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Biólogo constrói com a família, no quintal de casa em Barueri durante 5 anos de trabalho, um barco fast-trawler de 30 pés e ainda foi morar nele no mar em Caraguatatuba

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 12/06/2026 às 16:25 Atualizado em 12/06/2026 às 16:27
Biólogo constrói barco no quintal de casa
Imagem: Divulgação / Arquivo pessoal
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Biólogo Antonio Carlos Osse levou cinco anos para construir o Osseanic em Barueri, envolveu a família no projeto artesanal e colocou o fast-trawler de 30 pés no mar em Caraguatatuba

O Osseanic, fast-trawler de 30 pés construído pelo biólogo Antonio Carlos Osse no quintal de casa, em Barueri, virou realidade após 5 anos e 2 meses de trabalho familiar. Relatada em 2023, a história une construção artesanal, planejamento técnico e a ida do barco para Caraguatatuba, onde começou sua vida no mar.

Biólogo constrói barco no quintal de casa
Imagem: Divulgação / Arquivo pessoal

Osseanic nasceu de um sonho antigo ligado ao mar

A relação de Antonio Carlos Osse com barcos começou ainda na adolescência, no Saco da Ribeira, em Ubatuba.

Ali, ele observava embarcações ancoradas e imaginava viagens, mergulhos e paisagens que poderia conhecer navegando.

O sonho continuou na vida adulta e passou a ser dividido com a esposa, que também tinha interesse pelo mar. Ao longo dos anos, a família realizou outros projetos pessoais, como escrever livros, plantar árvores e criar as filhas Marina e Carolina.

Já na casa dos 50 anos, Antonio Carlos decidiu transformar o antigo desejo em um projeto concreto. A ideia era ter uma embarcação própria, mas a compra de um barco pronto exigiria um investimento imediato maior.

A saída encontrada foi construir o próprio barco em casa, com as próprias mãos e com participação familiar.

Segundo as informações do caso, a família entendeu que o processo também faria parte da realização do sonho, não apenas o resultado final.

Biólogo constrói barco no quintal de casa
Imagem: Divulgação / Arquivo pessoal

Projeto escolhido previa autonomia para médias travessias

A embarcação escolhida foi menor e mais simples do que o sonho inicial, mas precisava atender ao objetivo principal: permitir navegação com autonomia. Para isso, Antonio Carlos comprou o projeto de um arquiteto naval dos Estados Unidos.

O desenho previa um barco motorizado, com capacidade de semi-planeio e autonomia para médias travessias. A estimativa informada no material era de até 500 milhas em velocidade de cruzeiro.

A construção começou em 20 de março de 2017. O método adotado foi madeira com epóxi, uma escolha que aproveitava a experiência prévia de Antonio Carlos com máquinas, madeira, resinas e laminação.

Ele já trabalhava havia mais de 25 anos na fabricação de canoas canadenses. Mesmo assim, o Osseanic representava um desafio maior, por ser um barco cabinado, motorizado e equipado com sistemas hidráulicos, elétricos e eletrônicos.

Biólogo constrói barco no quintal de casa
Imagem: Divulgação / Arquivo pessoal

Para viabilizar a obra, a família montou uma estrutura metálica temporária no próprio terreno, com 8 por 11 metros. O espaço funcionou como galpão e evitou o custo de aluguel durante os anos de construção.

Construção levou cinco anos e envolveu toda a família

O trabalho avançou em fins de semana, folgas e períodos de dedicação intensa. Nos três primeiros anos, a participação familiar foi mais forte, segundo o relato de Antonio Carlos.

Nos dois últimos anos, a rotina passou a misturar paixão e obrigação. Nesse período, as filhas já entravam na adolescência, o que também mudou a dinâmica familiar durante a fase final do projeto.

O Osseanic foi declarado terminado em 15 de maio de 2022. Ao todo, foram cinco anos e dois meses de construção desde o início da montagem, em março de 2017.

Antonio Carlos afirmou que o barco foi feito 100% pela família. A mão de obra familiar não entrou na planilha de custos, o que reforça o caráter artesanal da construção.

Entre as soluções técnicas, ele citou a fabricação própria dos tanques de combustível, água potável, águas servidas e contenção de esgoto. Esses componentes foram moldados no local com fibra de vidro e resina estervinílica.

A construção no quintal exigiu não apenas habilidade manual, mas também organização. Cabos, sensores, instrumentos e acessórios foram preparados ainda durante a montagem, antes da instalação final do motor.

Embarcação feita no quintal de casa vira moradia
Imagem: Divulgação

De Barueri a Caraguatatuba, o barco ganhou vida no litoral

Com o casco pronto no galpão de Barueri, a etapa seguinte foi levar o barco para o litoral. O transporte até Caraguatatuba percorreu cerca de 300 km.

A cidade foi escolhida para a instalação do motor Volvo Penta D4 de 270 hp em uma autorizada. Segundo o material, isso foi feito para preservar a garantia do equipamento.

A preparação anterior ajudou nessa fase. Como parte dos sistemas já estava pronta, a montagem final do motor e dos componentes associados foi facilitada.

Depois disso, o Osseanic passou pelo licenciamento junto à Capitania dos Portos. Com a emissão do registro, a embarcação finalmente pôde ser colocada na água.

No primeiro teste, o barco navegou com tanques cheios e oito pessoas a bordo. Nessa condição, atingiu 27 nós, segundo o relato de Antonio Carlos.

Ele afirmou que nada quebrou, soltou, vazou ou queimou durante o teste. O resultado marcou a passagem do projeto artesanal, feito no quintal de casa, para uma embarcação em operação.

Meses depois do batismo, a família já fazia saídas de treinamento. O novo objetivo citado no material era levar o Osseanic até o Alasca, ampliando o alcance simbólico do sonho que começou em Ubatuba e ganhou forma em Barueri.

Esta matéria foi elaborada com base nas informações fornecidas no material-base sobre a construção do Osseanic por Antonio Carlos Osse, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

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Ricardo Cosme Gonçalves
Ricardo Cosme Gonçalves
18/06/2026 10:13

Parabéns Antonio Carlos e família. São brasileiros como vocês que, certamente, mudarão o nosso país para melhor… Gostaria de, se possível, ver mais notícias ou filmes das viagens do Osseanic.

Eduardo Serber
Eduardo Serber
14/06/2026 13:19

Parabéns! Lindo barco.

Paulo Heitor
Paulo Heitor
14/06/2026 09:04

Qual o nome do projetista?

João Carlos Cadilhac
João Carlos Cadilhac
Em resposta a  Paulo Heitor
14/06/2026 10:01

Sam Dvelin

Romário Pereira de Carvalho

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