a chance de recuperar presença naval em sua extensa zona econômica exclusiva.

A negociação, contudo, depende da obtenção de garantias financeiras e de crédito com bancos europeus. Essas exigências históricas já dificultaram operações anteriores e permanecem como principal obstáculo para a formalização do contrato.

Diferenças estruturais entre Brasil e Argentina

O contraste entre os países tornou-se evidente porque o Brasil constrói seus próprios submarinos, com transferência e internalização de tecnologia, enquanto a Argentina tenta reconstruir do zero uma capacidade perdida há anos.

Esse cenário reforça percepções de disparidade tecnológica e industrial. Para parte dos argentinos, a comparação com o Brasil tornou-se símbolo de atraso acumulado e da urgência em modernizar a infraestrutura naval.

Para a França, a possível assinatura do contrato consolida a Naval Group como fornecedora global de submarinos convencionais. Para a Argentina, trata-se do primeiro passo concreto em direção à retomada de capacidades estratégicas.

O lançamento do Almirante Karam encerrou uma etapa importante do programa submarino brasileiro e simbolizou continuidade de investimentos que ampliam a autonomia industrial do país.

A cerimônia também reforçou tradições históricas e destacou trajetória de figuras centrais da Marinha.

Enquanto a Argentina tenta reerguer sua frota com aquisições externas, o Brasil mantém ritmo de ampliação da produção nacional, aprofundando a diferença entre as duas nações no campo submarino e fortalecendo sua presença estratégica no Atlântico Sul.

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Daniel
Daniel
07/12/2025 00:10

Por otro lado, sí, Brasil está construyendo un submarino nuclear, pero como se le quemaron los papeles llamaron al INVAP por la parte nuclear. Faltan más políticas de estado, no nos olvidemos que hubo décadas de desidia y abandono a nuestras fuerzas. Fabricar y ser independientes. Eso espero de Milei

Daniel
Daniel
07/12/2025 00:08

No desplaza 2 toneladas, tiene que ser 2000 toneladas.

Beto
Beto
06/12/2025 23:24

Que liviano. Eso es lo impresionante 2 toneladas.

Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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