Nova etapa do plano de demissão voluntária deve ficar aberta até o fim do ano, mirar funcionários de unidades que serão extintas e reforçar a reestruturação financeira dos Correios
Até 7 mil funcionários dos Correios podem deixar a estatal por meio de um novo PDV dos Correios, previsto para ser lançado nas próximas semanas e ficar aberto até o fim deste ano. Segundo O Globo, o plano deve mirar empregados de unidades que serão extintas durante a reestruturação da companhia.

Novo PDV dos Correios mira unidades que serão fechadas
A nova etapa do plano de demissão voluntária surge após a primeira edição ter ficado abaixo da meta definida pela empresa.
Entre fevereiro e março, pouco mais de 3 mil empregados aderiram ao programa, número distante dos 10 mil desligamentos previstos inicialmente.
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A diretoria dos Correios buscava reduzir cerca de 12% do quadro de pessoal já em 2026. A medida faz parte do conjunto de ações desenhadas para tentar equilibrar as contas da estatal.
Reestruturação prevê fechamento de mil pontos de atendimento
O plano de reestruturação dos Correios prevê o fechamento de mil pontos de atendimento, incluindo agências e centros de armazenamento.
Nesse cenário, a redução de despesas com pessoal é tratada como uma parte central da recuperação financeira da empresa.
Caso a estatal alcance a meta total de desligamentos prevista até 2027, a economia estimada é de aproximadamente R$ 1,4 bilhão.
A intenção da direção é chegar a cerca de 15 mil saídas voluntárias ao longo do período de reestruturação.
Plano foi ligado a empréstimo de R$ 12 bilhões
A reestruturação foi anunciada no fim de 2025 como contrapartida para a obtenção de um empréstimo de R$ 12 bilhões concedido por bancos privados, com garantia da União.
A operação financeira foi articulada para evitar o agravamento da crise de caixa da estatal. Os Correios encerraram 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões, resultado negativo mais de três vezes superior ao registrado no ano anterior.
Condições da nova etapa ainda estão em discussão
Mesmo após a adesão abaixo da meta na primeira edição, o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, afirmou que o resultado ficou dentro do cenário considerado viável pela companhia.
Segundo ele, a empresa obteve 40% da economia projetada com o PDV e enxerga payback de cinco meses.
Os detalhes da nova etapa ainda são discutidos com a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, ligada ao Ministério da Gestão.
A tendência é que as condições oferecidas aos trabalhadores não sejam mais vantajosas do que as da edição anterior.
Esta matéria foi elaborada com base em informações de O Globo e do material-base fornecido, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

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